<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704</id><updated>2011-10-28T22:37:11.370-02:00</updated><category term='Mundo'/><category term='Comunicação'/><category term='política'/><category term='Previsões'/><category term='Cotidiano'/><category term='Rede'/><category term='Cidade'/><title type='text'>Espera, estou pensando...</title><subtitle type='html'>Só consigo pensar escrevendo. De outro jeito, me confundo toda. Os pensamentos vêm em ondas e se misturam uns com os outros e, no final, morrem na praia. Por isso criei esse blog. Para todos que só conseguem pensar escrevendo. Ou, pelo menos, só assim conseguem dar precisão ao que pensam.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>289</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-18559328899265782</id><published>2011-10-15T13:34:00.005-03:00</published><updated>2011-10-15T19:27:22.236-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Caro mercado,</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HUE3K6OaAlI/Tpm3EgsYJhI/AAAAAAAABlI/VY6auDLztPE/s1600/came%2Bover.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 253px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663759294518535698" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-HUE3K6OaAlI/Tpm3EgsYJhI/AAAAAAAABlI/VY6auDLztPE/s400/came%2Bover.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vejam mais fotos &lt;/span&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/mundo/fotos/2011/10/veja-imagens-de-protestos-dos-indignados-pelo-mundo.html#F282876"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Que o Brasil importa muito lixo, já sabíamos. Quem nunca entrou em um desses centros comerciais populares que estão espalhados por todo o país ou fez uma incursão a uma 25 de março de qualquer capital brasileira ou mesmo passou no centro da cidade e parou na banca de um camelô especializado em variedades - isqueiros, sombrinhas e outros importados chineses? Todos nós já passamos por essa tentação e não resistimos. Por isso sabemos muito bem que o Brasil importa muito lixo. Gasta seus dólares com muita bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disso já sabíamos, mas nunca pensei que chegaríamos ao ponto que chegamos: importar lixo, literalmente, e não lixo reciclável, que estaria dentro de uma lógica comercial razoável, embora já tenhamos fornecedores locais muito eficientes. Não, nada disso. O que importamos foi lixo hospitalar, contaminado sabe-se lá de quê. E, como informa a imprensa paulista, importamos lixo para vendê-lo diretamente ao consumidor, sem nenhum beneficiamento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Lençóis hospitalares, semelhantes àqueles apreendidos no Porto de Suape, em Pernambuco, são vendidos a quilo em uma das principais vias de Santa Cruz do Capibaribe e, provavelmente, são comprados para forrar a cama dos beneficiários do Bolsa Família de algum distrito da região. O mercado, o grande senhor da vida, chegou no seu limite. Rompeu as barreiras territoriais com a globalização e agora extrapolou as barreiras da ética, transformando as misérias particulares em produtos comercializáveis em qualquer carrefour do planeta. Tudo bem, isso não foi agora, já vem desde sempre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Já acompanhamos denúncias contra empresas que utilizavam na sua linha de produção mão de obra infantil; empresas que utilizavam mão de obra escrava, preferencialmente feminina; que comercializavam produtos de baixa qualidade, maqueados como sendo de primeira e assim por diante. Produtos industrializados ou não. Sob o domínio do capital financeiro, o mercado reproduz essa mesma lógica junto às empresas que operam nesse cassino. A bolha imobiliária que provocou a crise financeira americana de 2008 (!!!) não é fruto dessas mesmas práticas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Mas a hegemonia da lógica mercantilista nas relações humanas pode estar se esgotando. Desconfio que está. Estou cismada com isso desde que li as primeiras notícias da Primavera Árabe e antes ou ao mesmo tempo, não me lembro mais, sobre os movimentos grevistas na Grécia, que estão em assembleia permanente há quase quatro anos. Agora, mais recentemente, essa cisma voltou com o notíciário sobre os movimentos dos indignados e, em especial, sobre o Ocupe Wall Street que está se multiplicando em outras ocupações pelos estados americanos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Os doutores sociólogos, antropólogos, psicólogos e outros logos americanos estão perplexos e desorientados. Para eles, o Ocupe não tem significado, porque não existe uma causa que os una. Como assim? Pois é, foi isso mesmo que li em alguns jornais ao passar os olhos no noticiário. Cada manifestante fala uma coisa, defende uma causa, apoia uma bandeira. Lá nos Estados Unidos e em outras partes do mundo. O que eles não entendem é que existe uma vontade comum, expressa por todos os manifestantes, independentemente da sua origem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Existe a vontade de buscar, coletivamente, novos caminhos para um mundo que está se deteriorando de podre. Existe uma vontade comum de abrir um debate, um debate público, sobre todos as grandes questões que afetam a vida de todos os indivíduos em particular. Estão convocando a ágora. Estão reivindicando a participação direta na discussão das questões que interferem no cotidiando de todos nós e que vinham sendo discutidas e decididas por meia dúzia de 10, 100, pode ser, grandes empresas mundiais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Neste sábado, algumas lideranças espalhadas pelo mundo estão prevendo que haverá manifestações em quase mil cidades de 82 países, inspiradas no Ocupe Wall Street. Hong Kong, Taiwan, Japão e Austrália, Itália, Bósnia, Romênia e Holanda já saíram às ruas e, ao longo do dia, pode haver protestos na Espanha, Inglaterra e Grécia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Isso, minhas amigas, é política e política, caro mercado, não tem preço! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-18559328899265782?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/18559328899265782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=18559328899265782&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/18559328899265782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/18559328899265782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2011/10/caro-mercado.html' title='Caro mercado,'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HUE3K6OaAlI/Tpm3EgsYJhI/AAAAAAAABlI/VY6auDLztPE/s72-c/came%2Bover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-2833695937503206890</id><published>2011-05-18T22:10:00.009-03:00</published><updated>2011-05-18T22:49:33.649-03:00</updated><title type='text'>Cidadãos do mundo, dispersemos!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DJ7VUsmJh78/TdRycDTn65I/AAAAAAAABk0/dYjDuF-BVLk/s1600/galera.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608233262232628114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-DJ7VUsmJh78/TdRycDTn65I/AAAAAAAABk0/dYjDuF-BVLk/s400/galera.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Já estamos todos carecas de saber que a globalização favoreceu, especialmente, a integração dos mercados, transformando o mundo num grande balcão de negócios. Vende-se qualquer coisa, de bananas a mulheres, crianças, trabalhadores, gorilas, mudas de ervas aromáticas, alucinógenos e qualquer droga que possa ser precificada, ou seja, todas e tudo. Mas como as ondas, que inevitavelmente acabam se espalhando na areia, a globalização também respingou em outras praias. A indústria cultural, impulsionada pelo avanço das tecnologias de informação e comunicação, se apossou das manifestações mais singelas de todos os povos e transformou-as em produtos de consumo de massa dando-nos a ilusão de termos nos tornado cidadãos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que gosto de pensar que o planeta é a nossa casa; que estamos todos no mesmo barco; que somos gaia, partes de um todo absoluto; que somos todos irmãos e formamos juntos uma grande e única família. Mas basta ler uma vez só, em um dia qualquer, as manchetes de capa de um jornal escolhido aleatoriamente, entre os milhares que circulam pelo mundo, que escapamos sãos e salvos dessa doce ilusão. Mais do que isso. Ainda que as grandes mídias e o mercadão do mundo desconstruam diariamente nossas identidades regionais, tentando nos transformar em meros consumidores das classes A, B, C,. D ou E, sobrevivemos à pasteurização da vida e preservamos nossos vínculos locais, cultivando, longe das câmeras, nossas preferências musicais, gastronômicas, literárias e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que navegue pelo mundo e por mais que esse mundo tenha se tornado um ovo, continuo curtindo adoidado tomar café com pão de queijo, traçar um prato de arroz com feijão e bife de panela e, de sobremesa, queijo com goiabada. Continuo me divertindo com as festas de São João, as brincadeiras de rua – pula maré, rouba-bandeira, queimada, passa anel e pegador. Gosto de ouvir a música que vem dos cafundós de Minas, de sentar na porta da cozinha, de jogar conversa fora e de tudo mais que me torna inconfundivelmente mineira de corpo e alma. Sempre estarei em Minas, para sempre terei vindo de Minas e jamais sairei de Minas, porque não sou eu que estou aqui, é Minas que está em mim, à revelia da grande mídia e dos esforços da indústria cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou divagando sobre tudo isso por uma razão, aparentemente, muito banal. Hoje cedo, quando abri o jornal dos mineiros, li o comentário de um jornalista do caderno SuperEsporte que me deixou estarrecida. Sem nenhuma cerimônia e em meia linha, o colunista desqualificou o campeonato regional de futebol, recém encerrado, desmerecendo o título conquistado pela equipe vitoriosa, título que ele considera inexpressivo. E qual título será que ele gostaria que os times mineiros perseguissem? O do campeonado espanhol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não importa muito quem saiu vitorioso nas dezenas de campeonatos que se desenrolaram por esse Brasil a dentro nos últimos meses. Quer dizer, não importa para o que estou pensando aqui e agora. É claro que todos os campeões são merecedores das justas homenagens. Mas o que torna esses campeonatos formidáveis é, justamente, o que o colunista do jornal dos mineiros ignora solenemente. São as oportunidades que eles criam para centenas de pequenos times locais se apresentarem dignamente a suas torcidas. Escancararem, a cada jogo, a sua identidade, as suas cores, o seu grito, os seus talentos, muitos, inclusive, cobiçados pelos grandes times e alguns até já transferidos para os novos clubes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é bárbaro nesses campeonatos e, no mineiro foi assim também, é que eles são um momento muito especial também para os torcedores. É claro que torci cegamente para o meu time em todos os jogos, mas me emocionava também a torcida adversária. Nessa hora, somos todos iguais. Torcemos com a mesma alegria, o mesmo entusiasmo, a mesma garra, a mesma fidelidade à camisa que escolhemos. A paixão das torcidas do América de Teófilo Otoni, do Ipatinga, do Caldense, do Democratas e de tantos outros é uma prova de que ainda não estamos perdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistimos sim, via cabo, o campeonato espanhol, o italiano, o francês e sei lá mais qual. Assistimos sim os grandes times brasileiros disputando vagas no Brasileirão, na Libertadores. Mas o sangue ferve mesmo é quando entramos em campo junto com o time. É quando temos a chance de ir pra rua, de carregar bandeira, de gritar até perder a voz, de rir, de chorar, de zoar, de bater boca e voltar pra casa com a alma lavada. E isso só acontece, para todos nós torcedores deste Brasil a dentro, é quando chega o campeonato regional. Por isso, viva os campeonatos regionais! Quem dera tívessemos também uma imprensa regional, capaz de reconhecer o valor do nosso glorioso campeonato mineiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai Xico, estou voltando. Até quando der novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Site lapisraro.com.br&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-2833695937503206890?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/2833695937503206890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=2833695937503206890&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2833695937503206890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2833695937503206890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2011/05/cidadaos-do-mundo-dispersaem.html' title='Cidadãos do mundo, dispersemos!'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-DJ7VUsmJh78/TdRycDTn65I/AAAAAAAABk0/dYjDuF-BVLk/s72-c/galera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-4065314574860734229</id><published>2010-11-14T22:59:00.005-02:00</published><updated>2010-11-15T00:30:17.928-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Vida que segue</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/TOCaIeMrPOI/AAAAAAAABd8/Kk_Ca7YodNo/s1600/JULHO%2B2010%2B053.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539597012001570018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/TOCaIeMrPOI/AAAAAAAABd8/Kk_Ca7YodNo/s400/JULHO%2B2010%2B053.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E a vida continua. Aung San Suu Kyl foi solta ontem, após mais de sete anos presa em casa. A companhia estatal de trens francesa SNCF desculpou-se pelo seu papel na deportação de judeus para campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra. Infecção hospitalar mata 11 bebês no Distrito Federal. Mais um sindicalista é morto a tiros em São Paulo. Começou a temporada das festas de formatura, com direito a uma esticada ao Mercado Central. José Alencar sofre um infarto, recupera e mantém o bom humor. É um santo! Tiririca prova que é alfabetizado. Decifra bem o beabá, mas será que está entendendo? Eu, confesso, muitas vezes tenho dificuldades para entender. O que está acontecendo com o Enem, por exemplo, quem explica? Não quero crer que seja incompetência do Ministério. Mas aí o que será? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E tome mais vida. O zagueiro da Inter de Milão, Marco Materazzi, deixa o estádio Giuseppe Meazza de ambulância durante o clássico contra o Milan. Ele foi atingido no rosto numa dividida de bola com Zlatan Ibrahimovic no segundo tempo da partida. Merapi, na Indonésia, entra em erupção mais uma vez. Trezentos e noventa mil pessoas já foram obrigadas a abandonar suas casas na região próxima do vulcão. Os mortos, até agora, já chegam a duzentas e quarenta pessoas. Uruguai e Argentina fecharam acordo para o controle da fábrica de celulose da UPM. O Partido Socialista da Grécia, de Giorgos Papandreou, venceu o segundo turno das eleições regionais. Cruzeiro vai à CBF protestar contra arbitragem. Não vai adiantar, mas espero que Perrella não deixe mesmo de ir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É vida que segue, como diria Adilson. Sabrina Sato é a nova rainha de bateria da Vila Isabel. Estudo desvenda mistério de como gatos bebem leite sem se lambuzarem. Está confirmado: férias são importante para a saúde mental. Gamova derrota as meninas do vôlei brasileiro na final do Mundial. Jovens da classe C gastam 71% de seus ganhos com roupas e acessórios. Papa Bento 16 pede uma "reforma profunda" da economia mundial. Se fôssemos espertos como acreditamos que somos nem precisava pedir. E assim vamos caminhando, entre um cafezinho e outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-4065314574860734229?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/4065314574860734229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=4065314574860734229&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4065314574860734229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4065314574860734229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2010/11/vida-que-segue.html' title='Vida que segue'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/TOCaIeMrPOI/AAAAAAAABd8/Kk_Ca7YodNo/s72-c/JULHO%2B2010%2B053.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-2830010507363104994</id><published>2010-09-26T23:01:00.004-03:00</published><updated>2010-09-26T23:26:34.998-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Caixinha de surpresa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/TKAAV_rZ6eI/AAAAAAAABd0/X-C70EyN2-k/s1600/25+09+07+cidades+024.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521413521026968034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/TKAAV_rZ6eI/AAAAAAAABd0/X-C70EyN2-k/s400/25+09+07+cidades+024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Preferiria não ter visto, mas vi. Vi o Cruzeiro ser derrotado desnecessariamente pelo Santos. O Cruzeiro poderia ter jogado com mais vontade e garra, mas preferiu um jogo morno e disperso. Parecia outra equipe em campo. Cuca parecia outro técnico a orientar os jogadores. Mas ao mesmo tempo, parecia o mesmo Cruzeiro de sempre que, a qualquer momento, poderia reagir e ao menos empatar. Por isso torci até o último minuto, inutilmente. Mas tudo isso são coisas do futebol. Mesmo quando um jogo ou um campeonato, como o Brasileirão, começam a se tornar previsíveis, mesmo quando os resultados vão sendo forjados sutilmente pelos erros e desatenções da arbitragem, pela catimba dos adversários, pela alma vira-lata dos times fora do eixo, mesmo assim, o futebol é um jogo imprevisível. No campo, tudo pode acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O craque do time pode acordar de mau humor, o perna de pau acordar inspirado, a equipe desentrosada, por alguma razão inexplicável, pode entrar em sintonia e a equipe sempre afinada perder as conexões e correr perdida de um lado para o outro do campo até o apito final. E é disso que eu gosto no futebol: da caixinha de surpresa. Eu gosto dos gols finalizados na prorrogação, dos perebas que surpreendem com jogadas insuportavelmente belas, dos jogadores invisíveis que se materializam no lugar certo quando ninguém espera, das vitórias de virada e de todos os lances únicos, daqueles que não podem nunca ser programados, porque são inventados ali, naquele exato instante em que a bola cai no pé do jogador e ele olha pra frente e enxerga uma oportunidade qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É claro que, fora de campo, a vida reserva outros momentos caixinha de surpresa. As eleições, por exemplo. Por mais que as pesquisas de opinião, cada vez mais sofisticadas, ajudem a dar previsibilidade aos resultados, ainda assim é possível sermos surpreendidos pelas urnas. O segundo turno das eleições de 2006 foi um desses momentos. Lula e Alckmin caminhavam juntos em todas as enquetes e até o final do primeiro turno. No segundo, Lula disparou e deixou Alckmin para trás, contrariando a expectativa de boa parte dos analistas, que apostavam num resultado apertado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Já as eleições proporcionais, estas sempre reservam surpresas, porque é quase impossível tentar antecipar seus resultados usando as ferramentas convencionais de pesquisas de opinião. Em Minas Gerais são 553 candidatos a deputado federal e 977 a deputado estadual e um eleitorado próximo de 15 milhões de pessoas, espalhadas por 853 municípios com as mais diferentes histórias. Uma bela caixinha de surpresa. E se isso não bastasse, o fato das eleições proporcionais serem coincidentes com as eleições majoritárias, que mobilizam mais as atenções dos eleitores, poucos são os que já escolheram seus candidatos para o Parlamento. Muitos só se decidem na beira da urna.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Neste ano, espero, mais uma vez, um momento caixinha de surpresa nas eleições. Torço para que seus resultados nos façam recuperar a crença de que a política ainda pode ser o espaço do encontro. O espaço do diálogo verdadeiro e sincero, para troca de ideias e construção coletiva de soluções e alternativas que garantam uma vida boa para todos. Sonhar não é defeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Inté&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-2830010507363104994?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/2830010507363104994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=2830010507363104994&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2830010507363104994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2830010507363104994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2010/09/caixinha-de-surpresa.html' title='Caixinha de surpresa'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/TKAAV_rZ6eI/AAAAAAAABd0/X-C70EyN2-k/s72-c/25+09+07+cidades+024.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-3745400612628069481</id><published>2010-09-18T18:08:00.005-03:00</published><updated>2010-09-18T18:21:59.821-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Nua e crua</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518364829830918402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/TJUrkz8UsQI/AAAAAAAABdE/Pf0CuyUR6v4/s400/SETEMBRO+2010+071.jpg" border="0" /&gt;Brotos de bolas de flores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A primavera está chegando. Já não era sem tempo. Não aguentava mais a mesmice de tudo desde sempre. Vamos ver se agora florescem novas ideias. Não quero nada requentado, reprogramado, repaginado. Quero é o que ainda nem existe nem foi inventado. Quero o que eu nem sei o que é, mas ainda assim é o que eu quero. E na primavera eu posso. Ou penso que posso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Estou enfarada da vida com photoshop. Dos sorrisos perfeitos; das medidas precisas; das vanguardas moldadas em qualis; dos improvisos cuidadosamente elaborados; das falas absolutamente previsíveis, exaustivamente ensaiadas para responder exatamente aquilo que quero ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estou exausta. Cansada das soluções mágicas que não deixam escapar saídas, a não ser aquelas devidamente sinalizadas; das promessas vazias, das promessas improváveis, das promessas razoáveis, das promessas; dos deuses, dos heróis, dos bandidos, de todas as personagens que não conseguem se reinventar e no mais de tudo que finge mudar para continuar como está.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Mas na primavera eu posso. Posso querer um amarelo como nunca antes existiu. Posso querer um bando de maritacas falando pelos cotovelos coisas que ninguém nunca nem ouviu falar. Com palavras que nunca foram ditas. Posso querer pedras no caminho para tropeçar, casca de banana para escorregar. Na primavera eu posso. Posso querer sorvete de araça azul, igual aquele que vi um dia na capa de um disco do Caetano e nunca mais vi. Posso querer um sorriso banguela, uma gargalhada dissonante, fora de hora, fora de lugar. Um discurso desconexo, desarticulado, desafinado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Posso. Posso querer uma terra nua e crua. Um papel sem pauta, um livro sem letras, uma música sem notas. Posso querer uma foto sem cor, uma imagem sem formas, um filme sem movimento. Acho que na primavera eu posso. Posso até mais, um dia sem horas, uma vida sem destino, um vento, um ciclone, um tufão, um tornado. Acho que posso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Inté &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-3745400612628069481?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/3745400612628069481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=3745400612628069481&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3745400612628069481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3745400612628069481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2010/09/brotos-de-bolas-de-flores-primavera.html' title='Nua e crua'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/TJUrkz8UsQI/AAAAAAAABdE/Pf0CuyUR6v4/s72-c/SETEMBRO+2010+071.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-2072253476360192573</id><published>2010-05-16T21:27:00.008-03:00</published><updated>2010-07-09T20:17:17.870-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Quem está vivo sempre aparece</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S_CzPiVILAI/AAAAAAAABcc/JYUgpbjYh28/s1600/JAN+ABR+2010+338.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472070626749983746" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 426px; height: 323px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S_CzPiVILAI/AAAAAAAABcc/JYUgpbjYh28/s400/JAN+ABR+2010+338.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vista da cidade, num final de tarde&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Depois do chá de sumiço, tento recolher os farelos de pão e renovar a mesa para novas degustações. De lá pra cá, o mundo não mudou muito, mas a vida ficou diferente. O tempo ficou mais curto, tudo acontece muito rápido e quase nada é digerido. As coisas ficam pra trás, passam e pronto. E a gente segue em frente. Só isso que importa: seguir. Seguir sem volta, porque atrás já vem alguém e outro alguém e mais um e outro mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Os espaços, parece, também ficaram menores. Eu, por exemplo, não estou mais cabendo no meu quadrado. Parece que virei Alice e, de repente, cresci de uma forma tão descabida e exagerada que não existe mais lugar no mundo que me comporte. Eu, minhas circunstâncias e minhas memórias. De uma hora para outra, não cabemos mais dentro de casa. Tem um mês que a única coisa que faço é doar roupas, brinquedos, bugigangas e lembranças para quem ainda tem espaço vago ou necessidades carentes. Passo meus fins de semana rasgando papel e tentando me desfazer de livros que já li ou que nunca vou ler só para abrir vazios que possam nos acolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo isso, o mais difícil tem sido me desapegar dos livros. Mesmo quando consigo exercitar o desapego, não é nada fácil desfazer-se de livros. Hoje os sebos escolhem muito. Não aceitam qualquer coisa só porque é um livro. Querem saber o título, o nome do autor e selecionam obra por obra, para não ficar com estoque parado. Já falei da dificuldade de um amigo para se livrar dos seis volumes de O Capital. Não conseguiu nem a pau que o sebo comprasse a sua relíquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou apenas começando. Já passei uma Barsa pra frente; a Britânica está prometida para a professora de inglês do meu filho; a coleção de Históra Geral de Will Durant, para o amigo de meu outro filho e assim por diante. Mas os livros mais difíceis de nos desfazermos deles são os livros técnicos. Apesar de serem verdadeiros tesouros, pois trazem conhecimentos especializados sobre temas muito específicos, ninguém quer e você não tem coragem de jogar no lixo. Perto desses, a coleção de O Capital será moleza. Mas seja qual for a dificuldade que encontrarei pela frente, vou enfrentá-la, pois terei de cortar pela metade o nosso acervo de livro. São eles ou nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só a minha casa que ficou pequena, as ruas da minha cidade também estão mais estreitas. Estão. Em algum momento que não sei precisar qual foi, as ruas da minha cidade encolheram. Só pode ser isso. Antes das férias de janeiro, gastava em média de 15 a 20 minutos para percorrer qualquer um dos meus percursos diários. Hoje preciso de, no mínimo, 45 minutos e, em alguns casos, gasto até uma hora. E não é porque as distâncias espicharam, é porque as ruas estão mais estreitas e não comportam mais o volume de carros que circula pela cidade. Ou será que tem mais carros nas ruas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será que tem mais gente na cidade? Porque também não sobra mais mesa vazia nos bares, nem cadeiras no cinema. Os hospitais estão superlotados, as igrejas estão abarrotadas, os ônibus circulam com passageiros saindo pelas janelas. É fila pra comprar pão, para pagar uma conta no banco, para ganhar um brinde, para ser atendido no consultório. Hoje, até pra ler jornal tenho de entrar na fila. É fácil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso resolvi voltar para o mundo virtual. Aqui, apesar de todos os espaços estarem ocupados, sempre tem vaguinha para mais um. Aqui posso duplicar minhas palavras, triplicar, quadruplicar, que ninguém se importa. E ninguém se importa, porque cada um só lê o que lhe interessa, o que não interessa, control/delete nele. Eu mesma, quando acho que estou abusando, dou um control/delete e me livro de tudo que está sobrando no meu espaço em poucos segundos.&lt;br /&gt;Aqui a vida parece mais fácil. Menos emocionante, mais fluida ainda que a vida real, mas sobra mais espaço para todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Foto: minha) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-2072253476360192573?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/2072253476360192573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=2072253476360192573&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2072253476360192573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2072253476360192573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2010/05/quem-esta-vivo-sempre-aparece.html' title='Quem está vivo sempre aparece'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S_CzPiVILAI/AAAAAAAABcc/JYUgpbjYh28/s72-c/JAN+ABR+2010+338.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-524438933523755115</id><published>2010-03-06T23:20:00.004-03:00</published><updated>2010-07-09T20:18:06.076-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidade'/><title type='text'>Meninas, eu vi!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S5MWtaN87_I/AAAAAAAABaE/zlMzSuTMb3g/s1600-h/Precession_S.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S5MWtaN87_I/AAAAAAAABaE/zlMzSuTMb3g/s400/Precession_S.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445721343808827378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu vi, da janela da minha casa, o mundo mudando. Vi as ruas de terra do meu bairro sendo calçadas e depois asfaltadas. Vi o rio, onde pescávamos piabinhas, ser canalizado e, sobre seu leito, surgir uma larga avenida. Eu vi, andando pelas ruas da cidade, os pés de mamona, que nasciam soberanos em lotes vagos, serem cortados e lá brotarem casas. Depois vi essas casas serem derrubadas para novas semeaduras. Vi o lote onde fazíamos festas juninas ser ocupado por um prédio de seis andares! Vi as casas mudarem de cor, de fachada, de dono. Vi os jardins serem cimentados para abrigar mais um carro. Vi pés de goiaba, de jabuticaba, de abacate, que faziam nossos quintais parecerem bem maiores do que de fato eram, serem cortados um a um para dar lugar a mais um puxadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxa vida, já vi mudando muita coisa nesse mundo. Vi o armazém do seu Fausto fechar e, junto com ele, meia dúzia de outros para dar lugar a supermercados. Vi as cadernetas serem aposentadas e substituídas por cartões fidelidade. Vi os cinemas do meu bairro desaparecerem e, no seu lugar, multiplicarem igrejas evangélicas de diferentes facções. Vi os armarinhos às moscas, até fecharem as portas para não surgir nada em seu lugar. Ninguém mais compra botão, ziper, fitinhas, lantejoulas e linhas coloridas para levar para casa e, muito menos, agulhas e alfinetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi as ruas escuras serem iluminadas, os buracos, onde nem a pé chegávamos, com o trânsito engarrafado. Vi e vejo todos os dias, os prédios, onde funcionavam faculdades, abandonados, sendo depredados por quem nem tem onde morar. Já vi, mas não vejo mais, os doidos do meu bairro, os vizinhos que sentavam nas varandas para tomar a fresca, os meninos que jogavam rouba bandeira no meio da rua, as meninas que brincavam de pique-esconde e os cachorros amarelos que vagavam pela cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi tudo isso, mas não reparava como o mundo estava mudando. Todo dia, toda hora. Achava que era eu. Agora que a terra está tremendo, arredando de um lado para o outro, descartando ilhas, fazendo surgir novos mares, lagoas, redesenhando seu relevo, reconfigurando seu clima, refazendo o contorno dos continentes, para se adaptar aos novos tempos, confesso, não estou preparada para tantas mudanças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-524438933523755115?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/524438933523755115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=524438933523755115&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/524438933523755115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/524438933523755115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2010/03/meninas-eu-vi.html' title='Meninas, eu vi!'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S5MWtaN87_I/AAAAAAAABaE/zlMzSuTMb3g/s72-c/Precession_S.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-543932778573377735</id><published>2010-03-04T00:46:00.003-03:00</published><updated>2010-07-09T20:19:42.999-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>Well...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S48vS_EzM0I/AAAAAAAABZ8/87-FWzo8i7k/s1600-h/Gossips_photo1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444622477729936194" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 388px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S48vS_EzM0I/AAAAAAAABZ8/87-FWzo8i7k/s400/Gossips_photo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Norman Rockwell&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse mundo está muito doido. Tudo bem, vou ser politicamente incorreta, mas é quase óbvio que todos seremos. A terra treme no Chile, destrói casas, abre valas de fora a fora no meio das ruas, soterra famílias inteiras, arrebenta encanações, derruba a rede elétrica, arrasa plantações e não deixa quase nada de pé. A terra ainda treme outras trinta e tantas vezes e espalha um auê pelo país. Aí, o que acontece? Hillary Clinton, consternada, aporta em Santiago levando na malinha uma ajuda para o povo chileno: 25 telefones satelitais! Vinte cinco celulares, para resumir!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela mesma ficou sem graça e justificou-se: era a única coisa que poderia vir dentro do avião. Que falta de imaginação, hem? Um cheque, por exemplo! Não poderia vir dentro do avião? Algumas notinhas de dólares, não poderia? Elas cabem até dentro de uma meia, não caberiam dentro de um avião? Sinceramente, sem comentários.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi um mico, mas a oferta de Hillary para o povo chileno serviu para alguma coisa. Foi a mostra mais bem acabada do mundo em que vivemos. Entre as nossas necessidades, que se tornaram básicas nos dias atuais, a mais necessária de todas é o celular, porque precisamos, não sei pra quê, mas precisamos estar ligados 24 horas por dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aí eu até entendo Hillary. Sua intenção foi boa. Um dia sem celular é quase como um dia sem água ou sem oxigênio. Volta e meia me pego pensando como é que minha mãe conseguiu criar seis filhos sem celular. Os meus, eu acho, prefeririam não tê-los. Ou melhor, prefeririam que pais fossem proibidos de usar celulares. Mas, como nós, eles também precisam desesperadamente de celulares, para falar nada, mas precisam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O dia que esqueço de carregar meu celular, fico de pés e mãos atados. E, engraçadamente, são os dias em que mais preciso do celular. Ou não. Mas são os dias que percebo com mais clareza como preciso deles, mesmo odiando tê-los dentro da minha bolsa. E, como nós, os chilenos devem sentir falta também de seus celulares, perdidos no meio de escombros. Talvez Hillary tenha acertado. A fome, uma hora passa, o frio vai embora, a tristeza com as perdas irreparáveis, acaba que nos conformamos, mas a necessidade de pertencermos a esse mundo nunca nos abandona.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Inté &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-543932778573377735?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/543932778573377735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=543932778573377735&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/543932778573377735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/543932778573377735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2010/03/well.html' title='Well...'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S48vS_EzM0I/AAAAAAAABZ8/87-FWzo8i7k/s72-c/Gossips_photo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-3467636630112336020</id><published>2010-02-24T07:57:00.003-03:00</published><updated>2010-07-09T20:20:04.663-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>O espetáculo tem de continuar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S4UHy-FqPAI/AAAAAAAABZ0/Xwz9ewhkIx0/s1600-h/Fotopati+Out+2008+413.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S4UHy-FqPAI/AAAAAAAABZ0/Xwz9ewhkIx0/s400/Fotopati+Out+2008+413.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441764296988703746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estava escrito num muro qualquer do mundo (Foto: minha)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hoje está o ó! Não tem jornal, não tem café na mesa, não tem pão, não tinha internet até poucos minutos atrás. Só resta faltar a brisa fresquinha que bate pela manhã, por pouco mais de 30 minutos, aliviando o calor da madrugada adentro e o que virá no resto do dia. A chuva parou São Paulo, a greve dos motoristas de ônibus está parando Belo Horizonte. Não me espanto com os problemas que estamos enfrentando para lidar com esse nosso dia a dia insano. Me espanta como, em dias normais, tudo isso funciona harmonicamente, fluindo como a água de um rio serpenteando o vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, estava parada num congestionamento e fiquei olhando o formigueiro de pessoas correndo de um lado para outro, entrando na padaria, comprando pão, que, milagrosamente, aparecia prontinho no cesto; comprando o leite que, magicamente, também surgia embalado na prateleira ou uma coca que, da mesma forma, como se fosse geração espontânea, saia engarrafada e geladinha de outro freezer. Fiquei olhando as luzes dos postes se acendendo como um efeito photoshop na paisagem da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pracinha, o zelador aproveitava o sumiço do sol para molhar as plantas que, até elas, andam amarelando com o calor insuportável desse fevereiro. E a água saia na mangueira como se sempre estivesse ali, bastando abrir a torneira. Todos os dias até o fim do mundo. E uma mulher entrando devagar na farmácia, provavelmente procurando alguma pílula que a faça dormir apesar do mormaço sufocante das noites desse verão. E ela entra e, com certeza, vai encontrar a sua pílula, já forjada e dourada, numa prateleira qualquer. Vai encontrá-la, porque também sempre esteve ali, só esperando a chegada de alguém para buscá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, em qualquer canto da cidade, alguém vai ligar a televisão e as imagens vão aparecer na tela como se fossem sonhos que vagueiam perdidos na nossa mente e, de repente, se materializam em novelas, jornais, filmes e anúncios de qualquer besteira. No momento mesmo em que estava ali, engarrafada no trânsito, alguém em algum lugar, dava descarga no banheiro, alguém acendia o fogão, alguém ligava para outro alguém, alguém tirava dinheiro no caixa eletrônico, alguém procurava um médico no pronto socorro, alguém comprava uma revista na banca, alguém parava no sinal fechado e tudo funcionava, mal ou bem, mas funcionava, porque fazem parte desse mundo mágico em que vivemos onde tudo funciona como deveria funcionar sem que ninguém nos obrigue a levantar às quatro horas da manhã e nos ordene a por em marcha essa complexa engrenagem que faz a vida rolar, um pouco mais ou um pouco menos, mas rolar em qualquer biboca do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo funciona, como se as cidades abrigassem batalhões e batalhões de anjos invísíveis, operários incansáveis dessa louca invenção dos homens, que são as cidades. Por isso, quando alguém decide, seja por qualquer razão que for, interromper esse fluxo contínuo do fazer-fazer, o que me espanta não é que tenham parado, mas porque só agora pararam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté de repente, quando a vida voltar a fluir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-3467636630112336020?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/3467636630112336020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=3467636630112336020&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3467636630112336020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3467636630112336020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2010/02/o-espetaculo-tem-de-continuar.html' title='O espetáculo tem de continuar'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S4UHy-FqPAI/AAAAAAAABZ0/Xwz9ewhkIx0/s72-c/Fotopati+Out+2008+413.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-4567912304863771669</id><published>2010-02-01T00:30:00.004-02:00</published><updated>2010-07-09T20:21:26.837-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Previsões'/><title type='text'>Sete vidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S2ov1Y8BFvI/AAAAAAAABZs/F7CGsQuVj54/s1600-h/Meaipe+100.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S2ov1Y8BFvI/AAAAAAAABZs/F7CGsQuVj54/s400/Meaipe+100.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434208494649677554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O melhor de não ter nada para fazer é poder ver o por do sol.&lt;br /&gt;(Foto minha)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Onde é mesmo que nós estávamos? Ah, sim! Por aí. Outro dia mesmo, por exemplo, estava andando na areia e, enquanto isso, a terra tremia oitenta e tantas vezes no Haiti. Outra hora, estava lá, escondida debaixo de uma sombra, e, enquanto isso, a chuva despencava em São Paulo. Estava tomando uma coca gelada e, do outro lado, a anistia ampla, geral e irrestrita torrava na frigideira. Mais tarde, caçava nuvens no céu, e os Estados Unidos desistia da lua para concentrar seus investimentos apenas no transporte espacial comercial. Cochilava no sofá e ouvia, de longe, muito longe, a voz de Pedro Bial e a musiquinha do BBB. Definitivamente, enquanto andava por aí, não recebi nenhuma boa notícia, mas não me senti culpada por nada disso. É a roda da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, estava fechada para balanço. 2009 não foi um ano, digamos assim, normal. Os dias galoparam, como sempre. Mas, em vez de correr atrás, que era o que andava fazendo nesses últimos tempos, entrei no clima do horóscopo chinês. No ano do Boi, preferi ficar ruminando no pasto. Resultado: tudo que estava para ser feito ou não foi feito ou ficou pela metade. Num caso ou no outro, não importa, fiquei devedora, mas não me senti culpada por nada disso. Não foi só eu que preferiu passar um ano pastando. Muita gente boa também gostou da ideia. Resultado: virei credora de outras tantas pessoas que, da mesma forma, deixaram coisas por fazer em 2009. Estamos quites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se essa mesma premissa prevalecer para 2010, acho que já estou atrasada. Segundo meu consultor para assuntos aleatórios, no horóscopo chinês, 2010 é o ano do Tigre, representa a coragem, a potência, a ousadia e a paixão. As previsões são péssimas e fantásticas. Aliás, essa é a principal característica do Tigre: nada é pequeno ou pouco. Tudo tem dimensões avassaladoras. Será um ano explosivo, para o bem e para o mal. Pelo que já vimos, até agora, o melhor é não duvidar, mas também não vou ficar impressionada com essas previsões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que imagino é um pouco diferente disso. Para mim, o tigre é um gato grande. É esperto, ágil, veloz, independente e sabe se defender muito bem. Até admito, às vezes é traiçoeiro e feroz, mas não é por acaso. Antes disso, como um gato grande, é dengoso, dócil e leal com aqueles com quem se afina . Mas, especialmente, o tigre, como os gatos, tem sete vidonas. O que isso significa? Significa que pode errar sete vezes mais do que nós,  pois terá sete novas oportunidades para começar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano do Tigre, acho que poderemos ousar mais, fazendo tudo diferente do que já fizemos. Poderemos inventar outros jeitos de estar no mundo, inverter as listas de prioridades, experimentar novas cores, novos sabores, novos sons, novas paisagens. Poderemos refazer o que já fizemos, mudando tudo de lugar, inovando, recriando, concebendo novas formas, novas conexões, novos planos. Se der errado, não tem problema, faremos tudo de novo e de novo e de novo, sete vezes, se for necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, acho que já estou atrasada. Faltam apenas duas semanitas para o carnaval e eu ainda nem comecei a pensar e, muito menos a traçar, meus planos para 2010. É melhor não perder mais tempo, vamos lá 2010! Que venha o Tigre! Vamos todos errar um pouco, quem sabe assim a gente acaba acertando, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até de repente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-4567912304863771669?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/4567912304863771669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=4567912304863771669&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4567912304863771669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4567912304863771669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2010/02/sete-vidas.html' title='Sete vidas'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/S2ov1Y8BFvI/AAAAAAAABZs/F7CGsQuVj54/s72-c/Meaipe+100.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-2180223000173655832</id><published>2009-10-15T20:07:00.004-03:00</published><updated>2010-07-09T20:21:44.165-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rede'/><title type='text'>Um jeito de ser</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/StfMs9OxQUI/AAAAAAAABP8/kyCo5frz6EQ/s1600-h/meaipe+2009+388.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393004151522279746" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 300px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/StfMs9OxQUI/AAAAAAAABP8/kyCo5frz6EQ/s400/meaipe+2009+388.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;Queria mesmo é falar de futebol. No mundo em que estamos vivendo, neste pleno século XXI que nos arrumaram, muito meio embromador, o futebol ainda é um dos poucos acontecimentos que conseguem mobilizar com paixão populações de todos os cantos do planeta. Se ainda é um esporte para poucas estrelas; um esporte que movimenta uma riqueza incalculável para vários paisitos desse mundão afora; que vive da política, como todos nós; na prática, continua sendo um esporte genuinamente democrático. Jogam brancos, negros e amarelos. Meninas, vocês sabiam que a China é o país com o maior número de jogadores de futebol do mundo! China, ah! a China, vai roubar de todos o posto de liderança de qualquer ranking mundial. Daqui a pouco, será o maior país de língua portuguesa do mundo!&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;br /&gt;Não vou voltar a esse assunto. Mesmo querendo muito falar de futebol, vou falar de mudança climática, porque hoje é o &lt;a href="http://www.blogactionday.org/"&gt;Blog Action Day&lt;/a&gt;, um mob-blog para demonstrar a força de mobilização das redes sociais no ambiente virtual. Ainda acho que futebol mobiliza mais, mas tudo bem, vou fazer a minha parte.&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;br /&gt;Já cansei de falar sobre o risco que estamos correndo. O planeta está ficando velho, ranzinza, temperamental, implicante, impertinente, birrento mesmo. Com o passar do tempo, não somos nem um pouco diferentes disso. É claro que tem as exceções. Eu mesma acho que melhoro dia a dia. Cada vez menos as coisas me irritam, me incomodam ou me chateiam. E se aparece alguma que me aborrece um pouco mais, faço como uma amiga, mando pra tonga da mironga do cabuletê.&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;br /&gt;Esse envelhecer, do qual ninguém escapa, nem o planeta, é, talvez, o maior responsável por essas mudanças que estamos assistindo. Pelos dilúvios, tsunamis, terremotos, secas, desertificações absurdas, vulcões, furacões e outros ões. Não tenho dúvida disso. É muita pretensão nossa achar que somos os autores dessa tragédia. Mas também não tiro nossa responsabilidade. Acho que o jeito, o mal jeito que escolhemos para estar no mundo acelera o nosso envelhecimento. Mudar esse jeito predador de ser pode conter um pouco esse movimento inexorável de vida e morte a que estamos todos submetidos nesse universo de deus e, quem sabe, nos dar a chance de descobrir a fórmula da vida eterna. Duvido, mas vá lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;br /&gt;Não estou sendo pessimista, mas pragmática. Temos de encontrar um jeito de estar sustentável, num mundo que envelhece a nossa revelia, habitado por nós, que também estamos envelhecendo a nossa revelia. Um mundo que irá perder boa parte da sua fauna e flora, porque é assim que é desde o início de todos os tempos. Um mundo que terá de abrigar outras espécies da fauna e flora do mundo que virá. Um mundo com um jeito de funcionar que já está mais pra lá do que pra cá de tão caduco que ficou. &lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;Talvez essa seja a única variável que podemos, de fato, alterar, com nossas intenções e ações. Encontrar um jeito diferente de fazer a roda da vida girar, menos big, menos plus, menos super, menos hiper, menos mais, poderá ser uma saída. Inventar um jeito mais simples de estar no mundo, possível de ser compartilhado com todo o planeta, sem exceções, poderá ser uma solução. É mais ou menos isso que dei conta de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté moçada.&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-2180223000173655832?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/2180223000173655832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=2180223000173655832&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2180223000173655832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2180223000173655832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/10/um-jeito-simples-de-ser.html' title='Um jeito de ser'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/StfMs9OxQUI/AAAAAAAABP8/kyCo5frz6EQ/s72-c/meaipe+2009+388.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-4646853027885673919</id><published>2009-08-30T00:07:00.005-03:00</published><updated>2010-07-09T20:22:12.024-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Um mundo de tralhas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SpoAU4E-0PI/AAAAAAAABP0/MRAl1kNqd7E/s1600-h/Fotopati+Out+2008+1090.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SpoAU4E-0PI/AAAAAAAABP0/MRAl1kNqd7E/s400/Fotopati+Out+2008+1090.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375609463870771442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem isso. Quando as coisas estão no seu lugar nem percebemos como elas se acumulam. Elas vão chegando, se espremendo, cavando espaço até encontrar uma vaga. Se instalam ali e pronto. Aquele pedaço de vazio vira o lugar delas. Só quando precisamos remover tudo de um cômodo para outro é que percebemos a tralha que juntamos na vida. Um mundo inteiramente dispensável, mas que insistimos em preservar acreditando que tem algum significado. Ter até tem, porque damos um a qualquer besteira que caia nas nossas mãos. Um pedaço de papel com um risco torto varando o espaço branco de um canto a outro vira um dragão de fogo invadindo a Terra-Média. O dragão nem é tão importante, mas foi meu menino que rabiscou. Nem tinha dois anos. E foi num dia em que estava chovendo e ele estava febril, com o nariz entupido, para variar, e não podia sair da cama, porque estava sem meias e muito cansado para encontrá-las perdidas debaixo da estante. Passou a manhã deitado, rabiscando papéis e inventando histórias. E eu deixei porque era melhor assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os papéis são apenas uma parte das tralhas que juntamos. Tem ainda as roupas que não vestimos mais, porque não nos servem, porque crescemos, engordamos, porque saíram de moda, porque estão gastas ou por qualquer outra razão que nem nos lembramos mais. Mas juntamos um guarda roupa inteiro de pagãozinhos bordados, moletons de mickey, macacãozinhos de bichinhos, saias indianas, um blusão dupla face,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; twin set &lt;/span&gt;de todas as cores, três calças lee desbotadas e rasgadas na barra, um terno cinza com colete e tudo, uma roupa de anjo de alguém que nem sabemos quem, uma camisa listrada, uma fantasia de índio, uma de chaplin, quatro quimonos e meia dúzia de faixas de cores variadas e assim por diante. Tudo dobrado dentro de malas, sacolas, mochilas, tudo escondido nos maleiros. Só porque, em algum momento, conquistaram a glória de ter um significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando temos de tirar tudo isso e mais, muito mais, como uma máquina de retrato polaroid, uma olivetti portátil, uma espada de jedi, um quadro a óleo da Igrejinha do Ó, a coleção do Pasquim e assim por diante, não podemos deixar de ficar brutalmente pasmos com a nossa capacidade em atribuir significados quase eternos para coisas que pertencem, inquestionavelmente, ao mundo das utilidades passageiras. E vamos revirando caixas para esvaziar o cômodo. Aí encontramos a coleção de pedras, de tampinhas, de figurinhas das seleções do mundo inteiro, de dinossauros, de cobras, de bichos esquisitos, de chaveiros, de canetas, de clips recolhidos nas ruas, de papéis laminados que embrulhavam todos os sonhos de valsa que já devoramos desde a nossa adolescência, de papel de carta, de caleidoscópios, de recortes de jornais com notícias bizarras e um sem fim de coleções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí tem outra coisa. Como nos desfazermos de tudo isso? Quem será o merecedor desse patrimônio tão valioso? Quem vai querer ganhar de presente uma colcha de crochet, trançada em linha de meia fina desfiada, pacientemente confeccionada por uma vó de mais de 90 anos? Duvido que encontre essa pessoa por aí. Ela não existe. E se existe alguém que queira, irá usá-la como se fosse uma colcha qualquer, sem nenhum significado, pois esse irá se perder para sempre da nossa memória, quando já não pudermos mais encontrar, escondida no fundo de alguma mala, a colcha de crochet de meia fina desfiada que uma dia a vó de quase 90 anos crochetou incansavelmente, para ajudar o tempo a passar. Não. Melhor guardá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor guardar tudo, devolver todas as coisas ao seu lugar. Guardar a colcha, as coleções, as roupas que um dia tiveram um significado muito especial, os papéis, os cadernos, os pedaços de fitas, as caixas de jogos, os relógios, as armações de óculos e toda essa tralha que juntamos na vida. Voltar com tudo para dentro das caixas e desocupar o cômodo o mais rápido possível, porque o pintor já está terminando o corredor e antes que a manhã termine, ele vai entrar no quarto e precisa de tudo liberado. Vai pintar as paredes de branco e a do fundo de verde kiwi para quebrar a monotonia. Vai ficar bárbaro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: do Dani. Um mosquito de Évora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-4646853027885673919?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/4646853027885673919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=4646853027885673919&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4646853027885673919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4646853027885673919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/08/um-mundo-de-tralhas.html' title='Um mundo de tralhas'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SpoAU4E-0PI/AAAAAAAABP0/MRAl1kNqd7E/s72-c/Fotopati+Out+2008+1090.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-123647336885318133</id><published>2009-06-20T07:29:00.007-03:00</published><updated>2010-07-09T20:23:09.798-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>Viva a comunidade alternativa!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SjzODs-XW5I/AAAAAAAABPk/LFR7CMff5jw/s1600-h/mudar_o_mundo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349377020416973714" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 380px; cursor: pointer; height: 380px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SjzODs-XW5I/AAAAAAAABPk/LFR7CMff5jw/s400/mudar_o_mundo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Blogs, twitters, wikis, celulares, mídias móveis, interativas, livres, amigáveis, superativas e o escambau. É nesse mundo, da sociedade da informação e da comunicação, que sobrevivemos. Para o bem e para o mal. Para o nosso bem ou para o nosso mal. Não faz muito sentido mesmo falar em reserva de mercado, em exigência de diploma para se exercer o ato mais banal da nossa existência que é a comunicação, a expressão das nossas angústias, constatações, aflições, indignações, espantos, admirações, alegrias e tristezas. Mais do que compartilhar uma visão de mundo, hoje necessitamos desesperadamente compartilhar um mundo de visões, múltiplas, diversas, plurais, para desse conjunto, dessa construção coletiva, extrair a nossa percepção da vida, clarear o nosso olhar sobre o mundo das coisas, das pessoas, dos movimentos e desse olhar estruturar o nosso jeito de estar por aqui. Só nosso ou de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz sentido reservar essa possibilidade, hoje ao alcance de cada um, apenas para alguns. Isso, evidentemente, não quer dizer que a função do jornalismo e a prática do jornalista estejam superadas. Pelo contrário, estão se tornando mais complexas. Não nos satisfaz mais ter as informações nas mãos uma vez por dia ou duas ou três. Já as temos multiplicadas pelo infinito no google e nas nossas redes virtuais. Queremos mais, muito mais. Queremos um jornalismo e um jornalista que nos ajudem a compreender os movimentos da vida e não só dos fatos, a perceber suas complexidades, suas conexões com o que já passou e com o que virá. Queremos um jornalismo de opinião, posicionado, argumentativo, investigativo, adulto e não a banalidade das manchetes e dos disse que disse. Queremos contrapor nossas múltiplas visões de mundo, a uma outra, refletida, amadurecida, também múltipla na sua origem e construída menos a partir das certezas, da objetividade dos fatos, mas das dúvidas, das inquietações, das subjetividades que esses fatos escondem. Um jornalismo de gente grande e não pueril como esse que aí está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que, para isso, não basta revogar a exigência de um diploma. Para multiplicar as vozes nesse mundo midiático, é preciso liberá-las. É preciso, por exemplo, urgentemente, inadiavelmente, que haja o reconhecimento das mídias comunitárias, para que possamos conhecê-las. Queimar toneladas de equipamentos de rádio sob a alegação de que são ilegais não contribui para a liberdade de expressão. É preciso deixar as ondas comunitárias navegarem nesse espaço público, sempre dominado pelas grandes mídias. É preciso conectar os milhões de analfabetos tecnológicos. Mais. É preciso democratizar as redações, permitir a livre circulação de idéias, de pontos de vista diferentes, deixar aflorar as contradições do discurso pronto, estimular o debate interno, controlar as vaidades e revogar as arrogâncias. É preciso rever os currículos das escolas de jornalismo, aprofundar seus conteúdos, torná-los mais complexos, mais arrojados, para que os profissionais ali formados saiam maduros para a vida. É preciso responsabilizar os donos da mídia pelos seus atos de desinformação, de incomunicação, de restrição à liberdade de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vêem, esse não é um mundo de facilidades. Mais, muito mais do que revogar a exigência do diploma de jornalismo, é preciso revogar a pretensão de se ter no mundo um discurso único para explicar toda a nossa diversidade. Como jornalista, é mais ou menos isso que espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E espero mais. Que se revogue a exigência de diplomas e carteirinhas de outras categorias. Sinto limitada a minha cidadania, quando, para defender meus direitos, sou obrigada a constituir um advogado, com diploma de bacharel e carteirinha da OAB. Por que? O Direito, assim como o Jornalismo, é uma atividade intelectual, do ramo do conhecimento humano. Senso de justiça e bom senso não são monopólio dos juristas e advogados e o conhecimento da lei, é meu dever como cidadã. Jamais posso alegar, em minha defesa, o desconhecimento dela. Ousando, defenderia até o nosso direito de atuar como juízes não togados, sem a exigência de diplomas. Seria até mesmo uma solução para desencalhar os milhares e milhares de processos que estão mofando nas prateleiras dos tribunais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais, que se repense também as exigências ou as restrições que se impõem, por exemplo, aos loucos dos estudantes de Medicina. Depois de concluírem um curso de seis, sete anos de estudo integral - manhã, tarde e noite - para obter as credenciais de especialistas, são ainda obrigados a disputar novo vestibular, com apenas uma ou duas vagas disponíveis por ano, e cumprir mais um ou dois anos de residência, para aí sim, estarem autorizados a usar um título. A dermatologia, por exemplo, abre uma vaga por ano. Isso não é reserva de mercado? Não é uma restrição grave ao desenvolvimento e expressão de novos talentos? E viva a homeopatia, a acupultura, do in, chi kong, chás, garrafadas, pajelanças, a confissão e a eucaristia. Não vivemos mesmo num mundo de facilidades. Por isso espero mais, muito mais. Espero muito de tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté quando der, pois ando muito ocupada me especializando, especializando, especializando, para alguma coisa muito boa que só pode estar por vir, para justificar tanto esforço. E quando não, estou vivendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-123647336885318133?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/123647336885318133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=123647336885318133&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/123647336885318133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/123647336885318133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/06/viva-comunidade-alternativa.html' title='Viva a comunidade alternativa!'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SjzODs-XW5I/AAAAAAAABPk/LFR7CMff5jw/s72-c/mudar_o_mundo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-2221152402395483780</id><published>2009-05-23T20:43:00.007-03:00</published><updated>2009-05-23T20:56:56.712-03:00</updated><title type='text'>Janelas abertas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/ShiM_I1XDqI/AAAAAAAABLs/hYogVwZFuqo/s1600-h/mar%C3%A7o+2009+037.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339172374578663074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/ShiM_I1XDqI/AAAAAAAABLs/hYogVwZFuqo/s400/mar%C3%A7o+2009+037.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sempre prefiro janelas abertas. Se estão fechadas, quando chego em casa, abro todas elas. Prefiro ainda mais as janelas escancaradas, sugando a vida que corre lá fora e despejando-a no meio da casa. Latidos de cachorro misturados à voz rouca da cozinheira, desfiando suas histórias na beira do fogão; o ronco de um motor de carro abafando o grito dos meninos num quintal qualquer da vizinhança; e a luz entrando pela casa, mudando a cor esfumaçada do sofá, iluminando os cantos empoeirados do escritório; e o vento varrendo o corredor, espalhando mais outros sons que saem não sei de onde para se abrigarem dentro da minha casa. De um violão dedilhado que escapa de algum quarto do prédio dos fundos; de um rádio no talo anunciando mais uma desgraça no mundo; do assobio dos lixeiros subindo a rua para recolher nossas sobras desperdiçadas dentro de sacos azuis; de uma torneira aberta, deixando a água jorrar e escorrer ralo a fora; e de um choro, um consolo, um riso e o passou, passou, que alguém repete como se fosse um emplasto embebido em mel, doce, doce, encharcando de esperança a hora que vem depois de outra hora, depois de outra, depois de outra e assim um dia, outro dia e mais outro e um mês, um semestre, um ano, uma vida. Adoro janelas abertas, de par em par, bem escancaradas para deixar a vida entrar com força. Adoro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inté&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-2221152402395483780?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/2221152402395483780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=2221152402395483780&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2221152402395483780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2221152402395483780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/05/janelas-abertas.html' title='Janelas abertas'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/ShiM_I1XDqI/AAAAAAAABLs/hYogVwZFuqo/s72-c/mar%C3%A7o+2009+037.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-6094092975554503592</id><published>2009-05-03T22:41:00.002-03:00</published><updated>2009-05-03T22:50:37.777-03:00</updated><title type='text'>Que bom, que ruim!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Sf5I45jOh_I/AAAAAAAABLE/v68XfaOKU7s/s1600-h/Agosto+2008+084.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331779151211694066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 440px; CURSOR: hand; HEIGHT: 350px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Sf5I45jOh_I/AAAAAAAABLE/v68XfaOKU7s/s400/Agosto+2008+084.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os pensamentos fragmentados em mil planos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Não sei se penso ou não penso. As ideias ainda estão embaralhadas e, certamente, não irão se ordenar numa escrita solitária, mas só num amplo debate que não tenho esperança que se dê tão cedo. É exagero admitir que gostei, mas é embaraçoso reconhecer que também não gostei. Concordamos todas que a &lt;a href="http://www.dei.rn.gov.br/arearestrita/sistema_de_legislacao/arquivoslegislacao/arq45fc47c34f81c.pdf"&gt;Lei de Imprensa&lt;/a&gt; tinha um ranço de coisa velha. Seu texto refletia as preocupações do momento mesmo em que foi editada, preocupações que, em alguma dose, já foram superadas. Em outros trechos, trata de questões que já caducaram. Um exemplo, até simplório, é a multa que estabelece para quem vender ou distribuir jornais, periódicos, impressos cuja entrada no país tenha sido proibida. O dito terá de pagar 10 mil cruzeiros por exemplar apreendido. Nem sei mais quanto isso vale e nem sei se alguém sabe. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;E qual o significado dessa restrição no mundo de hoje? Um mundo globalmente conectado, no qual as informações circulam em tempo real e estão acessíveis de qualquer parte do planeta? Meus filhos, por exemplo. Eles tem o hábito de ler jornais, mas não a versão em papel, que deixam para nós, viciados em café com notícia, todas as manhãs. Eles preferem a versão eletrônica, que acessam por meio dos portais da grande imprensa e sites do mundo inteiro, atualizados ao longo do dia. Azar o nosso, que temos de esperar 24 horas, se não quisermos nos dar ao trabalho de acompanhar on line todo o noticiário, como eles fazem. É claro que nada é tão simples assim. Ainda temos uma China, por exemplo, para desqualificar esse argumento. Mas não tenho dúvidas de que vivemos um outro momento e que esse tipo de restrição é de difícil compreensão para as novas gerações. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;E seja como for, o fato é que se existe um consenso, é o de que essa lei não dava mais conta da nossa realidade, que ficou ainda muito maior, e precisava mesmo ser revogada. O que me incomoda, portanto, não é a sua revogação, mas a forma como foi tornada letra morta e, com igual incômodo, a meia verdade que essa notícia enseja. Amanhecemos sendo convencidos de que agora sim, agora sim, temos plena liberdade de imprensa. Como se não houvessem outras leis, hoje muito mais fortes, exercendo o controle da informação nos meios de comunicação. Que eu saiba, as leis de mercado, essas sim, hoje poderosas, continuam em pleno vigor. Ou não? Sei que não é tão simples assim detectar a influência do poder econômico no processo de edição de um jornal, mas seria ingenuidade acreditar que não exista. Da mesma forma, o poder político também abre suas asas sobre as informações que circulam na mídia. Se é legítimo ou não, é outra discussão, mas que existe uma guerra surda nas redações quando determinados assuntos entram em pauta, não tenham dúvida. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;E agora? Revogada a lei, sem um amplo debate que antecedesse essa decisão e permitisse a formulação coletiva de um novo texto para apreciação do Parlamento, caímos num vácuo legal, onde tudo é permitido. Na prática, pode até não ser assim, mas, em tese, é. Ainda que uma Folha de S. Paulo anuncie uma nova reforma editorial, prometendo mundos e fundos, será que a autoregulamentação alcança toda a complexidade que esse assunto abrange? E agora? - de novo. Agora, dizem, caberá ao Parlamento discutir o texto de uma nova lei, que virá definir os novos parâmetros para a atividade jornalística. Mas qual Parlamento? Esse mesmo que aí está. Esse mesmo, que tem sido incansavelmente bombardeado por essa mesma mídia que aí está. Não vou entrar no mérito das críticas que viram manchete de jornais todos os dias, algumas muito justas, outras nem tanto. Algumas saídas de nem sei onde, outras fruto do trabalho investigativo de jornalistas responsáveis. Aqui não vem ao caso. O fato é que, depois desse bombardeio, teremos um Parlamento em forma para conduzir essa discussão? Não sei. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;E, claro, isso é preocupante. Um Parlamento enfraquecido poderá enfrentar o poder de uma mídia que, agora, atua sem nenhum limite? E será que essa mídia que aí está, não tem também, lá no fundo, bem no fundo mesmo, uma pontinha de pretensão de vir a substituir esse Parlamento enfraquecido na representação dos interesses da sociedade e na fiscalização do Poder Público? E será que essa mídia é mais competente para representar a pluralidade de interesses que permeia a nossa sociedade, mais do que um Parlamento, ainda que com toda a precariedade que o nosso ainda sofre? Também não sei, mas, na dúvida, prefiro o Parlamento, que pode ser renovado a cada quatro anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Eu avisei: minhas ideias ainda estão embaralhadas e viraram uma grande salada, mas é mais ou menos por aí que vou continuar pensando. E tomara que esse debate, que não tenho esperança de tão cedo poder acompanhar, aconteça bem antes do que o meu pessimismo tem permitido. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha. De uma exposição no Palácio das Artes.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-6094092975554503592?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/6094092975554503592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=6094092975554503592&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6094092975554503592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6094092975554503592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/05/que-bom-que-ruim.html' title='Que bom, que ruim!'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Sf5I45jOh_I/AAAAAAAABLE/v68XfaOKU7s/s72-c/Agosto+2008+084.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-3724070563655386347</id><published>2009-04-19T20:38:00.005-03:00</published><updated>2009-04-19T21:03:04.918-03:00</updated><title type='text'>Vamos passear, meu bem</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Seu2tVpm0VI/AAAAAAAABK0/YmtytuKjLFI/s1600-h/Janeiro+2009+1+025.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326551874317766994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 430px; CURSOR: hand; HEIGHT: 326px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Seu2tVpm0VI/AAAAAAAABK0/YmtytuKjLFI/s400/Janeiro+2009+1+025.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda continuo por aqui, embora muito mais por aí. É a vida. Mal me distraio com algum pensamento e lá vem ela me chamar. Como não sei dizer não, largo o que estou pensando de lado e, cegamente, sigo por onde ela me leva. E assim vou indo. Mas tem dia que a vida me esquece e aí consigo escapar dos afazeres demorando um pouco mais no meio do caminho. Ando mais devagar de propósito; topo os engarrafamentos sem aborrecimento; e ainda estico os trajetos, inventando saídas novas e mais longas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Foi numa oportunidade dessas que me reencontrei com &lt;a href="http://www.releituras.com/aprado_bio.asp"&gt;Adélia Prado&lt;/a&gt;. Estava tentando subir a Antônio Aleixo, mas a rua estava entupida de carros. Já ia ligar o rádio, para ajudar a passar o tempo, mas resolvi fazer diferente. Em vez de notícias, preferi ligar o som e seguir com Adélia recitando seus poemas. Fomos passeando pela cidade, cortando a Praça da Liberdade, descendo Cláudio Manoel, virando Pernambuco, Santa Rita Durão e tomando o caminho de volta para casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O que gosto em Adélia é do seu &lt;a href="http://www.releituras.com/aprado_banda.asp"&gt;jeito caseiro de falar&lt;/a&gt; das coisas mais complicadas da vida. Sem nenhum requinte, sem nenhum excesso, ela torna essa nossa experiência cotidiana e banal na coisa mais importante do mundo. Redimensiona nossa rotina e a torna divina e sagrada. Escamar um peixe no meio da noite deixa de ser desaforo e torna-se um ritual de amor. Também gosto do jeito que ela trata as nossas doidices, sem nenhuma cerimônia. Mulher tem disso mesmo, divaga, viaja, desliga sem mais nem menos, estranha as coisas mais comuns do mundo e faz loucuras como se fossem absolutamente naturais. E temos mesmo de ser doidas ou santas, como ela diz, para darmos conta dessa nossa inconstância.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas, principalmente, preciso de algumas doses de Adélia Prado, de tempos em tempos, é para recuperar o sentido da vida. Ela é muito boa nisso. Nem falo da sua poesia nem da sua prosa. Falo dela mesma. Da sua sabedoria, da sua generosidade para lidar com a nossa pequenez diante das coisas que realmente valem a pena nesse mundão. Ela nos consola e nos conforta ao se igualar a todas nós, mesmo sendo tão especial. Por isso é muito bom passear com Adélia Prado. Experimentem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Sobre o significado da arte/vida&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZXCjIF45Id0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZXCjIF45Id0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adélia recitando poesias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-EDLWK6oPh8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-EDLWK6oPh8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas doses, bem dosadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté outro dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-3724070563655386347?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/3724070563655386347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=3724070563655386347&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3724070563655386347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3724070563655386347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/04/vamos-passear-meu-bem.html' title='Vamos passear, meu bem'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Seu2tVpm0VI/AAAAAAAABK0/YmtytuKjLFI/s72-c/Janeiro+2009+1+025.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-1042904858288377304</id><published>2009-03-29T20:46:00.002-03:00</published><updated>2009-03-29T20:53:05.595-03:00</updated><title type='text'>O apagão</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SdAIwpiCnjI/AAAAAAAABKs/hhsZz-7GVoM/s1600-h/mar%C3%A7o+2009+026.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318760791799930418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 437px; CURSOR: hand; HEIGHT: 340px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SdAIwpiCnjI/AAAAAAAABKs/hhsZz-7GVoM/s400/mar%C3%A7o+2009+026.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Por uma boa causa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;É claro que ficamos no escuro. De oito e trinta da noite até nove e trinta do último sábado, ficamos no breu. Eu participei do apagão! Entrei no clima. Estou no clima faz tempo! Não é de hoje que dei um apagão no mundo. Me afastei. Desliguei todos os contatos para não me deixar contaminar pelo falatório desorientado dos analistas que tentam, sem sucesso, entender para onde essa crise está nos empurrando.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Que esse mundo, do jeito que vinha vindo, ia dar errado, todas nós já sabíamos. Que agora precisamos, com urgência, escapar do centro desse ciclone, também sabemos. Que, para isso, precisamos reiventar o nosso jeito de estar no mundo, mais uma vez concordamos. Só que é exatamente aí que mora o problema. Que jeito é esse que vamos inventar? Nem Anthony Giddens, o arquiteto da terceira via, nos ajudou muito com sua entrevista à Folha de São Paulo, neste domingo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Que a crise financeira global está exigindo uma redifinição radical da sociedade em que vivemos, sabemos. Que esse mundo novo terá de inventar um modelo de desenvolvimento auto sustentável, mais igualitário, solidário e tolerante, também sabemos. Que será diferente de tudo o que já aprendemos até hoje, já imaginávamos. Mas tudo isso em nada nos ajuda a avançar. Fazem parte do mesmo falatório nosso de todos os dias. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que urgimos nesse momento, sem demora mesmo, são das práticas que tornarão possível a retomada da nossa história na Terra. E para enxergá-las com nitidez, precisamos, sim, dar um apagão no mundo, desaprender a lógica que nos fez entendê-lo até aqui, buscar alcançar novos pontos de vista para reabrir os olhos de frente para novas paisagens, novas possibilidades. Aí sim, quem sabe, conseguiremos ver essas práticas inovadoras de que tanto precisamos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, por enquanto, ainda estamos na escuridão. Num apagão criativo, para não embarcarmos no pessimismo alheio. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Inté &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha, no últmo sábado, do escritório nas escuras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-1042904858288377304?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/1042904858288377304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=1042904858288377304&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1042904858288377304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1042904858288377304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/03/o-apagao.html' title='O apagão'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SdAIwpiCnjI/AAAAAAAABKs/hhsZz-7GVoM/s72-c/mar%C3%A7o+2009+026.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-721136421503696251</id><published>2009-03-26T00:11:00.004-03:00</published><updated>2009-03-26T00:27:48.052-03:00</updated><title type='text'>??????????</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Scr1xP10OVI/AAAAAAAABKk/9VYhW3V7Ba8/s1600-h/globo+terrestre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317332536478939474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Scr1xP10OVI/AAAAAAAABKk/9VYhW3V7Ba8/s400/globo+terrestre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que exatamente significa éon? Qual a medida exata de um éon? E antonomásia? De onde vem? Será que dói? Será que epizêuxis nos salvaria das grandes tragédias? Onde fica Ougadougou? E Eritréia? Quantas pessoas já conseguiram alcançar o topo do Monte Everest ou Monte Chomolangma ou Qomolangma, em bom tibetano? Quem vai enfrentar a Belamcanda chimemsis, essa herbácea rizomatoza que ameaça o meio ambiente tanto quanto nós? Como vamos derrotar as plantas exóticas invasoras? E quanto é um trilhão de dólares? Qual a medida exata em linha reta de um trilhão de notas de um dólar? Seria suficiente para dar a volta em torno da terra? Sobrariam notas para mais algumas voltas? Ou não?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se minhas dúvidas fossem só essas, estaria feita. Mesmo se fossem outras, mas da mesma natureza, estaria com sorte. O google resolveria todos os meus problemas. Mas a minha ignorância é muito maior e engorda dúvidas muito mais indigestas. Enquanto a terra gira à nossa revelia, o mundo vira de pernas para o ar. Nem que estivesse com tempo para ler os jornais todas as manhãs, ouvir o noticiário das rádios e da televisão, desconfio que não conseguiria entender niente de nada. E não vou nem tentar provar, porque estou na correria de sempre e, pior, sem carro. Hoje fazem 20 dias que renovei minha carteira de habilitação e até hoje não a recebi em casa, como me prometeram. Dá para entender? Também não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se a ignorância é inevitável, vou desfrutá-la. Quando o céu ficar mais claro, o mar estiver para peixes novamente e o vento soprando a favor, vou me deitar numa rede, com todos os jornais do dia, e devorá-los letra por letra. Vou ouvir todos os noticiários, das rádios e da televisão, e ver se pego no tranco. Hoje não, porque já é amanhã e tenho de levantar muito mais cedo do que gostaria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Pesquei na internet. Da AFP/Ahmad Zamroni&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-721136421503696251?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/721136421503696251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=721136421503696251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/721136421503696251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/721136421503696251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/03/blog-post.html' title='??????????'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Scr1xP10OVI/AAAAAAAABKk/9VYhW3V7Ba8/s72-c/globo+terrestre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-7209153627422306096</id><published>2009-03-11T00:09:00.003-03:00</published><updated>2009-03-11T00:28:05.530-03:00</updated><title type='text'>Persistir, é preciso</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SbcrvI4oTDI/AAAAAAAABJ8/KkAsFKAbaSs/s1600-h/slumdog3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311762374345641010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 428px; CURSOR: hand; HEIGHT: 337px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SbcrvI4oTDI/AAAAAAAABJ8/KkAsFKAbaSs/s400/slumdog3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem quer ser milionário?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Persistência. É sobre isso que estou pensando. Mas não vou me arriscar a dar uma de entendida, porque não sou besta. Ainda mais que nem tive tempo de ler as críticas e, para ser sincera, foi melhor assim. Agora, a única certeza que arrisco é de que gosto de bons filmes. Gosto tanto quanto gosto de filmes ruins e, admito, alguns até execráveis. Mas gosto. Gosto, por exemplo, de todos os filmes ruins de Adam Sandler, desde 1996, indicado oito vezes como pior ator do ano. E daí? Se me fez rir, me ganhou. E tem mais, para o meu caçula, Adam Sandler é o cara. Não vou discordar. Gostei até de Idiocracy, de Michale Judge. Esbarrou no meu limite, mas gostei. Me deu medo, porque é muito verossímil. Caminhamos muito rapidamente para o cenário montado por Judge. Deus me livre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que, podendo escolher, prefiro os melhores. Se vou sair de casa, pegar esse trânsito infernal e entrar numa fila para comprar o ingresso e em outra para entrar na sala de cinema, prefiro os melhores. Filme ruim, vejo na televisão. E nesse final de semana sai de casa. Depois de passar 15 horas num curso de atualização para renovar minha carteira de motorista, achei que merecia ver o melhor dos melhores. Sem ler as críticas, como já disse, segui a indicação da academia e fui assistir ao filme de Danny Boyle: &lt;em&gt;Quem quer ser milionário?&lt;/em&gt;. Tinha uma vaga idéia da história. Jamal, um menino pobre, que trabalhava servindo chá em uma companhia de telemarketing, por algum acaso desses da vida, cai num programa de auditório, concorrendo a um prêmio milionário, respondendo perguntas disparatadas sobre qualquer assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ouvi dizer que o filme guardava alguma semelhança com &lt;em&gt;Cidade de Deus&lt;/em&gt;, de Fernando Meirelles. Esse detalhe quase me fez desistir. Não porque não tenha gostado de &lt;em&gt;Cidade de Deus&lt;/em&gt;. É fantástico. Mas já estava suficientemente encharcada de realidade, depois de passar 15 horas num cubículo mal ventilado, com 26 desconhecidos, de idade média de 55 anos, mal humorados e descrentes, esculhambando com o governo, que é sempre o culpado pelas nossas falhas, e nem podendo polemizar, para não perder o foco. Isso, num final de semana! Considerei minha missão mais do que cumprida e, portanto, estava liberada para buscar apenas distração. Mas venci a preguiça e o preconceito e segui a indicação da academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de Boyle me pegou na contramão. Não me lembro mais de detalhes de &lt;em&gt;Cidade de Deus&lt;/em&gt;, a não ser da cena de abertura, com os meninos correndo atrás de uma galinha. &lt;em&gt;Quem quer ser milionário?&lt;/em&gt; também começa com uma corrida, da polícia atrás dos meninos. Pode ter sido até intencional, uma homenagem, mas tirando isso, nada me fez lembrar de &lt;em&gt;Cidade de Deus&lt;/em&gt;. Também não li o livro &lt;em&gt;Sua resposta vale um bilhão&lt;/em&gt;, de Vikas Swarup, que inspirou o filme. Assim, plenamente desinformada, não me dei nem ao trabalho de querer captar fielmente a mensagem que Boyle pretendia passar com a sua recriação. Deixei fluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo, deixei a história de lado, passei de liso pelas cenas mais chocantes e me concentrei em Jamal. Segui-o como se o espionasse. Me pus no lugar do inspetor que o interrogava. Queria entender as razões de Jamal. Mas foi Salim quem me ajudou. Quando entrou na sala para entregar a chave do carro a Latika e ajudá-la a fugir, Salim resumiu tudo: &lt;em&gt;Jamal não desisti. Nunca.&lt;/em&gt; E foi isso que ficou. O filme me fez pensar na persistência, que é quase igual teimosia, mas é bem diferente e muito mais difícil de praticar. Persistir é perseverar, mas sem embirrar, sem empacar. É correr atrás, fazer acontecer, não por intransigência, mas porque está escrito. Porque é nisso que se acredita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfio que hoje nos falta algumas doses a mais de persistência e, por isso, estamos atolados na teimosia de uns poucos. O mundo acabou, mas uns poucos insistem em remendá-lo, tentando mantê-lo como sempre esteve. Ficamos empacados na virada. Talvez nos falte uma Latika para fazer brilhar os nossos olhos, inspirar os vôos da nossa imaginação e nos fazer sonhar o outro mundo possível. Talvez nos falte persistência, porque esse outro mundo ainda não está escrito. Talvez, ou não. Vai saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté quando tiver tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-7209153627422306096?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/7209153627422306096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=7209153627422306096&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7209153627422306096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7209153627422306096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/03/persistir-e-preciso.html' title='Persistir, é preciso'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SbcrvI4oTDI/AAAAAAAABJ8/KkAsFKAbaSs/s72-c/slumdog3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-3678237397051272682</id><published>2009-02-17T22:41:00.006-03:00</published><updated>2009-03-04T22:23:31.715-03:00</updated><title type='text'>Viva a era ecozóide!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SZtoQn8rQdI/AAAAAAAABEk/Nvh-DbB2kfo/s1600-h/Geral+dez2008+050.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303947620969562578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 426px; CURSOR: hand; HEIGHT: 313px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SZtoQn8rQdI/AAAAAAAABEk/Nvh-DbB2kfo/s400/Geral+dez2008+050.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; De volta ao começo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Meninas, agora que o mundo acabou era para estarmos bem eufóricas ou totalmente destruídas. Estranhamente, não estamos. Nem uma coisa nem outra. Mas temos de admitir, essa chegada meio intempestiva e inesperada do fim do mundo nos deixou perplexas. Ficamos no ar. Suspensas. Nós e &lt;em&gt;nosotros&lt;/em&gt;. Nada se resolve. Tudo que é decidido num dia, na manhã do outro se desfaz e é preciso recomeçar do zero outra vez. As certezas desceram ralo abaixo e ninguém está seguro o suficiente para indicar caminho algum. Uma amiga disse que a culpa não é do fim do mundo, mas de Nossa Senhora Desatadora de Nós. Rezamos tanto para ela, que nossas preces foram atendidas. Todos os nós foram desfeitos ao mesmo tempo e tudo flui ininterruptamente sem se fixar em nada. A única solução é encontrarmos outra santa, ou santo que seja, que se disponha a atar pelo menos alguns nós, para nos dar um pouco de descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser. Pode ser até que São Paulo seja uma boa opção, como ela sugeriu. Mas pode ser também que Nossa Senhora Desatadora de Nós não tenha nada a ver com isso. E desconfio que não. Apesar da controvérsia que existe sobre o tema, acho que estamos é vivendo as turbulências naturais da entrada de uma nova era. No último sábado, dia 14, exatamente às 7 horas e 45 minutos da manhã, com a Lua bem posicionada na Sétima Casa, ou seja, a 24 graus e 45 minutos de Libra, Júpiter e Marte finalmente se alinharam, anunciando, para alguns entendidos, a chegada da tão esperada Era de Aquário. É verdade que Carl Jung, por exemplo, não compartilha dessa celebração. Além de não estar mais aqui, pelos seus cálculos, a Era de Aquário só deverá ocorrer em 2600 d.c., mas isso não tem importância. Temos pressa e, ultimamente, o mundo tem andado muito mais rápido do que ele poderia prever. Portanto, é bem plausível que os novos cálculos estejam corretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não? Para nós, que lemos jornais, assistimos TV, ouvimos rádio e navegamos na internet, tudo isso nos parece bastante contraditório, afinal, esse poderoso alinhamento de astros no céu anunciaria uma era de paz e amor e não de guerras, ódio e outras bizarrices mais, como as que temos visto. Pelo menos foi o que nos ensinaram, quando ainda éramos criancinhas. Tudo bem, nem tão crianças assim, mas bem jovens. Lembram daquela música de &lt;em&gt;Hair&lt;/em&gt;? Não ousaria cantá-la, mas dizia com todas as letras: &lt;em&gt;quando a Lua estiver na sétima casa, e Júpiter se alinhar com Marte, então, a paz irá guiar os planetas e o amor varrerá as estrelas&lt;/em&gt;. Propaganda enganosa? Meninas, não vamos nos precipitar. O que pode, aparentemente, ser contraditório, pode, sob um outro olhar, ser absolutamente necessário. Para construir o novo, às vezes, é preciso primeiro destruir o velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vamos nos dispersar nem perder a esperança. Agora que o mundo acabou, vamos começar de novo, quantas vezes for necessário, e ver se dessa vez fazemos do jeito certo. Se não certo, pelo menos de um jeito melhor do que aquele que fizemos até hoje. Ou fizeram, já que não somos meninas tão poderosas assim. Mas façamos a nossa parte. Quem sabe, quando os nós forem atados novamente, o mundo volta a funcionar. Ave São Paulo e viva a Era de Aquário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai ai, acho que vou virar uma otimista pra variar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Minha. O mar de Natal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-3678237397051272682?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/3678237397051272682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=3678237397051272682&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3678237397051272682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3678237397051272682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/02/viva-era-ecozoide.html' title='Viva a era ecozóide!'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SZtoQn8rQdI/AAAAAAAABEk/Nvh-DbB2kfo/s72-c/Geral+dez2008+050.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-7645290216406087989</id><published>2009-02-08T20:28:00.004-02:00</published><updated>2009-02-08T21:18:46.540-02:00</updated><title type='text'>Ave palavras!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SY9jJ3LbLUI/AAAAAAAABEM/df0g1FL0eQ0/s1600-h/reforma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300564307520204098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 341px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SY9jJ3LbLUI/AAAAAAAABEM/df0g1FL0eQ0/s400/reforma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A reforma já está na rua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Estou num dilema terrível: adoto ou não a reforma ortográfica e, se adoto, defino ou não um dia D para colocá-la em prática. Eis a questão. Sei que não terei muita escolha, mais cedo ou mais tarde estarei tendo ideias sem acento, ainda mais soltas no ar do que aquelas que tenho tido até então. Essas não me escapavam, pois, se tentavam fugir, conseguia segurá-las pelo agudo e pendurá-las em algum cabide dos meus pensamentos. Agora, temo que serão mais fugazes ainda e ficarão pulando de galho em galho, como macaquinhos travessos, sem que eu consiga agarrá-las para examiná-las mais atenta e profundamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Mas também sei que se tiver dificuldades para assimilar as novas regras, sobreviverei, como tenho sobrevivido até hoje escrevendo só de ouvido e de memória, sem nunca ter dominado completamente as normas da língua culta, especialmente as exceções. Nem cheguei a ser crucificada por conta dessa minha ignorância. No máximo, tive de me recolher a minha insignificância, quando passei, por uma razão ou outra, pelas mãos precisas de revisores. Não costumo me aborrecer com esse tipo de correção nem mesmo com intromissões mais agressivas. Mas, nesses casos, abro mão da autoria para aderir à criação coletiva e o resultado final é sempre melhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Não são, portanto, as novas regras que me incomodam. Me adaptarei, mais dia menos dia. E se tropeçar, tenho certeza, algum olhar mais atento virá me socorrer. Pior, muito pior, são as vírgulas, mas essa é outra história. O que está, de fato, me aporrinhando, me deixando sem assunto, quando vem a vontade de escrever qualquer besteira, é essa urgência em se adotar a nova ortografia, mal saída do forno, ainda queimando a língua. Pensei que teria toda a vida pela frente até ser obrigada a me enquadrar. Mas nada. Mal amanheceu 2009, abri os jornais e as novas regras estavam lá, em pleno exercício. Viraram notícia de primeira página e hoje já ficaram velhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Da noite para o dia, ficamos todos fora de moda. Nossos textos parecem pão dormido. A meninada, viciada em novidades, não estranha a nova escrita, mas, sim, a forma antiquada que insistimos em preservar. Lêem nossos textos com a curiosidade de quem vasculha o passado atrás de bizarrices. Deus me livre! Agora, só resta a nós, mortais, nos apressarmos. E é essa pressa que não suporto, especialmente num domingo chuvoso, como o de agora. Por isso me entrego a esse dilema: aderir ou não aderir à reforma! Amanhã penso nisso.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Inté outro dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-7645290216406087989?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/7645290216406087989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=7645290216406087989&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7645290216406087989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7645290216406087989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/02/ave-palavras.html' title='Ave palavras!'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SY9jJ3LbLUI/AAAAAAAABEM/df0g1FL0eQ0/s72-c/reforma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-5260291579771821640</id><published>2009-01-31T23:06:00.007-02:00</published><updated>2009-01-31T23:30:06.835-02:00</updated><title type='text'>Ad infinitum</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SYT15MfLYwI/AAAAAAAABDc/qIilrxg83dg/s1600-h/Janeiro+2009+0+048.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297629424647889666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 333px; CURSOR: hand; HEIGHT: 257px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SYT15MfLYwI/AAAAAAAABDc/qIilrxg83dg/s320/Janeiro+2009+0+048.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Voltei. Durante uns dias, fiz o que todos os mineiros fazem nessa época do ano. Se não fazem, gostariam. Se não gostariam, deveriam. Fui para a praia. Pulei ondas, mas, principalmente, observei o céu, no amanhecer e no entardecer. Longe de estar entediada e desinteressada, com o olhar perdido no infinito, me dediquei, neste exercício, a disciplinar a minha atenção, que andava sufocada e dispersa no meio do mundo de informações que nos atolou neste final de ano. Precisava dos ares marinhos para arejar meus pensamentos. Mais do que isso, precisava andar descalça, entrar na água, dormir depois do almoço, jogar conversa fora na beira da praia e andar na chuva, coisa que não fazia desde não sei quando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Assim, em vez de me preocupar com o conflito na Faixa de Gaza, de querer entender as razões dessa guerra interminável e indecifrável, me dediquei a observar o movimento constante das nuvens no horizonte. Parecem seres vivos, se esticando e se encolhendo, aderindo uns aos outros ou se desgarrando para seguir novos caminhos. É impossível reter uma imagem do horizonte nublado por mais de alguns poucos segundos. E no amanhecer e no entardecer, também as cores mudam de tonalidade como se um pintor distraído estivesse ali, naquele exato momento, testando as tintas da sua palheta para descobrir aquela que melhor expressa seus sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SYT6gr1LRyI/AAAAAAAABEE/5BXq0J92reU/s1600-h/Janeiro+2009+0+063.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297634501123065634" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SYT6gr1LRyI/AAAAAAAABEE/5BXq0J92reU/s200/Janeiro+2009+0+063.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SYT27fCiuSI/AAAAAAAABDs/Cv-xpuUNhew/s1600-h/Janeiro+2009+0+062.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297630563499424034" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SYT27fCiuSI/AAAAAAAABDs/Cv-xpuUNhew/s200/Janeiro+2009+0+062.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É impressionante com o céu e o mar são instáveis. É desconcertante observá-los e pensar que fazemos parte desse mesmo mundo. Em que momento da nossa jornada encasquetamos que poderíamos nos tornar seres estáveis e previsíveis, tendo a mesma natureza, vocacionada para a inconstância? Vai saber. E não sabendo, nos engalfinhamos nessa luta incessante pela permanência, resistindo em vão, mas bravamente, a qualquer tipo de mudança: de humor, de sabor, de norte, de sorte, de qualquer ponto de vista, entre outras possibilidades. Seres inflexíveis, imunes a tsunamis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SYT4DPgzHrI/AAAAAAAABD8/DZFVot8RR3I/s1600-h/Janeiro+2009+0+024.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297631796281941682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SYT4DPgzHrI/AAAAAAAABD8/DZFVot8RR3I/s320/Janeiro+2009+0+024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas, de volta, me esqueço rapidamente dessas divagações. Com a agenda nova que ganhei no natal, uma mini moleskine vermelha, com uma penca de compromissos já anotados, me convenço piamente de que, de fato, temos uma natureza bem diversa daquela do mundo em que habitamos. Trafegando pelas ruas já apinhadas de carros, protegida do sol pela sombra de prédios que se proliferam como praga pela cidade, não tenho dúvidas de que somos mesmo seres de cimento e asfalto, estáticos e previamente formatados, incapazes de improvisar movimentos surpreendentes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfim, 2009! Estamos prontos para nos repetirmos &lt;em&gt;ad infinitum&lt;/em&gt;, até o final dos tempos. Sigamos em frente!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Inté quando der.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: todas minhas. Do sol nascendo nascendo na praia e dos muros da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-5260291579771821640?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/5260291579771821640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=5260291579771821640&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5260291579771821640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5260291579771821640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/01/ad-infinitum.html' title='Ad infinitum'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SYT15MfLYwI/AAAAAAAABDc/qIilrxg83dg/s72-c/Janeiro+2009+0+048.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-3228732591946065040</id><published>2009-01-03T22:55:00.005-02:00</published><updated>2009-01-03T23:50:11.924-02:00</updated><title type='text'>Férias coletivas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWARd9w47LI/AAAAAAAAA28/qGbrtT4ExLc/s1600-h/1310211_regiao_destruida_rafah_gaza_mundo_322_465.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287245169026460850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWARd9w47LI/AAAAAAAAA28/qGbrtT4ExLc/s400/1310211_regiao_destruida_rafah_gaza_mundo_322_465.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pronto. Podemos mudar de assunto. Mesmo porque, 2008 ainda não acabou. Tenho uma cesta de pendências me aguardando no gmail. Só depois de resolvê-las estarei pronta para iniciar o próximo ano. Mas não vou pensar nisso agora. Vou deixar para segunda-feira, porque hoje é sábado e, apesar de tudo, já estou de férias. Eu e os principais líderes políticos do planeta e toda a diplomacia internacional. Só as tropas israelenses e os soldados do Hamas não descansam. Estão na luta e não estão de brincadeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não sei quem tem razão nessa confusão toda, se é que é possível alguém ter razão. Há tempos desisti de querer entender as sutilezas desse conflito, porque, às vezes, me parece, essa é a única coisa que eles sabem mesmo fazer: guerrear. Mas seja lá quem for que estiver com a razão nesse episódio, o fato é que já está suficientemente comprovado que os combates não são o melhor caminho para resolver os impasses que dominam esse pequeno pedaço do nosso planeta. E muito menos uma intervenção militar de terceiros, mesmo que com a intenção de restabelecer um cessar-fogo na região. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tendo mais a concordar com o meu caçula, que não é diplomata, mas tem bom senso. Para ele, não se apaga o fogo ateando mais lenha na fogueira. Se é que nossos líderes, se são, estão de fato querendo fazer alguma coisa para chamar na responsabilidade os chefes de governo de Israel e do grupo de resistência islâmica Hamas, o caminho é outro. Não sei exatamente qual, mas deve haver alternativas. Já por mais nada, esses líderes continuam apoiando um boicote econômico de mais de 40 anos contra uma ilha perdida no meio do Atlântico, que não ameaça ninguém e nem sobrevive no meio de um campo de batalhas. Pelo contrário, ainda que na míngua, conseguiu nesses 40 anos construir um projeto de nação e garantir saúde e educação para o seu povo. Um projeto que tem seus defeitos, mas tem também seus méritos que hoje me parecem bem maiores que os primeiros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Então, se é que nossos líderes, se são, querem de fato colocar ordem nessa balbúrdia, devem intervir com sensatez. Ao invés de enviar tropas para uma região já plenamente militarizada, explosiva e desde sempre permanentemente em regime de combate, imponham aos belicosos uma ação simbólica, mas firme, dura e eficiente. Que declarem um boicote econômico a Israel até que sejam retomadas as negociações e o cessar-fogo. Não sei se uma medida dessas poderá afetar um país como Israel, que tem uma economia bem desenvolvida. Mas seja como for, Israel é também dependente de alguns produtos, como grãos, carnes e petróleo e precisa tanto do mercado quanto nós, para comercializar seus produtos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Já no campo de batalha, terá pouco efeito. A Faixa de Gaza é uma região paupérrima. Praticamente não tem indústrias e sofre uma escassez crônica de água e de qualquer tipo de combustível. Com uma população de pouco mais de 1,5 milhão de habitantes, ainda assim é uma das regiões mais densamente povoadas do planeta. Mas metade de seus habitantes vive abaixo da linha da pobreza e pelo menos 45% da sua população ativa está desempregada. Enfim, um boicote econômico seria absolutamente inócuo, para quem já vive na miséria absoluta. Um boicote militar poderia surtir mais efeito. Afinal, quem abastece militarmente a região? Quem fornece armas e munição para o Hamas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Posso estar variando, mas minha indignação é ainda mais delirante. Se fosse me guiar por ela, proporia aqui a imediata e completa desocupação da região, por um período não inferior a 10 anos ou até que surgisse um entendimento qualquer sobre os destinos de Gaza, devolvendo a vida àquele território de pouco mais de 300 quilômetros quadrados de terra, de forma ordenada e pacífica. Mas me contenho. Só não me calo, como alguns. Como o próximo, que irá substituir aquele. Enfim, assim rasteja a humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Inté 2009, quando for possível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: pescada na internet.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-3228732591946065040?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/3228732591946065040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=3228732591946065040&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3228732591946065040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3228732591946065040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2009/01/frias-coletivas.html' title='Férias coletivas'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWARd9w47LI/AAAAAAAAA28/qGbrtT4ExLc/s72-c/1310211_regiao_destruida_rafah_gaza_mundo_322_465.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-110554866447958975</id><published>2008-12-16T20:14:00.006-02:00</published><updated>2008-12-17T20:53:33.354-02:00</updated><title type='text'>Quem será o próximo?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SUhOTiF5INI/AAAAAAAAA18/yBz-I6q_pkU/s1600-h/dez+2008+075.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280556660567908562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SUhOTiF5INI/AAAAAAAAA18/yBz-I6q_pkU/s400/dez+2008+075.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O dilúvio&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O ano está se desfazendo, desmilingüindo-se, escorrendo enxurrada abaixo e, basicamente, nem percebi. Só hoje, quando sai de casa, mais cedo do que de costume, me dei conta de que estamos chegando ao fim de mais uma temporada. Vi um ou outro papai noel se exibindo em alguma fachada de loja ou escalando as janelas de alguns raros prédios. Ainda vi outros perdidos nos jardins de outras casas e mais nada. Passei pela Praça da Liberdade e mal reparei os fios de luzes que se enroscam nas palmeiras imperiais e desaparecem no meio das folhagens. De dentro do carro, vi mais a praça se desmanchando no meio do aguaceiro do que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cismada que agora é muito tarde para encarnar o espírito natalino e sair por aí distribuindo abraços e felicitações pelo novo ano que se iniciará a qualquer momento. Se é que vai. Muito tarde para montar a minha árvore de natal que está perdida dentro de algum maleiro. Mais tarde ainda para procurar o meu presépio português, que guardei em algum caixa, dentro de alguma gaveta, em algum armário que não sei mais qual foi. Está muito tarde e muito sem jeito. Melhor me ocupar com outros afazeres. Dedicar o fim de semana que ainda resta para arrumar gavetas, rasgar papéis velhos, organizar meus arquivos de fotos ou dançar na chuva. Não tomar conhecimento. Deixar passar e adiar os festejos para a próxima temporada. Mal não deve fazer. Acho que nem vai doer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou me convencendo, de verdade, que devemos todos ignorar mesmo essa passagem. Fazer ouvido de égua e desconsiderar solenemente a sugestão de Lula e seus amigos de voltarmos às compras. Estou convicta de que será melhor para todos nós, embora, reconheça, ser difícil resistir a tentação. Ou, então, fazer como Muntazer al-Zaid, o jornalista iraquiano, e distribuir as sapatadas que reprimimos durante todo ano. bush estará dispensado, pois já levou duas. Mas, podemos encontrar novos alvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SUhPK9htZdI/AAAAAAAAA2M/-I-NeTap9k4/s1600-h/secadora2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280557612825142738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SUhPK9htZdI/AAAAAAAAA2M/-I-NeTap9k4/s320/secadora2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje, agora, a minha sapatada vai para a Suggar, fabricante mineira de eletrodomésticos. É uma história longa, mas vou resumir para justificar a prioridade do meu alvo. Faz dois natais passados, comprei uma secadora de roupas Suggar, para enfrentar a temporada de chuvas. Com pouco mais de um ano, ela estragou. Mas as chuvas passaram e eu deixei pra lá. Essa semana, precisei dela de novo e resolvi tomar providências. Liguei para a Assistência Técnica da fábrica e me passaram três telefones de oficinas credenciadas para fazer o conserto. Liguei para a primeira e a mocinha, muito esclarecida, me disse que faria o serviço sem problema, desde que eu levasse a secadora até lá. Lá, é na rua Tamoios, no centrão da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? - quis saber.&lt;br /&gt;- Minha senhora, a secadora é um produto de balcão e não atendemos a domicílio. A senhora terá de trazê-la aqui, para podermos consertá-la.&lt;br /&gt;- Mas você conhece uma secadora? - quis saber.&lt;br /&gt;- Não. - ela me respondeu.&lt;br /&gt;- Pois então, para você ter uma idéia, uma secadora não cabe dentro de uma sacola de supermercado. Como vou pegar esse trambolho, debaixo dessa chuva, pegar um carro, parar no centrão da cidade, arrumar um lugar para estacionar o carro, descer, no meio dessa chuva, carregando uma tv de 29 polegadas debaixo do braço e levar até o seu balcão?&lt;br /&gt;- Não sei, minha senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti. Liguei para o segundo número. A mocinha, também muito prestativa, falou que me atenderia prontamente, desde que eu levasse a secadora até a loja, que também fica na rua Tamoios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? Foi com vocês que conversei a alguns minutos atrás? - quis saber.&lt;br /&gt;- Não senhora, deve ter sido com a outra loja, do número 700. Aqui é Tamoios, 900.&lt;br /&gt;- Mas porque vocês não podem vir aqui arrumar a secadora?&lt;br /&gt;- Porque esse é um produto de balcão. A senhora terá de trazê-lo aqui.&lt;br /&gt;- Minha filha, a secadora não cabe dentro de uma sacola de supermercado. Não é como um liquidificador, uma sanduicheira. É um trambolho que nunca funcionou direito, do tamanho de uma televisão. Como vou chegar com isso aí, no centrão da cidade?&lt;br /&gt;- Não sei, minha senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti. Liguei para o terceiro número. E a menina, muito simpática, se desculpou e me contou que rompeu com a Suggar a quatro meses atrás. Explicou que tem dificuldades de encontrar peças para reposição e o cliente acaba se aborrecendo é com ela. Agradeci e liguei novamente para Assistência Técnica da fábrica. Disse à mocinha que me atendeu que seu cadastro estava desatualizado e que, dos três números que me passara, só dois poderiam me atender, desde que eu levasse a secadora até a loja. A mocinha me disse que era assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A secadora é um produto de balcão, minha senhora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi repetindo toda a ladainha que já vinha escutando três ligações atrás. Desisti. Liguei de novo para uma das lojas autorizadas e resolvi engrossar o caldo. Quis saber o nome da oficina, o nome do atendente, o nome do gerente e informei-os que iria encaminhar a minha queixa ao Procon. Imediatamente, o gerente entrou na linha e me disse que o técnico poderia vir a minha casa. Achei isso um escândalo! Mas topei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora terá de pagar uma taxa de R$ 50,00 e mais o preço das peças que forem necessárias. - ele me esclareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pomba! Achei caro, mas nem discuti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim senhor. - respondi.&lt;br /&gt;- A partir de amanhã, então, ele estará ligando para agendar a visita.&lt;br /&gt;- E qual é o prazo desse a partir de amanhã?&lt;br /&gt;- De três a quatro dias, depende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De três a quatro dias para ligar e, a partir daí, marcar um dia, que não sei quando, para vir fazer uma visita. Desisti outra vez. Tenho certeza de que ele fez isso de propósito, para que eu desistisse da visita do técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei, então, para o seu Zé Geraldo que, há 18 anos, dá assistência a minha máquina de lavar, uma brastemp amarela que continua trabalhando ininterruptamente todos esses anos. Ele me passou o telefone de um colega que conserta secadoras. Liguei para o rapaz que se dispôs a passar na minha casa no início da tarde, para resolver o problema. Ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual a marca da secadora? - ele quis saber.&lt;br /&gt;- Suggar. - respondi.&lt;br /&gt;- Ich!&lt;br /&gt;- Como ich? - quis saber.&lt;br /&gt;- Não trabalho com a Suggar.&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Porque é muito difícil encontrar peças da Suggar. Não tem no mercado. Aí o cliente acha que sou eu que estou enrolando e briga comigo. Não quero caçar confusão. Sinto muito.&lt;br /&gt;- Então comprei uma secadora descartável?!&lt;br /&gt;- É mais ou menos isso. - disse ele. E se senhora tentar levar na autorizada, vai ver, eles farão um orçamento absurdo que vai sair quase pelo preço de uma secadora nova. Se fosse a senhora, nem tentaria. Desistia já.&lt;br /&gt;- Já tentei. É impossível mesmo.&lt;br /&gt;- Pois é. Sinto muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também. Sinto muito. Ainda não sei como vou resolver essa pendenga. Amanhã vou pensar nisso. Mas hoje a minha sapatada vai para a Suggar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: A primeira é minha, hoje de manhã cedinho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A segunda, da máquina, pesquei na internet, porque fiquei muito irritada para fotografar a minha própria secadora. Quero distância dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-110554866447958975?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/110554866447958975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=110554866447958975&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/110554866447958975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/110554866447958975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/12/quem-ser-o-prximo.html' title='Quem será o próximo?'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SUhOTiF5INI/AAAAAAAAA18/yBz-I6q_pkU/s72-c/dez+2008+075.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-4782480626109217936</id><published>2008-11-27T20:29:00.003-02:00</published><updated>2008-11-27T23:58:56.711-02:00</updated><title type='text'>Batmacumba</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SS9PhEB11ZI/AAAAAAAAAv0/pBX4d4H1V00/s1600-h/dez07jan08+119.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273521118109881746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SS9PhEB11ZI/AAAAAAAAAv0/pBX4d4H1V00/s400/dez07jan08+119.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cidades prisioneiras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Esse povo é doido de dar com pedra. Só pode. O mundo rola ribanceira abaixo e não adianta um tico de nada. Todos continuam no mesmo lugar onde sempre estiveram, com o mesmo trololó de desde antes. Ninguém merece. Agora, até Barack Obama e Lula entraram na dança. Estão esperando o quê? Que sejamos nós os heróis da pátria? Nós, pobres trabalhadores, com o dinheiro contadinho para chegar ao final do mês? Nós, que ficamos contando moedinha bem ali, na boca do caixa, aguentando a fila resmungando pela nossa demora? Nós, que nunca desfrutamos do mundo irreal, nunca apostamos no cassino internacional, nunca nada que não estivesse exatamente ao alcance de nossas posses, vamos nós, agora, ter de tirar o mundo do fundo desse redemoinho onde foi jogado? Ah, nem! Me poupem.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fico apoplética ao ver os grandes líderes mundiais, se é que são, virem, sem nenhuma cerimônia, conclamar o seu eleitorado a comprar, comprar, comprar, como se esse fosse o único gesto capaz de salvar o mundo, nessa altura da viagem. Parece o mantra daquele menininho que fazia propaganda de Batom na televisão. Coooompre batom, cooommpre batom, cooommpre batom, até a mãe não aguentar mais e comprar o diabo do chocolate pro diabinho que atormentava a sua orelha. Daqui a pouco somos nós que não suportaremos mais a ladainha dos chefes de governo da Europa, dos EUA, da China e do nosso brasilzinho. De repente, lá vamos nós, às compras, desvairados, até sucumbirmos em dívidas. Tô fora. Acho que o Lula deveria é baixar uma medida provisória, um decreto federal ou seja lá o que for, adiando o Natal para o ano que vem. Teria o meu apoio incondicional. Abaixo o Natal, desde já!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é pelo dinheiro não, porque dinheiro, como já disse meu pai, foi feito para gastar e eu sou obediente. Não tenho nenhum apego, nem por nota de 100 reais nem pelas mixurebas de 20 e de 10 que caem na minha mão. Gasto, sem dó nem piedade. Claro que, na medida do possível, cuido do futuro também, porque não sou besta desse tanto e tenho dois filhos pra criar, mas não jogo no cassino. O que me aporrinha nesse mantra é uma questão de outra ordem. Duas, para ser mais exata. A primeira, diz respeito à falta de criatividade desse povo doido de dar com pedra. Estão vendo que o mundo, do jeito que eles criaram, não funciona mais. Estão vendo ou não estão? Estão, claro que estão, mas insistem em repeti-lo. Propõem soluções que reproduzem a mesma lógica aloprada do consumismo desenfreado, beirando o mundo irreal do mercado financeiro. São doidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A segunda é mais grave. Comprar, comprar, comprar significa, consumir, consumir, consumir, que, por sua vez, significa produzir, produzir, produzir, que é a mesma coisa que consumir, consumir, consumir, todo tipo de metal e minerais e mais árvores, energia, água e tudo que for necessário para fabricar um carro, uma bicicleta, uma boneca de olhos azuis, uma bola, um caderno, uma caneta, uma caneca, um vestido, uma galocha, um cinzeiro, um copo descartável e assim por diante. E hoje, nosso consumo dos recursos naturais já supera em 30% a capacidade de o planeta se regenerar. Se mantivermos esse mesmo ritmo alucinante que estão nos sugerindo, somado ao crescimento populacional, amanhã mesmo, em 2030, já estaremos precisando de mais dois planetas para nos mantermos. Duas Terras! Onde vamos achar isso? Em Marte? Mercúrio? Na lua? Nem São Jorge nos salva dessa!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A água, por exemplo, um recurso relativamente abundante na Terra. Hoje, agora-agora, já está faltando. A cada oito segundos uma criança morre no mundo por falta de água potável, são cerca de 3 milhões ao ano. Pronto, lá se foi mais uma. O presidente-executivo da organização não-governamental Green Cross, Alexander Likhotal, que está em Belo Horizonte, participando do Fórum Internacional Diálogos da Terra no Planeta Água, é quem fez esses cálculos. E, para ele, "as pessoas precisam compreender que os efeitos das alterações climáticas, a falta de água limpa, a poluição são problemas tão graves quanto a desordem financeira que vivemos atualmente. Seremos penalizados de forma cruel se não tomarmos consciência disso".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em entrevista ao jornal Estado de Minas, Likhotal estimou em cerca de 2,4 milhões o número de pessoas que hoje sofrem com a escassez de água. Para resolver esse problema, ele calcula que seria necessário investir uma bobagem em torno de US$ 50 por cabeça. Ou seja, US$ 120 milhões por dez anos, para acabar com essa miséria. Pechincha, hem? Perto dos US$ 45 bilhões que o Tesouro americano liberou ontem para o Citybank é mixaria, ou não é? Perto da fortuna que os bancos centrais do mundo todo já liberaram para as instituições financeiras em risco não é nadica de nada. Perto do que já gastaram com guerras perdidas, menos ainda. Mas a vida já é tão abundante nesse planeta, né? Salvar pra quê? Tá sobrando. Deve ser assim que eles pensam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São todos doidos de dar com pedra. Por isso não perdem uma noite de sono tentando inventar um modelo econômico mais amigável, que garanta o bem estar de todos e o equilíbro ambiental do planeta. Por isso não se dão ao trabalho de esquentar a cabeça, queimar a pestana, arrancar os cabelos para criar um modelo diferente desse que aí está. Pra mim, são todos, no mínimo, pais desnaturados. Como eles imaginam que seus filhos irão sobreviver? Vão comer dinheiro? Beber moedinhas? É isso que me aporrinha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inté, moçada.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha mesma.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-4782480626109217936?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/4782480626109217936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=4782480626109217936&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4782480626109217936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4782480626109217936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/11/batmacumba.html' title='Batmacumba'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SS9PhEB11ZI/AAAAAAAAAv0/pBX4d4H1V00/s72-c/dez07jan08+119.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-2940111834051920091</id><published>2008-11-13T23:18:00.005-02:00</published><updated>2008-11-14T00:11:14.233-02:00</updated><title type='text'>Queridos, encolhi o mercado!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRzUP03_N3I/AAAAAAAAAss/LoVRxMDm3Go/s1600-h/virtrines+urbanas+065.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268319032473237362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRzUP03_N3I/AAAAAAAAAss/LoVRxMDm3Go/s400/virtrines+urbanas+065.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enquanto tento escapar dos engarrafamentos e sobreviver às ameaças de motoristas estressados, vou ouvindo no rádio as profecias agourentas que vão sendo alinhavadas para o futuro próximo da indústria automobilística mundial. A impressão que tenho é que, no próximo fim de semana, estarão todas, inevitavelmente, fadadas a entulhar os ferros-velhos que se multiplicam na periferia da cidade. Faz de conta que acredito. Vão mesmo virar sucata, mas só nos próximos duzentos anos. Agora, esqueçam. Teremos ainda de conviver com essa geringonça chamada automóvel por bons e longos séculos, simplesmente porque, à nossa revelia, eles se tornaram indispensáveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRzUrfkkxcI/AAAAAAAAAs0/W07AmmBYOEc/s1600-h/Imagem+009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268319507791005122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 199px; CURSOR: hand; HEIGHT: 156px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRzUrfkkxcI/AAAAAAAAAs0/W07AmmBYOEc/s200/Imagem+009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;De bens de luxo, destinados a uma minoria muito rica, os carros se popularizaram e, rapidamente, entupiram as ruas das cidades e foram alçados à condição de motor da economia do planeta. André Gorz refaz esse caminho, quilômetro por quilômetro, no texto &lt;em&gt;A ideologia social do automóvel&lt;/em&gt;, publicado na coletânea organizada por Ned Ludd e intitulada &lt;em&gt;&lt;a href="http://quadrado.com/apocalipse_motorizado.pdf"&gt;Apocalipse Motorizado - A tirania do automóvel em planeta poluído&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; , disponível na internet. Não vou, portanto, repetir o que já está dito, só recomendar: leiam! Faz bem e não engorda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRzWlNvKdcI/AAAAAAAAAs8/8VkF9e_GsHo/s1600-h/Imagem+039.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268321598947620290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRzWlNvKdcI/AAAAAAAAAs8/8VkF9e_GsHo/s200/Imagem+039.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Gorz é trágico ao descrever a nossa dependência do automóvel. Ele nos prova que quanto mais a indústria automobilística avança, produzindo carros cada vez mais velozes e eficientes, mais dependentes nos tornamos dela. E isso faz sentido. Quando os automóveis deixaram de ser mero objeto de desejo para se tornarem objeto de consumo de todos nós, as cidades tiveram de se adaptar aos seus caprichos. Abriram-se ruas, avenidas, estradas, auto-estradas, passando por cima de casas, comunidades, vilas e de tudo que nos acolhia. Vivemos hoje em cidades fragmentadas. Tudo é longe, qualquer lugar ficou distante de nós e só chegamos lá a tempo, aos trancos e barrancos, se tivermos um possante nas mãos. As cidades se tornaram passagens mal assombradas, que percorremos solitariamente, para alcançarmos o nosso destino. Há muito, deixaram de ser espaços de convivência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRzduR-uINI/AAAAAAAAAtM/ixWNQ67ihn0/s1600-h/Outubro+2008+592.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268329451286831314" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 202px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRzduR-uINI/AAAAAAAAAtM/ixWNQ67ihn0/s200/Outubro+2008+592.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje gastamos boa parte do nosso dia dentro de túneis-móveis de plástico e vidro. Cortamos a cidade de ponta a ponta, para trabalhar, para ir às compras, para estudar, para ver os amigos, para nos divertir ou para nos distrair. É o nosso fado. Mas Gorz é crédulo. Ele tem esperança de que iremos nos libertar dessa condenação. Não destruindo as fábricas de automóveis a ferro e fogo ou a borduna, que seja, mas reconstruindo nossas cidades. Tornando-as novamente espaços de convivência e, de tal forma, que poderemos dispensar e prescindir por completo do transporte, seja carro, buzão ou qualquer outro meio que venha a ser inventado. Torço com ele. E até desconfio que essa empreitada poderá ser a nossa salvação. Irá nos mobilizar por muito tempo, gerar muitos empregos, criar novas necessidades e mover a economia do mundo, soprando novos ares e salvando-a da crise em que está se enterrando e das ameaças do aquecimento global.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas, por enquanto, durante o ajuste da economia virtual à economia real, o que vamos assistir é só uma versão menos engraçada do filme &lt;em&gt;Querida, encolhi as crianças&lt;/em&gt; e um salve-se quem puder sem fim, a 120 quilômetros por hora. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Inté, que já estou atrasada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: minhas, da série Relíquias&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-2940111834051920091?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/2940111834051920091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=2940111834051920091&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2940111834051920091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2940111834051920091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/11/queridos-encolhi-o-mercado.html' title='Queridos, encolhi o mercado!'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRzUP03_N3I/AAAAAAAAAss/LoVRxMDm3Go/s72-c/virtrines+urbanas+065.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-8070776208112953832</id><published>2008-11-05T23:44:00.003-02:00</published><updated>2008-11-06T22:11:51.668-02:00</updated><title type='text'>Pensamentos complexos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRJPvJjmvEI/AAAAAAAAAqM/_dOf7QDF5mw/s1600-h/cerebro%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265358585787235394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRJPvJjmvEI/AAAAAAAAAqM/_dOf7QDF5mw/s400/cerebro%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda existem coisas nesta vida que podem ser consideradas simples. Assim, de cabeça, não me vem nem um exemplo, mas existem. Tirando essas, todo o resto é bastante complicado. Mesmo as que não eram, tornaram-se. Escovar os dentes, por exemplo. Era simples. Você comprava uma teck de boa qualidade e, três ou quatros vezes por dia, escovava os dentes e estava tudo muito bem feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, surgiu o fio dental! Não era mais suficiente apenas escovar os dentes, era preciso uma limpeza prévia. Agora, nem só isso basta. Na semana passada, fui fazer a consulta anual no Serviço Odontológico e conheci mais alguma inovações. Recebi uma verdadeira aula, de quase 45 minutos, sobre como escovar os dentes e ser feliz para sempre. E saí de lá com três novas escovas, que deverão ser utilizadas em cada uma das três etapas da escovação. Mas, antes, tive de demonstrar ser capaz de dominar as novas técnicas para utilização do fio dental, bem mais eficientes que aquelas que adotava até então. Só que, agora, vou precisar de pelo menos 30 minutos diários só para escovar os dentes. Não é nada simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas outras coisas já nascem complicadas. Eleições, por exemplo. Sempre foram processos complexos. Mesmo naqueles momentos em que se tornaram meramente plebicitárias, foram processos complexos. Não importa o número de partidos que está na disputa nem quais são as regras em vigor, são os movimentos das peças no tabuleiro eleitoral que tornam esse jogo bastante sofisticado. Como os candidatos percebem suas chances na disputa e como se movimentam e como os eleitores interpretam esses movimentos e definem suas preferências, expressas no voto, tudo isso é muito complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas eleições municipais no Brasil, por exemplo. É impossível compreendê-las apenas a partir da contabilidade final dos votos. O quadro consolidado das siglas e dos candidatos eleitos não revelam todas as histórias que estão por trás de cada vitorioso. E algumas nem são vitórias, mas a derrota do adversário. Outras, nem pertencem à sigla indicada no quadro, pelo menos, não totalmente. Resultam das coligações construídas ao longo do processo eleitoral ou de apoios informais que aderiram àquela candidatura em algum momento da disputa. Enfim, são muitas as variáveis que influenciam a conformação do placar partidário ao final de uma eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem falar nas acrobacias mentais que o eleitor faz para escolher o seu candidato. No Brasil, os partidos ainda tem um peso muito relativo nesse processo. O perfil do candidato, a percepção que o eleitor tem desse perfil, não importa se correta ou não, são muito mais relevantes que a coloração partidária do candidato. E conta, especialmente, o quanto esse eleitor está disposto a investir nessa participação, livre e espontaneamente obrigatória. Se vai correr atrás de informações ou se vai buscar estratégias para gastar o mínimo esforço, o absolutamente necessário, para chegar a alguma conclusão. Tudo isso torna o processo eleitoral extremamente complexo. E mais difícil e complicada ainda, a compreensão das expectativas da sociedade em relação aos candidatos eleitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as eleições americanas? Essas nem se fala. Apesar de parecerem simples como um jogo de ping-pong, são ainda mais complexas. E essa última, especialmente. Os muros do colégio eleitoral norte-americano foram derrubados e eleitores do mundo inteiro palpitaram na disputa. Nunca vi isso, até chefes de estado declararam seu voto antecipadamente. De Lula a Sarkosy. Mas vai entender o que se passa na cabeça do eleitor. Nos dois casos, ainda dependemos de uma prova dos noves, para compreender exatamente o que aconteceu e o que virá pela frente. Doravante, estamos mesmo condenados a pensamentos complexos e que o nosso anjo da guarda não nos abandone nessa hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté, quando der.&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ilustração: captada na internet&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-8070776208112953832?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/8070776208112953832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=8070776208112953832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8070776208112953832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8070776208112953832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/11/pensamentos-complexos.html' title='Pensamentos complexos'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SRJPvJjmvEI/AAAAAAAAAqM/_dOf7QDF5mw/s72-c/cerebro%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-165571094126924998</id><published>2008-10-20T21:42:00.007-02:00</published><updated>2008-10-21T07:46:13.140-02:00</updated><title type='text'>Ca'stou a pensar</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SP0twYerxhI/AAAAAAAAAn4/i3eqrADYI10/s1600-h/Portugal+2+-+2008+009.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259410249066726930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SP0twYerxhI/AAAAAAAAAn4/i3eqrADYI10/s400/Portugal+2+-+2008+009.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lisboa vista do alto do Castelo São Jorge&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Meninas, voltei. Depois de percorrer mais de mil quilômetros pelas estradas &lt;em&gt;del mondo&lt;/em&gt;, chegamos sãos e salvos. Não vou aborrecê-las com o meu diário de bordo, mas depois deixarei-o acessível em algum lugar, para quem quiser se aventurar. Por enquanto, o que posso dizer é que a Europa está bem mais preocupada com essa tal crise do que supomos aqui, na nossa santa ignorância. Os portugueses, em particular, estão em pânico. A crise financeira é discutida no rádio e na TV 24 horas por dia. Há relatos e mesas redondas reunindo autoridades, especialistas, economistas e empresários em qualquer canal e a qualquer hora do dia. Todos tentam trocar a crise em miúdos, para que qualquer criança a entenda. Mas, principalmente, tentam construir um discurso que ajude a minimizar a contaminação do sistema bancário português pela descrença que hoje atinge o sistema financeiro internacional. Para eles, os problemas de ordem prática são simples de serem resolvidos, mas a quebra da confiança no mercado financeiro é o que de pior poderia ter acontecido. É o pesadelo. Percebi que eles estão tiririca com os executivos financeiros norte-americanos. Se encontrarem um deles pela frente, acho que torcem o pescocinho de um. E não perdoam também as agências de risco. E, de fato, é muito estranho. Mas, desde então, elas entraram num silêncio funébre. Não é por coincidência, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Além dos noticiários e dos especiais sobre a crise, toda hora fazem uma rapidinha, tipo o Povo Fala. Aí entra o cidadão. A história é a mesma. Se entendi bem, porque não é tão simples assim captar o sotaque português, o que está acontecendo agora é uma bolha imobiliária, semelhante a que ocorreu nos Estados Unidos. A crise provocou uma forte desvalorização dos imóveis e quem financiou a compra da casa própria hoje está pagando uma prestação equivalente ao aluguel de duas casas, com uma sobra suficiente para ainda comprar um carro. Conclusão da história, estão abrindo mão do sonho, abandonando os imóveis, parando de pagar as prestações, alugando uma casa e, com o troco, mantendo o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;. Se o sistema financeiro habitacional vai suportar essa inadimplência, é o que vamos ver.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259410262949769058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SP0txMMqL2I/AAAAAAAAAoI/Iru3yhaMB5o/s400/Portugal+3+-+2008+154.JPG" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem vai querer?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Fora da TV e do rádio, a crise parece ainda maior. Os portugueses, já sabia disso, são chorões por natureza. Eles mesmos admitem. Preferem reclamar antecipadamente a ter de pagar um mico mais tarde. Faz parte da cultura, do jeito de ser português. Mas agora não é só um estado de espírito. Reclamam de coisas concretas. Queixam-se da falta de emprego, da falta de oportunidade e da incapacidade do país de oferecer aos seus cidadãos um nível de vida melhor, equivalente àquele dos demais países da União Européia. Nem pedem muito. A referência é a Espanha. Lá, o salário mínimo já é o dobro do de Portugal. Queixam-se do fechamento de fábricas e da redução das atividades comerciais e de prestação de serviço. É um quadro recessivo que vem se formando de cinco anos para cá, mas ninguém sabe direito o porquê. Alguns atribuem à políticas públicas mal conduzidas e à corrupção, mas não entram em detalhes.&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259410258992796482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SP0tw9dPk0I/AAAAAAAAAoA/qHerH1hMjis/s400/Portugal+3+-+2008+583.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Duas amigas que deixei em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois volto para colocar a conversa em dia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Em Sortelha, encontrei duas portuguesinhas muito especiais: Felismina e Encarnação. Já viveram muitas histórias, mas repetiram a mesma ladainha: nunca viram Portugal numa situação como a atual. Ficaram com os olhinhos brilhando quando disse a elas que trabalhava. Ficaram encantadas com esse fato e concordaram que o Brasil é um país abençoado. Não sei se me acharam muito incompetente para ser capaz de arrumar um emprego e daí o espanto ou se ficaram mesmo admiradas do mercado, num período de escassez, dar oportunidade para mulheres. Enfim, vai saber o que se passa na cabeça dessas meninas, mas elas concordam: a crise portuguesa foi provocada por políticas mal concebidas. &lt;em&gt;Veja só, não podemos mais criar ovelhas, não podemos mais fabricar nosso pão, não podemos plantar, não podemos nada. Só ficar aqui, fazendo essas cestinhas de brecejo, que ninguém compra&lt;/em&gt;. Depois dessa, claro, comprei dois cestinhos de lembrança. Adorei as duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seja qual for a crise que Portugal enfrenta, se versão 2.0 ou versão 2.8, o fato é que o país não transparece, para quem o visita, toda essa desolação. Pelo contrário, o país parece em construção. Por todo canto que andamos, existem obras a pleno vapor. E, da mesma forma que vimos muito anúncios de imóveis a venda, vimos muitos anúncios de emprego também. Talvez com salários não tão altos quanto gostariam, mas empregos. Enfim, como os portugueses gostam de dizer, tudo é &lt;em&gt;conforme for&lt;/em&gt;. Tudo pode ser que sim e pode ser que não. Depende. Para nós, brasileiros, pode ser que o quadro não seja tão grave, comparado com o que vivemos aqui. Mas, para eles, pode ser até mais grave do que imaginamos, quando comparado com o que eles vêem nos países vizinhos. Depende, né.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto é isso. Uma semana de boas notícias para todos nós, que estamos sempre precisando, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté. &lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: minhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-165571094126924998?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/165571094126924998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=165571094126924998&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/165571094126924998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/165571094126924998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/10/castou-pensar.html' title='Ca&apos;stou a pensar'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SP0twYerxhI/AAAAAAAAAn4/i3eqrADYI10/s72-c/Portugal+2+-+2008+009.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-1601097542180712794</id><published>2008-10-09T07:57:00.009-03:00</published><updated>2008-10-09T10:30:23.789-03:00</updated><title type='text'>A vida continua</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SO3uPFhZLsI/AAAAAAAAAnw/GoQQzcFtASs/s1600-h/Fotopati+Out+2008+054.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255118283158924994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SO3uPFhZLsI/AAAAAAAAAnw/GoQQzcFtASs/s400/Fotopati+Out+2008+054.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Indiferente a crise, o cão amigo aprecia a paisagem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Se não estivesse com as malas prontas e reservas confirmadas, acho que iria preferir ficar em casa, escondida debaixo da cama para que essa crise monstruosa, horripilante, beligerante, esquizofrênica e estrangeira nunca me encontrasse. Mas ficaria feio fazer isso, nessa altura da viagem. Depois de tudo combinadim, como dizem lá na terinha. Então, vamo que vamo! Vou tirar a crise do ar e torrar a vontade ou até onde puder ou até onde aguentar. Bacalhau de domingo a domingo, com muito azeite e cebola, regado a vinhos variados e arrematado com porções generosas de pastéizins de Belém e outros docitos similares, é tudo. Tudo o que favorece para a aquisição de mais algumas arrobas, como diz a Clará. Mas, como o tempo das vacas magras se aproxima, vamos relaxar, não é não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, vou ficar olhando a crise passar pela janela. Também esse mercado é muito chato. Normalmente já é ciclotímico. Uma hora tá de bom humor, dois minutos depois já ficou nervoso, daí mais um tempinho já acalmou outra vez e depois volta brabo que nem um pitbull e assim vai. E ninguém sabe o porquê de nada. Não sabe, mas fica todo mundo querendo adivinhar para tentar domar o bicho. Ah, ném! Agora, em crise, o mercado resolveu ficar obsessivo. Anda histérico, desorientado, estribuchando quem nem cão raivoso na lama. Espalhando o barro para tudo quanto é lado. Ah, ninguém merece, não é não? Como diria minha avó, me erra, menino. Vai catar gabiroba no matinho e muda de assunto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que não é nada tão simples assim. O mercado não vai nunca sair por aí catando gabiroba no matinho, não nasceu pra isso. Prefere os gráficos que sobem e despencam desesperados e descompassadamente ao sabor do desatino dos investidores. Portanto, não se iludam, o mercado jamais mudará de temperamento. Será sempre ciclotímico, mesmo sabendo que o caminho do meio, do equilíbrio, das linhas suavemente curvas é que garantem vida longa aos afortunados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não ser, a não ser que: em vez de dar a solução costumeira das grandes crises planetárias, que terminam sempre no confronto bélico, nossos líderes, se é que podemos chamá-los assim, encontrem uma saída harmônica, orquestrada, afinada, como sugerem que vão tentar. Mas nem só isso basta. Além de harmônica, é preciso ser inclusiva. Muita mais inclusiva do que gostariam, mas inclusiva. E é preciso ser criativa, inventiva e, como acredito piamente, inovadora. É preciso mesmo reiventar a roda. Mas, antes disso ou enquanto isso, uma medida é fundamental. Ninguém gosta que mexam no seu salário, mas é preciso, urgentemente, restringir o valor do bônus dos grandes executivos financeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os prêmios que recebem hoje, quem vai pensar no que virá amanhã? A guerra é no dia a dia. Eles se engalfinham que nem bestas feras para cumprir metas crescentes. Querem resultados já. Não importa como. E nesse afã, puseram no mercado um rolo inteiro de papéis podres. Depois, com a meta cumprida, pegaram seu bônus milionário, encheram os bolsos e foram embora, pousar noutras plagas. É assim que foi e assim que funciona desde sempre. Não que, nessa crise, os governos não tenham tido responsabilidade. Foram omissos nas regulamentações. Não que os investidores não tenham tido também sua parcela de responsabilidade. Foram cegos e gananciosos. Não que os empreendedores não foram também responsáveis ou irresponsáveis. Foram sim inescrupulosos, aceitando operações de alto risco. Mas, foram todos animados pelos executivos showmens. Ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, lamento, não vou parar para ficar assistindo esse espetáculo. A vida continua, indiferente aos demais. E eu vou seguir o meu destino, ora pois, pois. Por isso, estarei ausente alguns dias, mas voltarei cheia de novidades. Prometo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana boa de pescaria para todos. Deixem o mercado com a sua nervosia para ele mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até de repente, quem sabe. &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha, num engarrafamento de um dia qualquer&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-1601097542180712794?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/1601097542180712794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=1601097542180712794&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1601097542180712794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1601097542180712794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/10/vida-continua.html' title='A vida continua'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SO3uPFhZLsI/AAAAAAAAAnw/GoQQzcFtASs/s72-c/Fotopati+Out+2008+054.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-7395210203029430948</id><published>2008-09-30T07:04:00.003-03:00</published><updated>2008-09-30T09:23:50.937-03:00</updated><title type='text'>É preciso reinventar a roda</title><content type='html'>Nem queria me envolver, mas é díficil escapar do nosso destino ceciliano. Como ela, nascemos incumbidas de tomar conta do mundo e acabamos sempre metendo nossa colher no refogado dos outros. Não compartilho com a idéia de alguns de que quanto pior, melhor. Quanto pior, pior mesmo. Por isso, sempre fico estarrecida quando escuto o noticiário. Hoje mais ainda. Mas é inevitável reconhecer que a implosão do mercado financeiro internacional é uma crônica anunciada, pois os remendos que estão sendo aplicados para tapar as crateras que se abrem neste tecido globalizado seguem a mesma lógica com a qual ele foi costurado. E já sabemos, desde sempre, que nossa grande virtude é fatalmente e na mesma proporção também o nosso maior defeito. Para evitá-lo, a única saída é nos reiventarmos. E não é isso que se está buscando nas políticas que estão sendo propostas para enfrentar esse tsunami.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo perfeitamente o pacote apresentado por bush, o de sempre. Ele pensa exatamente como deveria pensar, dentro da mesma lógica com a qual foi concebida a globalização dos bancos. Embora nos pareça contraditório, a estatização da crise é uma prática que remonta ao início do capitalismo. Estado e mercado são filhos do mesmo pai. E a generosidade do governo americano, oferecendo ajuda a todas as instituições financeiras afetadas pela crise do crédito imobiliário dos bancos americanos, seja lá onde elas estiverem, está absolutamente dentro do cardápio globalizado. Seria incoerente se não fosse assim. Só não resolve, porque não se reinventa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também entendo perfeitamente a reação dos contribuintes americanos. Estão tão perplexos quanto nós e por uma única razão: não se identificam com esse mundo. Eles, como nós, estivemos à margem das decisões que tornaram possível a construção dessa globalização esvaziada de sujeitos e inspirada exclusivamente nas grandes corporações industriais e financeiras. Raramente, como li uma vez num texto de Néstor Canclini, conseguimos imaginar, nesse tempo todo, um local preciso de onde partiam as ordens. Era a voz do mercado. Era a voz do governo. Era a voz das grandes corporações. Não havia sujeitos, mas estruturas. Nunca alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa distância, entre o mundo das estruturas e o mundo dos sujeitos, nos torna inevitavelmente não-responsáveis por qualquer catástrofe, pois somos, desde sempre, impotentes para operá-la. Estamos distantes dos gigantes globais que se desdobram em meia dúzia de 10 ou 20 pelo mundo inteiro. Estamos distantes da política, que se rendeu aos interesses de um mercado fantasmagórico, sem rosto e sem nome. Bem distantes mesmo da política que deixou de ser o lugar de encontro das divergências, para se tornar um balcão de negócios. Estamos distantes dos governos, meros fantoches, submissos aos caprichos do mercado. E o pior é isso. Estivemos distantes, mas não estamos a salvo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos mesmo como escapar. Ninguém e todo mundo. Por isso me envolvo. Só fico pensando que, para enfrentarmos esssa crise, só há uma saída: teremos todos de nos reinventarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entrem em pânico, meninas. Uma semana de idéias mais originais para todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-7395210203029430948?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/7395210203029430948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=7395210203029430948&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7395210203029430948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7395210203029430948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/09/preciso-reinventarmos-roda.html' title='É preciso reinventar a roda'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-8628639299582168776</id><published>2008-09-22T23:06:00.008-03:00</published><updated>2008-09-23T07:20:51.321-03:00</updated><title type='text'>Crise de confiança</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SNhS3-bv68I/AAAAAAAAAnI/X-CjuDT_mt4/s1600-h/Gossip,+norman+rockwell[1].JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249036487305980866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 340px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 372px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SNhS3-bv68I/AAAAAAAAAnI/X-CjuDT_mt4/s400/Gossip,%2Bnorman%2Brockwell%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O disse me disse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Não estou nem um pouco preocupada com a crise financeira internacional. Eles lá que são bancos que se entendam. Essa crise não me pertence. Só pensei, assim bem distraidamente, porque não estou nem me dando ao trabalho, que ela poderia ser mais rapidamente resolvida se fosse transferida para o &lt;a href="http://www.mainlandbrasil.com.br/"&gt;Second Life&lt;/a&gt;. Acho que todos se sentiriam mais em casa, dos investidores aos devedores, passando pelos atravessadores. Ou será que alguém acredita que essas cifras que andam rolando no noticiário existem de verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não duvido da concretude da crise. Longe de mim tamanho radicalismo. Aliás, meu consultor para assuntos aleatórios já me convenceu disso faz tempo. As bolhas estavam apenas começando a estourar. Mas não conseguiu me provar que esse dinheiro todo existe de fato. Imagino que boa parte dele é mera ficção. Apostas. E ficção por ficção, o &lt;a href="http://www.mainlandbrasil.com.br/"&gt;Second Life&lt;/a&gt; acolheria a todos em sua praia, de braços abertos. Logo daria um jeito de um personagem anunciar uma nova rodada de lançamentos, com créditos novos, débitos novos e assim por diante. Infinitamente, sem nenhum lastro no mundo real. Exatamente como vem acontecendo, desde a derrota fragorosa dos Estados Unidos na guerra do Vietnan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro que essa opção não é muito razoável. Por isso bush, aquele, está preferindo enfrentar a crise de dentro da gráfica, rodando a maquininha. Quer enquadrá-la, custe o que custar. Para isso, já se dispôs a trocar os papéis podres que estão circulando no mercado global pelas velhas e boas verdinhas. Dinheiro vivo, &lt;em&gt;cash&lt;/em&gt;. E é aí que mora o perigo. Salvam-se os bancos e vão se os dedos e os anéis dos contribuintes americanos. De lambuja, vão acabar levando os nossos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que essa opção, da mesma forma, não é nada razoável. McCain, por exemplo, está desorientado. Não sabe nem o que dizer. Mas a última coisa que o mercado pede, nesse momento, é coerência. E, menos ainda, que sejamos razoáveis. Primeiro, salve-se todo mundo, ou seja, eles. Depois, quem quiser peça para rever as regras do jogo. Se é que elas existem. Mas, como ainda tem muita água nessa fervura, vou continuar acompanhando tudo só de longe, para não me queimar. Um dia peço alguém para me desenhar as estratégias de bush, o mesmo, para ver se consigo entendê-las. Um dia. Hoje não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos, muita calma nessa hora, pois dias melhores virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté, que tenho mais o que fazer. &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;a href="http://www.normanrockwell.com/index.php"&gt;Norman Rockwell&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-8628639299582168776?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/8628639299582168776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=8628639299582168776&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8628639299582168776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8628639299582168776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/09/crise-de-confiana.html' title='Crise de confiança'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SNhS3-bv68I/AAAAAAAAAnI/X-CjuDT_mt4/s72-c/Gossip,%2Bnorman%2Brockwell%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-6315184715140967090</id><published>2008-09-14T00:46:00.003-03:00</published><updated>2008-09-14T00:52:18.135-03:00</updated><title type='text'>Não somos loucos, somos únicos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SMyJ7DGbDeI/AAAAAAAAAl8/WkqAAAYI6lE/s1600-h/Agosto+2008+003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245719313517317602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SMyJ7DGbDeI/AAAAAAAAAl8/WkqAAAYI6lE/s400/Agosto+2008+003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ópera de Arame&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os ingleses continuam em forma. Não sei o que seria de mim, se não fossem eles. Sempre que sinto que estou prestes a enlouquecer, são eles que me socorrem. Provam incontestavelmente a minha normalidade, não apenas porque são muito mais loucos que eu, mas porque demonstram que aquilo que achava que era loucura é absolutamente normal. Desta vez, foram os pesquisadores da Universidade de Portsmouth que vieram me resgatar. Tenho uma péssima memória para fatos passados. Também não sou boa para guardar nomes nem fisionomias, mas tenho estratégias bem eficientes para me proteger de micos. E fotografias. Milhares, que não me deixam esquecer os bons momentos que já vivi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em compensação tenho lembranças incríveis de coisas que nunca me aconteceram. Reconstituo histórias inteiras, personagens que nunca existiram, cidades onde nunca estive, sonhos que nunca sonhei. Me lembro perfeitamente de casas que nunca habitei. Das salas compridas e escuras, dos quartos com três janelas, de portas que se abrem para cômodos que não sabia que existiam. Me lembro de uma árvore que jamais vi, gigantesca, frondosa, de pequenas folhas verdes, quase negras, sem flores, sem frutos, sem nada, mas com uma sombra imensa e acolhedora. Às vezes me ocorre que essa árvore inexistente é aquela onde Alice estava quando lia seu livro e viu um coelho correndo passar e sumir dentro de um toca aberta no chão. Mas Alice nunca esteve recostada no tronco dessa árvore. Quando viu o coelho, estava sentada no barranco, junto à sua irmã. Mas ainda assim, acho que ela poderia muito bem estar sob a sombra dessa árvore.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Meu caçula me disse uma vez que essas lembranças não são invencionices, são lembranças de vidas passadas. Às vezes, ele é muito místico. Eu sou muito prática. Acho que são apenas flashs do passado que se misturam. Mas seja o que for, não é loucura. &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080910_memoriafalsaestudo_np.shtml"&gt;James Ost&lt;/a&gt;, pesquisador da Universidade de Portsmouth provou que todos nós somos capazes de recordar memórias de coisas que nunca existiram. No experimento, ele entrevistou 300 pessoas sobre as recordações que guardavam do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Atentado_em_Londres_de_7_de_julho_de_2005"&gt;atentado ao ônibus em Tavistock Square&lt;/a&gt;, em Londres, ocorrido no dia 7 de julho de 2005. As entrevistas foram feitas três meses após o atentado, um prazo bem razoável para garantir que as lembranças ainda estivessem bem vivas. Um exercício bem facilzinho, considerando que a série de explosões que atingiram o sistema de transporte público da cidade naquele dia, bem na hora do rush, teve uma repercussão internacional, provocou 52 mortes, deixando cerca de 700 pessoas feridas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O resultado foi surpreendente. Para minha avó, apenas óbvio. Dos entrevistados britânicos, 40% afirmaram ter visto imagens de um circuito interno de televisão no momento da explosão do ônibus, enquanto 28% afirmaram ter assistido a uma reconstrução computadorizada do evento. No entanto, nenhuma das duas imagens do ataque existe. Ost concluiu, então, que as memórias "não são perfeitas. Não são como uma fita de vídeo que você pode rebobinar e assistir novamente para lembrar com perfeição". As pessoas fantasiam, enganam a si mesmas ao acreditar que viram coisas que jamais poderiam ter sido vistas, já que nunca existiram. Ou seja, Ost concluiu o que a sabedoria popular sempre soube: quem conta um conto aumenta um ponto. Minha avó sempre me alertou para isso. E mesmo antes dela me avisar, nós, crianças, já sabíamos disso. Quem nunca brincou de telefone sem fio? Até meus meninos, que são novos, já passaram por essa experiência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas não menosprezo o experimento de Ost. A prova científica tem um valor inestimável. E resgatar essa discussão no mundo contemporâneo tem uma importância ainda maior. Somos bombardeados, diariamente, por milhões de informações, vindas de todas as partes do mundo. Mas essas histórias que assistimos ao vivo e a cores, como se fossem reais, fatos de fato, são apenas histórias, como Ost provou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por isso, amigos, fiquem espertos. Quando saírem por aí navegando ou quando se acomodarem em frente à televisão para assistir ao noticiário, não se esqueçam: desconfiem! Dêem um desconto, subtraiam. O pior que pode acontecer é surgir uma nova história. Nem mais nem menos fantasiosa que aquela que vocês acabaram de ver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma bela semaninha, de lembranças inesquecíveis de tudo aquilo que nunca viram nem nunca viveram.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Inté&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: do Topi, em Curitiba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-6315184715140967090?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/6315184715140967090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=6315184715140967090&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6315184715140967090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6315184715140967090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/09/no-somos-loucos-somos-nicos.html' title='Não somos loucos, somos únicos'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SMyJ7DGbDeI/AAAAAAAAAl8/WkqAAAYI6lE/s72-c/Agosto+2008+003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-2582679063019302599</id><published>2008-09-04T23:26:00.008-03:00</published><updated>2008-09-05T20:30:00.835-03:00</updated><title type='text'>Esposa dedicada</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SMCemANCPhI/AAAAAAAAAbs/GyYEXjJBjxk/s1600-h/Norman+Rockwell"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242364341986147858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SMCemANCPhI/AAAAAAAAAbs/GyYEXjJBjxk/s400/Norman+Rockwell%27s.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Minha amiga, que vive assoberbada como eu, teve uma idéia. Para ela, nós mulheres, deveríamos ter também uma esposa dedicada. Assim, quando voltássemos do trabalho, encontraríamos a casa em ordem, com todas as providências encaminhadas, os filhos já assistidos e as gavetas arrumadas. Teríamos tempo de sobra para nos estirarmos numa poltrona, esticarmos as pernas e suspirarmos aliviadas com o fim do dia. É uma idéia, só não sei se é boa. Já pensou, amiga, a gente chegando em casa, depois de um dia estafante, e ainda termos de ouvir a ladainha fastidiosa dos problemas corriqueiros de uma casa? Ou você acha que ela vai fazer com perfeição tudo aquilo que fazemos mais ou menos sem nem reclamar? Claro que vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho uma esposa dedicada, mas tenho uma aliada na minha república. Ela procura fazer tudo da melhor maneira possível, embora o seu melhor esteja bem aquém daquilo que eu mesma considero como sendo o melhor. Quando entro em casa, na hora do almoço, sempre correndo, ela não perde a oportunidade. Em tom de ameaça, ela já vai me avisando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Óh, o gás já está quase acabando!&lt;br /&gt;-....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me diga, amiga, o que eu posso fazer se o gás está quase acabando? Acabou? Não, não acabou. Está quase, mas não acabou. Então, precisava de me ameaçar com esse detalhe irrelevante? Não, mas ela faz questão de me colocar a par dessa situação, como se estivéssemos correndo um risco incalculável. Me lembra, a todo instante, que está faltando alguma coisa em casa: fermento biológico para fazer massa de pizza; toddy, para fazer um bolo de chocolate com cenoura; iogurte natural para fazer um frango indiano e pimentão vermelho para dar um toque colorido na salada. Às vezes desconfio que, no fundo, no fundo, ela até gosta quando falta tanta coisa lá em casa, assim ela pode ficar no arroz com feijão, sem dor na consciência. Mas não deixa de me cobrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não vamos nos iludir, amiga. A nossa esposa dedicada acabaria também reclamando muito, cobrando despropositadamente, nos ameaçando, assim que puséssemos os pés dentro de casa. Nem acho que esse é um comportamento só das mulheres não. Desconfio que é uma característica da espécie humana. Estamos sempre reclamando de alguma coisa. Olha essa história do petróleo. Nós, brasileiros, vivíamos resmungando pelos cantos, questionando como era possível nossos vizinhos terem tanto petróleo e o Brasil uma merreca de reservas. Aí, alguém descobre que é provável que o Brasil tenha muito mais petróleo do que jamais imaginou. Ficamos satisfeitos? Claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que acha que as reservas dos novos poços na baía de Santos estão superestimadas. Outras, que as reservas do pré-sal são inexploráveis, tamanho o investimento que terá de ser feito no desenvolvimento de tecnologias apropriadas a sua extração. E outras acham que o Brasil deu um grande azar. Foi dar de encontrar petróleo justo agora que o preço está em baixa! Quem entende isso? Todo mundo sabe que, daqui pra frente, e nos próximos cem anos, dificilmente encontraremos energia barata. Ou não? Mas, para reclamar, vale até se esquecer desses detalhes irrelevantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as Olimpíadas? Lembra? Aquelas crianças lá, se esforçando até a última gota de sangue, disputando com os melhores de todas as partes do mundo, e nós aqui, tripudiando, menosprezando, ridicularizando o empenho de cada uma delas. Queríamos era mais, muito mais. Nem bronze nem prata. Só ouro e olhe lá. Por isso, fico cismada de que gostamos mesmo é de reclamar. Queixar ao bispo. E nem somos só nós, brasileiros. Olhe os americanos. Estavam danados com bush, aquele. Todas as pesquisas apontavam esse descontentamento. Aí encontram um candidato à presidência do império que agrada a gregos e troianos. Ficam felizes? Não. No dia seguinte já começam a reclamar. O cara nem foi eleito, nem assumiu nada e já foi avaliado. Não será um bom presidente, não tem experiência, é indeciso, é confuso, é isso, é aquilo. Todo mundo reclamando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser? Só pode. Por isso, amiga, acho que uma esposa dedicada é uma idéia, só não sei se é boa. Acho que prefiro continuar do jeito que sempre foi, eu reclamando de mim só comigo mesma, envolve menos gente e faz menos confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté de repente ou quando der.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.normanrockwell.com/index.php"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Norman Rockwell's&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-2582679063019302599?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/2582679063019302599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=2582679063019302599&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2582679063019302599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2582679063019302599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/09/esposa-dedicada.html' title='Esposa dedicada'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SMCemANCPhI/AAAAAAAAAbs/GyYEXjJBjxk/s72-c/Norman+Rockwell%27s.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-7279861049928716242</id><published>2008-08-21T23:10:00.007-03:00</published><updated>2008-08-22T22:10:19.958-03:00</updated><title type='text'>Vivendo e aprendendo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SK4k2jpyBmI/AAAAAAAAAbk/i3-tpvEV7NY/s1600-h/Agosto+2008+091.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237163936380487266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SK4k2jpyBmI/AAAAAAAAAbk/i3-tpvEV7NY/s400/Agosto+2008+091.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sherazade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Já aprendi muita coisa inútil na vida. Por exemplo, fritar ovos sem quebrar a gema. Sei que assim ficam mais gostosos, mas é inútil. Estender a cama sem deixar pregas no lençol. Fica bonito, mas é indiferente. Desenho geométrico. Gastei boas tardes da minha vida traçando mosaicos coloridos em degradé, para nada. Escrever de trás pra frente. Não tem a menor utilidade, embora seja divertido. Os nomes de todos os ossos do corpo humano. Absolutamente inútil, mesmo porque, já mudaram todos eles. A fórmula quadrática de Sridhara. A não ser para resolver folhas e folhas de papel almaço, com centenas de equações de segundo grau, não me serviu para mais nada. As mitocôndrias: organelas citoplasmáticas, membranosas, cuja principal função é gerar energia através da síntese do trifosfato de adenosina. Inútil. Outros conhecimentos foram tão irrelevantes, que nem me lembro mais deles. Só muito vagamente: compostos orgânicos; complexo de Golgi; cinemática; estática; hidrostática e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me arrependo de ter acumulado tanto conhecimento inútil, mas acho razoável quando alguém questiona os conteúdos obrigatórios dos currículos de ensino fundamental e médio das escolas brasileiras ou de qualquer outra parte do mundo. É sempre muito desagradável ter de controlar a nossa curiosidade e deixar escapar milhões de idéias que andam soltas pelo mundo, só para não perder o foco. Ainda hoje dá uma tristeza danada quando tenho de desconversar as histórias compridas que meus meninos inventam de me contar, só para reconduzi-los aos livros que os aguardam em cima da mesa ou às folhas e folhas de deveres que se acumulam dentro da mochila. Por que concordamos todos, em algum momento que não sei exatamente quando foi, que, para ser alguém na vida, temos de aprender exatamente as coisas que aprendemos nas escolas? Por que não outras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprender a cuidar de uma horta, a refogar um arroz, a levantar uma parede, abrir uma janela, a costurar uma roupa, a ser amigo, a namorar, a conversar e outros conhecimentos banais, mas que são fundamentais para nossa sobrevivência? Por que não percorrer novos caminhos, para onde aponta a nossa curiosidade? Aprender um tico de quase nada sobre o universo infinito, sobre física quântica, biogenética, teoria do caos, análise multivariável e outros mistérios da vida? Por que não? Essa deve ter sido a pergunta que os pais de Jonatas e Davi se fizeram, antes de tirar seus dois filhos da escola e oferecer a eles a opção de se formarem em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois meninos, de 14 e 15 anos, moram no município mineiro de Timóteo. Desde 2006, estudam em casa, com o apoio dos pais, Cleber e Bernadeth, e de professores particulares, quando necessário. Aprendem retórica, dialética, gramática, aritmética, geometria, música e duas línguas estrangeiras - inglês e hebraico. É pouco? A Justiça achou que sim. No início deste agosto, os dois meninos tiveram de se submeter a oito provas, elaboradas por 26 professores da rede pública municipal e estadual da pequena Timóteo, para demonstrarem que são bons no que fazem. Foram mais de cem questões, abertas e fechadas, sobre as disciplinas da 5ª, 6ª e 7ª séries do ensino fundamental. Um Enem dirigido. Ainda não sei como Jonatas e Davi se saíram, mas não tenho dúvidas de que deverão ter um bom desempenho, se não nas provas, na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a nossa Justiça precisava se explicar melhor. Certamente, ela deve ter tido bons argumentos para justificar sua intervenção nesse caso, apesar de se tratarem de crianças que estão plenamente assistidas pela família e apoiadas por uma rede alternativa de educadores, monitorada permanentemente pelos pais. Não sei quais foram, mas devem ter sido bons para mobilizar tanto esforço. E quais deverão ser os argumentos dessa nossa Justiça para se omitir tão vergonhosamente na defesa dos direitos de milhares de brasileirinhos, abandonados na sua santa ignorância? Por que ela não está atrás dos pais desses meninos que estão vagando soltos nas ruas, a léguas e léguas de distância da escola? Por que não está investigando a qualidade do ensino que é repassados a milhões de outros brasileirinhos, que estão regularmente matriculados nas escolas, mas saem de lá sem mal saber ler? Será que é porque esse é um problema maior do que sua capacidade de solucioná-lo? Será que é porque não dá conta mesmo de resolvê-lo e aí melhor fingir não vê-lo? Melhor enfrentar Jonatas e Davi, um problema menor, se é que são mesmo um problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São essas perguntinhas bobas que ficam martelando na minha cabeça. Uma hora dessas, perco o foco e mergulho nas histórias de Jonatas e Davi e na dos milhões de brasileirinhos para ver se entendo as razões da nossa Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semaninha dedicada aos conhecimentos inúteis e irrelevantes, mas saborosos o suficiente para atrair a nossa curiosidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha. Obra de Hilal Sami Hilal, exposta no Palácio das Artes. Uma hora conto a história dele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-7279861049928716242?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/7279861049928716242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=7279861049928716242&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7279861049928716242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7279861049928716242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/08/vivendo-e-aprendendo.html' title='Vivendo e aprendendo'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SK4k2jpyBmI/AAAAAAAAAbk/i3-tpvEV7NY/s72-c/Agosto+2008+091.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-1134114444216348697</id><published>2008-08-18T20:03:00.008-03:00</published><updated>2008-08-18T20:55:45.677-03:00</updated><title type='text'>Um incelença entrou no paraíso</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SKoFDYhFFWI/AAAAAAAAAac/syZSLpOFODg/s1600-h/0,,15302478-GDQ,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236003072450565474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SKoFDYhFFWI/AAAAAAAAAac/syZSLpOFODg/s320/0,,15302478-GDQ,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mesmo que estivesse com tempo para parar e pensar um pouquinho, não conseguiria escrever nada mais bonito nem melhor do que esse texto, escrito por meu pai, no último sábado, dia 16, em homenagem a seu amigo Dorival Caymmi. Por isso, nem vou me dar ao trabalho. Mesmo gostando de inventar moda e de caçar palavras para tentar expressar as coisas que passam pela minha cabeça, nesse caso, acho que seria perda de tempo. O texto já está pronto e não gasta reiventar a roda.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Abro aqui uma cessão de espaço para compartilhar com meu pai essa homenagem a Caymmi. Se quiserem, celebrem conosco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças de Caymmi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1945 eu trabalhava como auxiliar do Departamento Artístico da Rádio Nacional. Era o meu primeiro emprego, presente do José Mauro a pedido de meu pai em seu leito de morte. Tinha 17 anos e estava deslumbrado com a oportunidade de conhecer e conviver com os maiores astros e estrelas do rádio daquela época. O elenco da Nacional era fantástico: Francisco Alves, "o Rei da Voz"; Orlando Silva, "o cantor das multidões"; Emilinha Borba, "a favorita da Marinha"; Marlene, "a rainha do rádio"; Almirante, "a maior patente do Rádio"; isto sem falar na turma do rádio-teatro:Ismênia dos Santos, Paulo Gracindo, Isis de Oliveira, Rodolfo Mayer, Celso Guimarãese muitos e muitos outros e outras... Mas, faltava um que meu pai admirava muito e eu, por herança, admirava também, não só por herança, mas porque as músicas que ele compunha e cantava eram diferentes das que os cariocas compunham e cantavam. As dele tinham um quê de saudade, de doçura, de balanço de rede. Estou falando de Dorival Caymmi, que era da Rádio Tupi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época a Nacional tinha um programa chamado "Um milhão de melodias" que nos corredores era conhecido como o "Coca-Cola". Era uma versão tupiniquim do "HitParade" americano. Seu produtor era o José Mauro, acolitado pelo Paulo Tapajós e pelo Haroldo Barbosa. A regência da orquestra era do Maestro Radamés Gnatalli, também autor dos arranjos. Ia ao ar na quarta-feira, às nove e trinta e cinco da noite e terminava às dez horas, impreterivelmente pois às dez tinha a última edição do dia do famosíssimo "Repórter Esso". Eu tinha uma missão importante naquele programa: cronometrava o tempo dos arranjos durante o ensaio, para evitar que ele ficasse aquém do, ou ultrapassasse, o horário estipulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter suas músicas apresentadas no "Coca-Cola" era o sonho de compositores e cantores pois valia como um diploma de sucesso.Um dia - era uma sexta-feira - entra na sala do José Mauro ninguém menos do que Dorival Caymmi. Os dois trocaram um abraço, começaram um bate-papo sobre música e o José perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caymmi, você tem alguma música nova?&lt;br /&gt;- Acabei uma hoje de manhã. Ficou bonitinha...&lt;br /&gt;- Canta um pedacinho.&lt;br /&gt;- Sem violão não tem graça - disse Caymmi.&lt;br /&gt;- Isto não é problema, disse o José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dirigindo-se a mim, mandou que buscasse um violão na sala do Almirante, que ficava ao lado. O baiano pegou o violão, deu um dedilhado, acertou a afinação, e cantou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina, morena, Marina&lt;br /&gt;Você se pintou&lt;br /&gt;Marina você faça tudo&lt;br /&gt;Mas faça o favor&lt;br /&gt;Não pinte esse rosto&lt;br /&gt;Que eu gosto&lt;br /&gt;Que eu gosto e que é só meu&lt;br /&gt;Marina, você já é bonita&lt;br /&gt;Com o que Deus lhe deu&lt;br /&gt;Já me aborreci,&lt;br /&gt;Me zanguei,&lt;br /&gt;Já não posso falar&lt;br /&gt;E quando eu me zango, Marina&lt;br /&gt;Não sei perdoar&lt;br /&gt;Eu já desculpei tanta coisa&lt;br /&gt;Você não arranjava outro igual&lt;br /&gt;Desculpe, morena, Marina&lt;br /&gt;Mas eu tô de mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O José ficou entusiasmado: &lt;em&gt;Muito boa! Vamos lançar no Coca-Cola quarta-feira!&lt;/em&gt; Roberto, chama o Alexandre Gnatalli (era irmão do Radamés e trabalhava no arquivo musical) para ele transcrever a melodia, e você datilografa a letra. Assim foi feito e, hoje, com muito orgulho, posso inserir no meu currículo este título honroso: "Primeiro datilógrafo de Marina"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando mais tarde fui trabalhar na Tupí, ficamos amigos e guardo com muito carinho o livro "Cancioneiro da Bahia", prefaciado pelo Jorge Amado e ilustrado pelo Clovis Graciano, reunindo letras e comentários do Caymmi, que tem uma dedicatória em que ele diz: "Para o Roberto, com a amizade do Dorival Caymmi. Rio - fev. 1948".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caymmi, meu caro, peço a Deus que lhe dê uma nuvem, uma rede e um violão, para que à noite você faça uma serenata para as estrelas cantando suas músicas cheias de doçura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: pescada na internet&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-1134114444216348697?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/1134114444216348697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=1134114444216348697&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1134114444216348697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1134114444216348697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/08/um-incelena-entrou-no-paraso.html' title='Um incelença entrou no paraíso'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SKoFDYhFFWI/AAAAAAAAAac/syZSLpOFODg/s72-c/0,,15302478-GDQ,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-5750906261445943977</id><published>2008-08-10T23:10:00.009-03:00</published><updated>2008-08-12T20:08:36.066-03:00</updated><title type='text'>Senhora do mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJ-gACSEWAI/AAAAAAAAAZc/kWLY2G1yqNo/s1600-h/olimpiadas+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233077214500902914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJ-gACSEWAI/AAAAAAAAAZc/kWLY2G1yqNo/s320/olimpiadas+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não perdi nem boicotei a abertura dos Jogos Olímpicos de 2008. Adiantei tudo que dava para adiantar e atrasei tudo que sobrou para fazer só para não ficar de fora da festa. Sabia que os chineses não se contentariam apenas em bater o ponto nessa solenidade. A nova senhora do mundo aproveitaria a oportunidade para se apresentar à galera globalizada em rede, ao vivo e a cores. E foi isso que fez. Nos deu uma boa mostra do que será daqui pra frente. Eu fiquei hipnotizada, mas não sozinha. Fomos mais de 4 bilhões de pessoas no mundo inteiro que não descolamos os olhos do televisor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJ-g54TSPeI/AAAAAAAAAZ8/OWNXt27OrqA/s1600-h/olimpiada+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233078208254066146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJ-g54TSPeI/AAAAAAAAAZ8/OWNXt27OrqA/s320/olimpiada+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Então vamos nos acostumando. Se já estamos achando o mundo muito cheio de gente, as ruas entupidas de carro, os bares entornando pelo ladrão, os corredores dos supermercados abarrotados de donas de casas, os pontos de ônibus parecendo saída do Mineirão em dia de clássico, podemos nos preparar, teremos saudades desse tempo. A Era Beijing não terá lugar para &lt;em&gt;petit comité&lt;/em&gt;. Ou iremos todos juntos ou não iremos. E &lt;em&gt;todos&lt;/em&gt; não é nós, é muitos e muitos e muitos mesmo. Muito mais que 2008 percursionistas juntos ou que milhares de etezinhos reluzentes, piscando no centro do palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem mais. Não é um &lt;em&gt;todos&lt;/em&gt; no meio desse empurra-empurra que estamos acostumados não. Haverá de ter muita disciplina. Os detalhes se tornarão fundamentais. Ou aprenderemos a ter movimentos harmoniosos e sincronizados ou teremos de ensiná-los um pouco da nossa avacalhação para conseguirmos interagir sem descompasso. Mas esse será o menor dos desafios que teremos de enfrentar na Era Beijing. O maior, talvez, será o de superar a superficialidade a que nos acostumamos durante o Império Americano. Teremos de aprender a ir fundo nas coisas, descer às raízes para nos lançarmos para o alto. Afinal, não vamos desperdiçar 5 mil anos de história ou vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233077223975743426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJ-gAllC78I/AAAAAAAAAZs/nIaJP30qY2E/s320/olimpiada+5.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto a Era Beijing não se instala, fico pensando nos problemas que teremos pela frente. Ninguém conseguiu responder, por exemplo, a dúvida do coordenador dos Jogos Olímpicos em Pequim. Como a China, com uma população de 1,3 bilhão de pessoas, não consegue arrumar 11 infelizes que saibam jogar um futebol minimamente apresentável? Isso é um problema. O que será mais que eles não dão conta de fazer? Também pensei, como a China, com tantos anos de janela, não conseguiu recuperar a tradição dos primeiros jogos olímpicos, suspendendo todos os conflitos em curso e firmando um período de trégua, durante os jogos, para o congraçamento dos países? Quem me explica esse destempero na Ossétia do Sul?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que entendi disso tudo é que o mundo não é tão pequeno assim quanto queriam me fazer imaginar. Os limites do mundo vão muito mais além da consciência que tenho dele. Nunca na minha vida tinha ouvido falar em Ossétia do Sul. Tudo bem, o último Almanaque Abril que comprei foi de 2006, mas podia já ter tido alguma notícia de Ossétia do Sul. E nunca. E isso me incomodou muito. E mais ainda, porque desconheço não apenas Ossétia do Sul, mas muitas outras regiões do mundo. Nunca tinha escutado falar, por exemplo, de Kiribati, Naurú, Lesoto, Eritréia e o escambau. Acho que na Era Beijing, o mundo ficará maior também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pudesse e se quisesse, poderia ficar por aqui digitando milhares e milhares de caracteres, formando centenas e centenas de palavras e frases com todas as idéias que me passaram pela cabeça, enquanto assistia a performance da nova senhora do mundo. Mas vou poupá-los. Vou desfrutar um pouco mais do mundo minimalista, enquanto ele ainda é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de trégua para todos e de boas vitórias para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: pescadas na internet.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-5750906261445943977?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/5750906261445943977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=5750906261445943977&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5750906261445943977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5750906261445943977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/08/senhora-do-mundo.html' title='Senhora do mundo'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJ-gACSEWAI/AAAAAAAAAZc/kWLY2G1yqNo/s72-c/olimpiadas+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-7780670199731541119</id><published>2008-08-06T21:54:00.004-03:00</published><updated>2008-08-06T23:28:51.724-03:00</updated><title type='text'>Perdi o trem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJpdiLwVp1I/AAAAAAAAAZU/dy8yT9N_2l4/s1600-h/beijing-2008.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJpdiLwVp1I/AAAAAAAAAZU/dy8yT9N_2l4/s320/beijing-2008.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231596758996723538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que estou ficando extemporânea. Essa é uma constatação bastante desagradável mas, ainda assim, prefiro admiti-la a ter de me esforçar para compreender os absurdos que tenho visto. Por exemplo: o McDonald's ser credenciado como restaurante oficial das Olimpíadas pela sétima vez consecutiva! Dá para entender? Desde 2001 que meus meninos, voluntariamente, renunciaram aos mclanche feliz, big mac e outros quarteirões do cardápio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast food&lt;/span&gt; da lanchonete símbolo dos EUA. Foi um ato político e eu não tenho nada a ver com isso. O mérito é das professoras da escola onde eles estudavam. De tanto ouvirem falar dos malefícios desse tipo de alimentação, eles acharam por bem renunciar ao McDonald's a ter de abrir mão de hambúrguers, refrigerantes, batatinhas fritas e outras delícias (ops!) da culinária americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, pobres mortais, ainda vá lá. De vez em quando, um hambúrguer com coca-cola até que cai bem. Mas pensem bem: um atleta, um medalha de ouro em ginástica olímpica, um judoca, uma das meninas do vôlei, um halterofilista, qualquer um deles, terminando os treinos e, ainda suando e se arrastando de cansaço, entrando num McDonald's e pedindo um Big Mac, seis embalagens de catchup e mais seis de maionese e um copão de coca. Isso é razoável? Estou absolutamente estupefacta com essa situação. Mas olho para os lados e não vejo ninguém se espantando. Pelo contrário, estão todos felizes por terem agora 1 bilhão de amigos chineses!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí está. Se já não consigo assimilar a condição do McDonald's como restaurante oficial das Olímpiadas pela sétima vez consecutiva, tenho ainda mais dificuldade para entender como ele conseguiu manter essa posição  em plena China. Não sou desinformada. Claro que sei que hoje existem centenas de McDonald's espalhados por aqueles país; que os chinezinhos, como  os brasileirinhos  e os francesinhos e  todos os inhos adoram comer besteiras. Sei disso. Sei que a China não é mais a China. Mas, por isso mesmo, não consigo entender como os chineses abriram mão de credenciar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;China in Box&lt;/span&gt; para abrigar um McDonald's. Por que perderam essa oportunidade, de divulgar a sua própria culinára?! Por que? Por que? Não entendo mesmo. Acho que perdi alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo: o anúncio da Lupo, dedicado ao Dia dos Pais. A peça repete o mesmo tema da última campanha: Lupo é tudo. Como assim? Lupo é tudo? Tudo o quê? Bom, mas isso é outra conversa. Vamos admitir que Lupo seja tudo, para resumir a história. Aí a musiquinha do dia dos pais vai listando tudo que um pai é. É forte, é amigo, é legal, é referência é não sei mais lá o quê, é tudo e, a certa altura, vem a pérola: pai é Lupo. Lupo é pai. Pai é Lupo? Lupo é pai? Como assim? Meu pai não é uma meia. Tenho certeza disso. Nem o pai dos meus filhos é uma meia ou qualquer coisa parecida. Também não acho que meia seja pai. Nem meia nem qualquer outro dos produtos Lupo. São todos muito bons, mas não são pai nem aqui nem na China. Ou são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram como estou confusa? E, quando fico confusa, viro um poço de dúvidas. Quem sabe esse anúncio é bom? Quem sabe não é isso mesmo? Lembram da coca-cola? Isso é que é! É o quê? Ninguém sabe, mas esse refrão vingou durante décadas. Estão vendo? A mesma lógica da falta de lógica. Quem sabe a Lupo tem razão? Quem sabe o anúncio é bom? Argh, estou muito confusa. Será que estou ficando muito rabugenta? Será que estou ficando extemporânea?  Ai ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana bem divertida para todos, na companhia  de um bilhão de amigos chinesinhos, todos de meinhas lupo, andando e pulando pela sala, beliscando hambúrguers e bebericando copões de coca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-7780670199731541119?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/7780670199731541119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=7780670199731541119&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7780670199731541119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7780670199731541119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/08/perdi-o-trem.html' title='Perdi o trem'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJpdiLwVp1I/AAAAAAAAAZU/dy8yT9N_2l4/s72-c/beijing-2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-575230364829928569</id><published>2008-08-04T23:48:00.006-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:40.776-02:00</updated><title type='text'>Andar, andei</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJfG_pv1mxI/AAAAAAAAAZM/MGNNXQtgplw/s1600-h/16+09+07+-+exposi%C3%A7%C3%A3o+028+editada+verde.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230868289054677778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJfG_pv1mxI/AAAAAAAAAZM/MGNNXQtgplw/s320/16+09+07+-+exposi%C3%A7%C3%A3o+028+editada+verde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Aposto que vocês andam pensando que estou em plenas férias, me esbaldando em alguma praia por aí, pulando ondas e fazendo nadica de nada o dia inteirinho. Ou então, embrenhada num canto de Minas, fazendo trilha em algum parque das Gerais e observando nuvens. Ou melhor, passeando pelo planeta, andando de um país pra outro, tropeçando na língua, estranhando temperos e me deslumbrando com as coisas exóticas das culturas alheias. Seria bom se fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acertaram só muito mais ou menos. Tirei mesmo cinco diazinhos de férias na última semana de julho e já foi uma boa temporada. Aproveitei, de fato, para ver o mar e pular ondas. Uma hora o ano novo precisava começar, não é? E me dediquei com afinco ao Nadismo. Não pensei nada de óbvio nem de inédito, nem nada rasteiro nem de inteligente. Até a medida do sal, preferi olhar na receita a ter de usar a minha intuição. E a cidade me ajudou muito. Estava às traças. Tão vazia, que a praia parecia nosso quintal. E o céu também colaborou. Estava azul pleno, sem nem uma nuvem para ser observada. Enfim, nesses míseros cinco diazinhos, acho que toquei a essência do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes disso, me fartei de palavras, papéis, apostilas, livros, words, excels, googles e essa tranqueira toda que temos de usar para ninguém ter dúvida de que estamos trabalhando com empenho e dedicação. Não tenho certeza se tive idéias criativas nessa temporada escrava, mas pelo menos consegui organizá-las em frases compreensíveis e textos razoavelmente lógicos. Se vão acrescentar alguma novidade é outra história, mas, enfim, terminei o que comecei. Só devo o trabalho final. Eu e todo mundo. Mas, para isso teremos tempo. Acho que já posso cantar vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto estive prisioneira no mundo das idéias, perdi completamente o contato com o mundo da vida. Mal ouvia falar dos milhares de acontecimentos que rolavam enquanto me debruçava sobre um monte de letras. Não lia nem manchete de jornais, quanto mais notícias e artigos assinados. Nem as imagens me interessavam. Se mal ouvia ou lia, menos ainda via. Perdi o fio da meada de tudo. Nem me lembro mais de bush, Obama, Hillary. Não dou notícia de Lula nem da sua turma. Perdi de vista os quase 400 mil candidatos a alguma coisa nas eleições de outubro. Nem sei quem vem por aí. Muito menos quem virá em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodada de Doha. Passo também. G-5, G-8, G-12, G-20, perdi a conta. No caixa do supermercado, só percebi que a inflação voltou, mas tive notícias, de longe, que já recuou, depois voltou de novo e não sei mais por onde anda. As bolsas subiram, desceram, caíram, despencaram e devem estar rastejando por aí. Ou não. Vai saber. O mundo continua crescendo, crescendo, crescendo. Mas também desacelerando. Pisando no freio, reduzindo a marcha. Talvez este seja o problema. Não sabe para onde ir. E se ele não sabe, muito menos eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ninguém precisa me contar, porque isso todo mundo sabe, é que toda hora as pessoas continuam morrendo no Iraque. Que a China continua liderando o ranking de qualquer coisa. Que o clima continua mudando. Que o trânsito continuou parado, mesmo enquanto esse bando de estudantes esteve de férias. Que Gérard Derpadieu continua sendo o ator preferencial de 9 entre 10 diretores de filmes franceses. Que o campeonato brasileiro de futebol continua indefinido porque hoje todos os times são igualmente ruins, exceto o Cruzeiro, claro, que é muito bom, mesmo estando numa fase, vamos dizer assim, meio mal. E que depois de um dia, vem sempre outro dia. Até quando, vai saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto nada muda, vou aproveitar para retomar o fio da meada e, quem sabe, voltar a pensar sobre essas coisas todas que ficam zumbindo no meu ouvido o dia inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma temporada mais branda para todos nós. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Inté. Sempre que tiver um tempinho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha. De um dia que não me lembro mais qual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-575230364829928569?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/575230364829928569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=575230364829928569&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/575230364829928569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/575230364829928569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/08/andarandei.html' title='Andar, andei'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SJfG_pv1mxI/AAAAAAAAAZM/MGNNXQtgplw/s72-c/16+09+07+-+exposi%C3%A7%C3%A3o+028+editada+verde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-2689659723766181799</id><published>2008-06-30T23:05:00.006-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:41.052-02:00</updated><title type='text'>Eterno brilho</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SGmS8vwRBHI/AAAAAAAAAXM/fPF3KCK4oII/s1600-h/Castello.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217863215594144882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SGmS8vwRBHI/AAAAAAAAAXM/fPF3KCK4oII/s320/Castello.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O repórter Carlos Castello Branco&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Navego cada vez menos na internet. Isso está virando um problema. Quem me salva são os amigos. Que vale que ainda os tenho. Um deles me deu a dica e fui lá conferir. Nem estava tão entusiasmada assim, mas bateu a curiosidade e não resisti. Fui revisitar a &lt;a href="http://www.carloscastellobranco.com.br/index.php"&gt;Coluna do Castello&lt;/a&gt;. Nunca fui leitora fiel do Carlos Castello Branco. Lia quando precisava. Mas quando lia gostava. Depois fui me acostumando, tomando gosto e fiquei mais freqüente. Lia quando precisava e também quando não precisava. Mas era um dia sim, outro não e olhe lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217863215435321074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SGmS8vKZjvI/AAAAAAAAAXU/vmUF8pzJAB0/s320/Paulo+Francis.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O provocador Paulo Francis&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Quando estava sozinha, preferia mesmo era a coluna do &lt;a href="http://paulofrancis.multiply.com/journal/item/28"&gt;Paulo Francis: Diário da Corte&lt;/a&gt;. Era publicada às quintas-feiras e aos domingos, primeiro na Folha de São Paulo e depois no Estadão. Francis e Castellinho não tinham nada em comum, mas gostava dos dois. Como diria minha avó: Castello e Francis eram duas belezas diferentes. E nessas leituras, muitas vezes panorâmica, me interessava menos pela notícia e mais pelo &lt;em&gt;como&lt;/em&gt; eles a trabalhavam. Castellinho era um clássico. Impossível não apreciar a sua leitura. Até hoje me cativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Francis já é outra história. Ou melhor, duas: sua leitura despertava paixão ou ódio. Não tinha meio termo. E isso era uma das coisas que me fazia preferi-lo. Mas, principalmente, o que mais gostava em Paulo Francis era a confusão mental que ele nos impunha. Com frases curtas e cortantes, ele discorria sobre vinte e cinco assuntos ao mesmo tempo e ainda concluía. Também apreciava o seu mau humor e a sua ironia sentinela. Hoje, fico pensando, essa preferência era uma coisa bem adolescente mesmo. Achávamos bacana aquele texto debochado, irreverente, bronqueado que ele tinha. No &lt;em&gt;como&lt;/em&gt; de Paulo Francis, me fascinava, especialmente, o ritmo do seu texto. Nos obrigava sempre a fazer uma leitura em alta velocidade. Isso até hoje me fascina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não costumo ser saudosista. Revisito, releio, rememoro, mas sem nostalgia. Relembro mais para conferir, para ver se continuo pensando igual pensava quando da primeira vez. Se ainda me emociono, se ainda gosto, se tudo que vi um dia ainda faz algum sentido para mim. E é impressionante como mudei nesse tempo todo. Mas relendo os dois jornalistas, desconfio que não mudei nada. Continuo gostando dos dois e apreciando neles o que já apreciava. Aliás, acho que hoje gosto mais. Sinto falta deles e mais ainda de tudo o que eles representaram para todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a figura do jornalista está em decadência. Posso estar blasfemando, mas essa é a minha percepção. As pessoas têm birra de jornalista. Criticam a nossa superficialidade, nossa generalidade, nossa imprecisão, nosso texto, muitas vezes, descuidado e, não raro, simplificador. Até concordo com algumas dessas críticas, mas por outros motivos. Me aborrece ainda mais a desvalorização do trabalho dos jornalistas dentro das organizações. Desde o advento do marketing, mais vale uma imagem que uma informação. Sem matéria prima para trabalhar, ficamos sem identidade e sem direção. Relendo Castellinho e Francis, tenho certeza de que estamos mesmo com um problemão nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os dois nos iluminem e olhem por nós lá de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de grandes &lt;em&gt;leads&lt;/em&gt; para todos nós. &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: Pescadas nos links deste post&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-2689659723766181799?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/2689659723766181799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=2689659723766181799&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2689659723766181799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2689659723766181799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/06/eterno-brilho.html' title='Eterno brilho'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SGmS8vwRBHI/AAAAAAAAAXM/fPF3KCK4oII/s72-c/Castello.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-4719845373657210212</id><published>2008-06-22T23:54:00.004-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:41.179-02:00</updated><title type='text'>Navegar é preciso</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SF94NqyWxVI/AAAAAAAAAXE/qUs_VLdZyok/s1600-h/universo+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215019069737452882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SF94NqyWxVI/AAAAAAAAAXE/qUs_VLdZyok/s320/universo+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem do Hublle pescada na internet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Na primeira cena do filme Xeque Mate (2006), dirigido por Paul McGuigan, Goodkat, personagem interpretado por Bruce Willis, conversa com um rapaz no saguão de um aeroporto. Não é uma conversa boa. Mas ele diz uma frase que, depois descobri, é a chave para entender o filme. Goodkat chega do nada e se aproxima do jovem. Olha pra ele e diz: &lt;em&gt;tudo tem a sua hora&lt;/em&gt;. Isso é muito verdadeiro. Nem precisava dizer, mas é que por ser óbvio e banal demais, acabamos nos esquecendo que, antes de tudo, isso é muito verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhem só a nossa situação hoje. Vivemos num planeta que está se deteriorando ao vivo e a cores, no Jornal das 10. Uma hora é a terra que treme, outra hora treme de novo. Quando não treme, são as geleiras do Ártico que se desprendem de onde estão e descem água abaixo se derretendo que nem sorvete na mão de uma criança. E quando não são as geleiras, é um furacão, um tornado, um ciclone que passa, deixando tudo de perna pro ar. Onde fazia frio, está fazendo um calor de rachar, onde era quente está nevando. Uma tragédia. Uma tragédia anunciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem adianta Al Gore avisar, nem o IPCC alertar, cobrar, ameaçar. Ninguém detém o avanço do mercado. Nem aqui nem na China. E dá-lhe madeira abaixo, e puxa água daqui e puxa água dali, e solta fumaça, levanta poeira e solta fumaça, o importante é produzir. Comida, roupa, brinquedo, remédio, carro, casa, batedeiras, liquidificadores, forninhos, fogões, sapatos, ipods, iphones, games, laptops, tratores, e assim por diante. Depois, pega tudo isso e joga fora. E começa tudo de novo. E amontoa o lixo num canto. Montanhas de lixo. &lt;em&gt;E vamo que vamo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa situação, definitivamente, não é das melhores. Vivemos num mundo que está se perdendo ao vivo e a cores, no Jornal das 10. Já não cabemos mais no planeta. Eramos 6,6 bilhões de pessoas até alguns minutos atrás. Antes de 2012 já teremos chegado a 7 bilhões fácil, fácil. Por enquanto, ainda estamos mais ou menos sossegados. Cada um no seu canto. Mas é por pouco tempo. No ano passado, o número de refugiados, de pessoas que deixaram sua terra por conta de guerras, dos desastres naturais, em busca de melhores condições de vida ou por outra razão qualquer, já foi recorde. Foram quase 38 milhões de pessoas que saíram andando pelo mundo, atrás de uma Pasárgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as porteiras do mundo globalizado estão se fechando. E não é por falta de humanidade não. É que a situação anda complicada pra todo lado. As oportunidades estão rareando até no paraíso e, nessa hora, cada um se defende como pode. Olhem os Estados Unidos, o sonho de consumo de todos. Estão desorientados, com uma recessão econômica batendo a sua porta desde o último verão ou até antes disso. E o pior é que esse desconforto não é só deles. É de todos nós, porque o que acontece por lá repercute no mundo inteiro. Olhem a inflação. Não está querendo voltar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, estamos todos atados nessa rede. Todos os grandes problemas que temos para enfrentar nos próximos quinze minutos, não são apenas nossos, mas de todo mundo. Ninguém escapa dessa sozinho. Por isso me lembrei de Goodkat. Tudo tem sua hora. Não sei se é uma idéia de direita ou de esquerda. Se é reacionária ou revolucionária. Se é arriscada ou se é o caminho natural. Só sei que é um desafio também. Que é difícil pra caramba. Que é quase impossível, se a olharmos do mesmo lugar onde estamos hoje.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar de todos os pesares, dos poréns e do fuzuê que irá provocar, se tiver de ser assim, estou cada vez mais convicta de que não teremos outra saída. A hora é agora. Ou inventamos um jeito de pensar o mundo como um todo indivisível, sem fronteiras nem barreiras, ou vamos ficar remendando até o fim dos tempos. O que não está longe. Só um governo mundial pode dar conta de resolver os problemas que temos hoje. Da superpopulação às mudanças climáticas. Da inflação às guerras. E de tudo mais. É difícil, mas não é impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando que, depois dessa semana, ficou até mais fácil. A descoberta dos astrônomos suíços e franceses, de três superterras ao redor de uma estrela fora do Sistema Solar; a confirmação da existência de gelo na superfície de Marte; e o anúncio do governo japonês de novos investimentos em missões espaciais, admitindo até a possibilidade de bancar projetos que visem contatos com extraterrestres, redimensionam de maneira bastante concreta a nossa importância no universo. Não somos mais apenas nós com nós mesmos. Mas nós com todos os que estão por vir. Esse é o novo paradigma que poderá nos acudir e, quem sabe, nos redimir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semaninha de grandes navegações para todos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-4719845373657210212?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/4719845373657210212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=4719845373657210212&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4719845373657210212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4719845373657210212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/06/navegar-preciso.html' title='Navegar é preciso'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SF94NqyWxVI/AAAAAAAAAXE/qUs_VLdZyok/s72-c/universo+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-8637904492934872813</id><published>2008-06-14T23:10:00.008-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:41.458-02:00</updated><title type='text'>Ombro amigo</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SFR8nWWFemI/AAAAAAAAAW0/kjnWTdy-7FM/s1600-h/junho+2008+188.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211927684229462626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SFR8nWWFemI/AAAAAAAAAW0/kjnWTdy-7FM/s320/junho+2008+188.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma luinha solitária, num céu azul, cortado por falsas nuvens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(102,102,102); TEXT-ALIGN: right"&gt;“A globalização atual não é irreversível. Agora que estamos&lt;br /&gt;descobrindo o sentido de nossa presença no planeta, pode-se&lt;br /&gt;dizer que uma história universal verdadeiramente humana&lt;br /&gt;está, finalmente, começando." (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IzTjR_X47pc&amp;amp;feature=related"&gt;Milton Santos&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Vi o &lt;a href="http://video.globo.com/Videos/Player/0,,GIM840971-7759-BENTO+XVI+QUEBRA+PROTOCOLO+E+RECEBE+BUSH+NOS+JARDINS+DO+VATICANO,00.html"&gt;Papa Bento XVI&lt;/a&gt; passeando nos jardins do Vaticano ao lado de bush, aquele que foi e já não sabe mais o que é. Não entendi nada, pra variar. Aliás, ando entendendo muito pouco de quase tudo. Mas isso é outra história, bem desinteressante, por sinal. Por isso prefiro só ficar olhando o papa passeando com bush e não pensar em mais nada. Nem ousar imaginar o óbvio, que estavam ali só pousando pra inglês ver. Nem arriscar uma piada, que bush procurou Bento XVI só pra negociar seus pecados e garantir uma sombrinha no céu. Nem inventar um mistério, que os dois estão juntando forças só para derrotar o dito. Prefiro só ficar olhando. De mentirinhas, estamos atolados até o pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem pensar, acabo, no entanto, pensando. Não há nada de excepcional nem de desprezível no fato de dois homens se encontrarem. Ainda que esses homens sejam, cada um na sua praia, influentes e poderosos. Talvez, por isso mesmo, precisem um do outro. Não para se tornarem ainda mais influentes e poderosos, pois já nem são tanto assim e nem poderão ser mais. Mas, talvez, simplesmente para desabafar. Quem não precisa? Quem sabe se encontraram para admitir, um para o outro, sua impotência diante de um mundo que anda caminhando cada vez mais com suas próprias pernas? E ainda que cada vez menor, pois mais e mais embaralhado nos fios da rede global, um mundo mais livre para &lt;a href="http://diplo.uol.com.br/2008-06,a2422"&gt;inventar novas tramas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mesmo nada de muito grandioso no encontro de dois homens solitários no poder. Dois homens e seus títulos, influentes e poderosos, mas já nem tanto assim. Do alto de suas torres olham o mundo e confirmam: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wMJ8m8gk8vs&amp;amp;feature=related"&gt;está desassossegado&lt;/a&gt;. Se olham e admitem, não sabem mais como acalmá-lo. Pois nem o mundo quer mais se acalmar. Se agita e se arvora atrás de novas saídas. Não quer mais andar sob a mira de um fuzil, mas também não quer deuses para apontar caminhos. Esse mundo, virado de ponta a cabeça, quer andar sozinho. Abandonado a sua própria sorte. Por isso mesmo, talvez, bush e Bento XVI precisem um do outro. Não são as melhores pessoas para se aconselharem, mas na falta de companhias, um ombro se ajeita bem no outro. Que fiquem em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(102,102,102); TEXT-ALIGN: right"&gt;“Estamos diante de um novo encantamento do mundo, no&lt;br /&gt;qual o discurso e a retórica são o princípio e o fim. Esse&lt;br /&gt;imperativo e essa onipresença da informação são&lt;br /&gt;insidiosos, já que a informação atual tem dois rostos, um&lt;br /&gt;pelo qual ela busca instruir, e um outro, pelo qual ela&lt;br /&gt;busca convencer. Esse é o trabalho da publicidade”&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CAKGmK5kc6E&amp;amp;feature=related"&gt;Milton Santos&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4&amp;amp;eurl=http://www.orkut.com/FavoriteVideos.aspx?uid=9221063108330851585"&gt;Inté.&lt;/a&gt; (obrigada, Cacá!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Minha, do fim de tarde deste sábado, cheio de coisas pra fazer,&lt;br /&gt;mas que preferi não fazer nada. Só observar falsas nuvens no céu.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-8637904492934872813?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/8637904492934872813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=8637904492934872813&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8637904492934872813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8637904492934872813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/06/ombro-amigo.html' title='Ombro amigo'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SFR8nWWFemI/AAAAAAAAAW0/kjnWTdy-7FM/s72-c/junho+2008+188.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-3678981963675079830</id><published>2008-06-08T20:23:00.008-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:41.835-02:00</updated><title type='text'>Nas nuvens</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SEyUc7QtQzI/AAAAAAAAAVs/5AEu0JCRV54/s1600-h/junho+2008+028.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209702093625836338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SEyUc7QtQzI/AAAAAAAAAVs/5AEu0JCRV54/s320/junho+2008+028.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trilhas nos céus de Belo Horizonte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem tudo é o que parece. Olhem essas nuvens. Não são nuvens. São trilhas de condensação, formadas no rastro de aviões que se deslocam em grande altitude. Gavin Pretor-Pinney, autor do &lt;a href="http://www.travessa.com.br/GUIA_DO_OBSERVADOR_DE_NUVENS/artigo/3c965a0a-9a85-4458-8b36-97dea594bac0"&gt;Guia do Observador de Nuvens&lt;/a&gt;, considera essas trilhas como nuvens. Ele é bem tolerante. Gavin encontrou até uma finalidade para as trilhas de condensação. Elas podem ajudar na previsão do tempo. Quando essas permanecem no céu e se espalham, isso pode indicar que o ar na região mais alta está úmido e em ascensão, o que acontece na iminência de uma frente de calor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209701731307067794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SEyUH1hLmZI/AAAAAAAAAVc/ygLWFdTugrE/s320/bienal+039.jpg" border="0" /&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209704366607873490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SEyWhOx2tdI/AAAAAAAAAV8/ez-Ctuq1CrQ/s320/bienal+036.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Num final de tarde, em pleno fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem tudo é o que parece nem o que a gente imagina. Olhem essa outra nuvem. Quando vimos essa formação no céu, pensávamos que estávamos diante de um fenômeno raro e inexplicável. Bobagem. São apenas nuvens nacaradas, só mais bonitas do que todas as demais por serem assim, coloridas. Gavin explica exatamente como elas são formadas, mas não vou aborrecê-los com essa história. O que interessa é que ele confirma que as nacaradas já não são nem tão raras quanto imaginávamos. Estão se tornando cada vez mais comuns, embora isso ele não saiba porque. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E na política também é assim. Nem tudo é o que parece e nem o que a gente imagina. Alguém chegou até a dizer uma vez que a política é como as nuvens, muda a todo instante. Por isso também nos confunde. Não sei se foi o Magalhães Pinto ou se foi o Tancredo Neves, mas tanto um quanto outro poderia ter dito isso e teria dito com conhecimento de causa. Como hoje todos nós podemos repetir essa história e estaremos repetindo com conhecimento de causa. Olhem a nossa situação. A cada meia hora, o mapa da política brasileira se mostra diferente. As alianças partidárias que se formam para as eleições de outubro se configuram cada hora de um jeito diferente. Se desfazem e se refazem a todo instante. Só não sabemos por que. Mudam ao sabor apenas do humor e interesse das cúpulas partidárias e dos gabinetes dos governantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A nós eleitores, só nos cabe observar, espantados, as mudanças nesse mapa, assim como observamos as nuvens que sobrevoam os céus da cidade. E são tantas as conformações de siglas possíveis nesse cenário, que é difícil conceber um espectro ideológico tão variado quanto, para dar sustentação a todas essas negociações. Por isso desconfio que, como as nuvens, muitas dessas alianças não são o que parecem e nem o que imaginamos ser. Mas vai saber o que serão. Será que um dia saberemos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma semana antenada a todos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: São minhas, nem pensem. Estão nos arquivos do Observatório de Nuvens&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-3678981963675079830?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/3678981963675079830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=3678981963675079830&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3678981963675079830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3678981963675079830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/06/nas-nuvens.html' title='Nas nuvens'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SEyUc7QtQzI/AAAAAAAAAVs/5AEu0JCRV54/s72-c/junho+2008+028.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-6201802454874175835</id><published>2008-06-04T00:30:00.008-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:42.022-02:00</updated><title type='text'>Do alto de um muro bem alto</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.israelpinheiro.org.br/textos/minas-fundamentos.php"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207863908962778146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SEYMofxNvCI/AAAAAAAAAU8/4JPBS1CEgtk/s320/minas-fundamentos01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Benedito Valadares, à direita de Juscelino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Reza a lenda que o movimento separatista do Triângulo Mineiro foi definitivamente desacreditado em 1934, quando era governador de Minas Benedito Valadares. Diante da pressão crescente dos prefeitos da região e em meio a manifestações que reuniam mais de 5 mil pessoas na praça da pequena Uberaba, o governador enviou, por meio de um amigo, um recado curto e grosso aos insurgentes:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não seja por isso. Diga a eles que Minas adere!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou desconfiada que Evo Morales não terá outra saída. Mais cedo ou mais tarde, será forçado a repetir o mesmo gesto de Benedito Valadares e, antes que a Bolívia se dissolva num mar de intrigas, anunciará sua adesão ao movimento separatista dos governadores de oposição. Liderando as regiões mais ricas do país, esses governadores obtiveram vitórias importantes nos referendos realizados em Santa Cruz, Beni e Pando e estão conquistando o apoio popular à opção pela autonomia. Evo tem minimizado esses resultados, alegando que as abstenções são muito altas também. E é verdade, mas não anula o resultado positivo dos referendos. Por isso fico pensando que Evo não terá como escapar, a não ser aderindo ao movimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hillary, por exemplo, já pensa nessa possibilidade. A história é outra, mas a situação é a mesma. Ou não? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, guardadas as devidas proporções, até nós corremos o risco de ter de assistir a mais uma versão dessa lenda. Se não ficar esperto, o PT vai acabar atropelado em plena Praça Sete. Antes de ter de se render aos fatos, melhor seria aderir a eles, como fez Benedito Valadares. Até mesmo sem conhecer as entranhas dessa história, pois essas são inalcansáveis e só compreensíveis no contexto da política mineira. Eu, particularmente, não sou contra nem a favor, muito antes pelo contrário, mas reconheço: a proposta de se formar uma aliança entre PT e PSDB para disputar as eleições de outubro próximo já é fato consumado em Belo Horizonte. As letras poderão até mudar de lugar, mas a essência da proposta não mudará e nem seus personagens. Só um acidente de percurso, da ordem dos furacões e terremotos, poderá desestabilizar essa dobradinha. O risco sempre existe, pois política é como nuvens e o humor dos eleitores muda sem aviso prévio, mas os astros, parece, vão torcer a favor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowFotos.action?destaque.idGuidSelect=D0FCA5EC84994CCBA99929172A70538D"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207863916977005938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SEYMo9n9JXI/AAAAAAAAAVE/-FlWeHCxdSo/s320/GD0FCA5EC84994CCBA99929172A70538D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Lula e FHC, nos velhos tempos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, os dois partidos têm uma trajetória que muito mais os aproxima do que distancia, haja vista os governos de Fernando Henrique Cardoso e Lula. A própria biografia de seus quadros reforça essa leitura. Apesar das diferenças, FHC, Lula, Serra e assim por diante são muito mais dessemelhantes do que adversários. Tomaram caminhos diferentes, fizeram escolhas que os distanciaram , mas nada que a história não possa juntar de novo. E visto desta maneira, parece mais inverossímil as alianças do PT com o PMDB e outros Ps do que com o PSDB. E, da mesma forma, do PSDB com o DEM, com o PMDB de Quércia e outras variações em torno do mesmo tema. A proposta de Belo Horizonte não é, portanto, uma proposta de todo estapafúrdia, como querem fazer parecer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fora tudo isso, resta ainda e sempre uma terceira via, radical, pra direita ou pra esquerda, ao gosto do freguês. Como não estou com pressa, vou fazer como Benedito, esperar pra ver como é que fica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma semana olhando o mundo de cima de um muro bem alto, mais alto que o mais alto de todos os muros do mundo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inté&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: pescadas na internet. Os links, acredito, estão nas fotos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-6201802454874175835?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/6201802454874175835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=6201802454874175835&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6201802454874175835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6201802454874175835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/06/do-alto-de-um-muro-bem-alto.html' title='Do alto de um muro bem alto'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SEYMofxNvCI/AAAAAAAAAU8/4JPBS1CEgtk/s72-c/minas-fundamentos01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-6063738021623234259</id><published>2008-05-28T23:11:00.004-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:42.191-02:00</updated><title type='text'>Tudo que tenho de fazer</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SD4XF9eGRHI/AAAAAAAAAU0/J90UT3dBm6s/s1600-h/abril+2008+085.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205623610454459506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SD4XF9eGRHI/AAAAAAAAAU0/J90UT3dBm6s/s320/abril+2008+085.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Queria um dia no ritmo de uma carroça &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Continuo atolada de coisas para fazer. Se não estivesse, estaria aqui mais vezes. Se não estivesse, estaria lendo um livro de poesia ou arrumando uma gaveta ou vendo um filme, ouvindo uma música, jogando conversa fora, andando por aí ou qualquer outra coisa parecida. Mas estou mesmo atolada de coisas para fazer e isso me aborrece muito. Às vezes suporto e eventualmente até curto estar assim tão ocupada. Eventualmente, mas, de fato, só muito raramente, pois prefiro muito mais não ter o que fazer e inventar uma bobeira qualquer para passar o tempo, do que ficar enrolada numa teia de coisas para fazer que não acaba nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E exatamente porque estou assim, com uma lista interminável de coisas para fazer, urgentes, urgentíssimas e super urgentíssimas, é que não tenho tido oportunidade para estar aqui mais vezes. Mas, como dizem os meninos, vai passar. Enquanto não passa, tiro férias de 10 minutos ao longo da manhã, outros 10 no meio da tarde e mais 10 no início da noite e vou tocando o barco. Quando sobra tempo rio um pouco, xingo outro tanto e saio fora do ar para me concentrar melhor e tentar terminar tudo que tenho de fazer mais rápido do que está previsto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tudo que tenho de fazer já está me chamando de volta. E por isso já vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um restinho de semana só de divagações para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté, quando for possível outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha, numa manhã de plena quarta-feira, já no sufoco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-6063738021623234259?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/6063738021623234259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=6063738021623234259&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6063738021623234259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6063738021623234259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/05/tudo-que-tenho-de-fazer.html' title='Tudo que tenho de fazer'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SD4XF9eGRHI/AAAAAAAAAU0/J90UT3dBm6s/s72-c/abril+2008+085.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-3976027653038928471</id><published>2008-05-13T22:54:00.005-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:42.762-02:00</updated><title type='text'>Vira folha</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SCsOxFWKRhI/AAAAAAAAAUk/DfnO1aZv5yM/s1600-h/marina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200266431140873746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 340px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" height="217" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SCsOxFWKRhI/AAAAAAAAAUk/DfnO1aZv5yM/s320/marina.jpg" width="364" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Marina Silva com sua indefectível écharp (pescada na internet)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Agora fiquei preocupada outra vez. A terra está tremendo de 15 em 15 dias, cada hora num lugar diferente. Tremendo e soltando fogo de suas entranhas, espalhando cinzas nos céus do Norte e do Sul. Os italianos e chilenos sabem muito bem disso. E agora mais essa. &lt;a href="http://www.senado.gov.br/web/senador/marinasi/marinasi.htm"&gt;Marina Silva &lt;/a&gt;desistiu. Não poderia ter tido notícia pior. Justo neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no lugar dela, acho, também teria desistido. Nem resistiria tanto tempo. Por isso, Marina Silva foi, antes de tudo, uma forte. Não acredito que ela seja insubstituível, ninguém é, mas todos somos, de uma certa forma. Cada um de nós tem um jeito de fazer as coisas que é próprio só de cada um mesmo e, nesse sentido, somos insubstituíveis. Mas, tem certas horas, que temos de assumir essa condição, de substituíveis, como única possibilidade de mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SCsOKFWKRgI/AAAAAAAAAUc/j4sDgtaEs7o/s1600-h/0,,11595321-EX,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200265761125975554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="249" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SCsOKFWKRgI/AAAAAAAAAUc/j4sDgtaEs7o/s320/0,,11595321-EX,00.jpg" width="217" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acho que é nisso que &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u401435.shtml"&gt;Marina Silva &lt;/a&gt;estava pensando quando escreveu a sua carta de demissão. Ela sabe da urgência das mudanças que são necessárias para enfrentarmos os tempos que virão. Sabe, o que não queremos saber, dos riscos que estamos correndo. Sabe dos dramas que já estamos vivendo. Ela sabe o angu de caroço em que nos metemos. Talvez saiba até inventar um jeito de fazer uma polenta desse angu, mas entre saber e fazer vai uma distância. E aí é que está. Por isso desconfio que Marina deve conhecer muito bem também a força dos interesses que impedem os governos de tomar decisões impopulares. &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/05/12/ult4909u3651.jhtm"&gt;Evo&lt;/a&gt;, por exemplo, não sabe ou não teria feito a besteira que fez e nem repetido a besteira maior, concordando com o referendo para avaliar a popularidade dos governantes durante o mandato, o chamado referendo revocatório. (Veja na foto pescada na internet: Evo e seu dedinho em riste!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SCsNd1WKRfI/AAAAAAAAAUU/YYNpk6NdN60/s1600-h/hillary-clinton-in-rolling-stone.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200265000916764146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px" height="245" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SCsNd1WKRfI/AAAAAAAAAUU/YYNpk6NdN60/s320/hillary-clinton-in-rolling-stone.jpg" width="284" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas, talvez, assim como Marina, Evo deve estar pensando que chega uma hora que é melhor mesmo desistir, recuar, jogar a toalha e deixar outros, mais crentes, tentarem o que vínhamos tentando. Lamento muito a saída de Marina Silva, mas não tenho dúvida de que ela continuará no&lt;em&gt; front&lt;/em&gt;, mobilizando nossas vontades para fazer alguma coisa acontecer. De Evo, ainda não sei. Agora é com os bolivianos. Eles é que precisam saber. Pensando bem, pensando nas peças que recuam no tabuleiro, para tentar avançar, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u363392.shtml"&gt;Hillary&lt;/a&gt;, como Evo e Marina, deveria também rever sua disposição férrea e ceder. Até eu estou fazendo isso, porque Hillary não pode, essa reles mortal como todos nós? E se fizer, será mais uma junto com tantas outras. Olha que isso vai acabar virando modinha. (Veja na foto pescada na internet, Hillary e seus dois dedinhos em riste!)&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Então vou admitir. Não tive a sorte de colecionar acertos nas minhas divagações sobre as eleições americanas. Por isso, aceitei o conselho do &lt;a href="http://web.mac.com/marpimenta/diplomacia_bossa_nova/diplomacia_bossa_nova/Entradas/2008/5/5_Yes,_we_can.html"&gt;Márcio &lt;/a&gt;e fui me informar melhor sobre os dois candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos. Apostei numa possibilidade de mudanças na política norte-americana, apenas com uma mudança de gênero. Mas, definitivamente, hoje isso é irrelevante. &lt;a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2008/04/o_curriculo_de_obama_no_senado.php"&gt;Obama&lt;/a&gt;, de fato, me surpreendeu. Muito mais do que Hillary. Nem tanto pelos projetos que apresentou no Senado, mas pela leitura que faz do mundo. A sua compreensão da diversidade como um atributo importante para as sociedades contemporâneas, muito mais do que as lutas pelos direitos de um grupo, faz uma diferença brutal em relação a Hillary. Enfim, também recuei, desisti e mudei de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é assim. Ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté não sei quando, porque ando apertada de costura.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-3976027653038928471?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/3976027653038928471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=3976027653038928471&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3976027653038928471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3976027653038928471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/05/vira-folha.html' title='Vira folha'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SCsOxFWKRhI/AAAAAAAAAUk/DfnO1aZv5yM/s72-c/marina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-674591920114483139</id><published>2008-04-27T22:49:00.003-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:42.920-02:00</updated><title type='text'>Declaração de voto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SBUzDVI-gKI/AAAAAAAAATs/Pai-ahHw1-E/s1600-h/eleitores+americanos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194113877549154466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SBUzDVI-gKI/AAAAAAAAATs/Pai-ahHw1-E/s320/eleitores+americanos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou retirando o meu voto de apoio a Hillary Clinton e, por hora, nem penso em transferi-lo para ninguém mais. Vou continuar acompanhando as eleições americanas com grande desinteresse, mas ainda vou, por vício ou por saber que, mesmo perdendo posições no tabuleiro da política e da economia mundial, os Estados Unidos continuará sendo, por um bom tempo, uma liderança importante nos salões internacionais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não cheguei a me decepcionar com Hillary. Nunca esperei dela mais do que ela fosse capaz. Nem passou pela minha cabeça, por exemplo, que Hillary fosse além de conversas limitadas com o presidente iraniano, Ahmadinejad, para resolver o impasse entre os dois países. Já sabia que Obama seria mais ousado e McCain ficaria em cima do muro. Alguém ainda acredita, em sã consciência, que em plena campanha eleitoral os três candidatos fariam um debate sério e profundo sobre essa questão? Bobos somos nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Também não me assustei quando ela afirmou categoricamente que destruirá o Irã se Mahmoud e sua turma vier a atacar Israel, durante um possível governo sob sua liderança. O que mais esperavam que ela dissesse? Nem sei de onde saiu essa conversa, mas tem um tom de provocação quase inquestionável. Ou não. Sabemos que os americanos são fissurados em temas belicosos. Convivem bem com isso. E Hillary deu a resposta que todos esperavam ou gostariam de ouvir. Não é o tema que mais me agrada, pelo contrário, odeio, mas sei relevar meus sentimentos, para tentar entender uma dada situação qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Então não foi por isso e nem por conta de nenhuma outra discussão mais relevante entre Hillary e Obama ou entre a senadora e McCain que decidi retirar dela o meu voto de apoio. Tomei essa decisão porque estou ficando cismada que nem um dos nomes que estão postos para essa disputa tem demonstrado criatividade suficiente para propor um programa de tipo novo para os Estados Unidos. Estão repetindo as mesmas respostas prontas que qualquer candidato mais chifrim seria capaz de repetir. Nem Hillary nem Obama nem McCain conseguiram, até agora, construir um discurso de campanha inovador e nem um programa mais inventivo para abordar os velhos problemas da sociedade americana. Não estão conseguindo mudar o enredo da história daquele país e, por isso, não é difícil imaginar o final desse espetáculo. Já caímos na mesmice.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estou também me desinteressando desta eleição porque, além de tudo, os três candidatos que estão no páreo não conseguem, sequer, ter uma atitude nova em relação ao eleitorado. Tratam a política como se fosse um bem a ser adquirido no supermercado de celebridades e transformaram-se, eles mesmos, em produtos perecíveis que precisam ser adquiridos rapidamente e imediatamente consumidos, de preferência no calor da disputa, pois, no dia seguinte, claro, todos já os terão esquecido. Assim, transformaram o cidadão americano em meros consumidores da política. E não é de hoje, mas por isso mesmo me aborrece. Pensei que poderiam fazer diferente. Isso eu pensei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Agora, tem uma coisa. Sinceramente, não sei se conseguirão estender por muito tempo seus prazos de validade. Eu, pessoalmente, já cansei de todos eles. O eleitor americano, provavelmente, ainda vai suportá-los por mais um tempo, mas cismo outra vez que ele também poderá perder a paciência antes do prazo final. Veremos. Ou talvez, quem sabe, o eleitor americano conseguirá se articular de tal forma que será capaz de dar um novo rumo a essas eleições, surpreendendo os próprios candidatos? Sabe-se lá. Melhor aguardar mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa. Nós, no Brasil, não costumamos aprender com a história. Repetiremos um mesmo erro zilhões de vezes, se tivermos oportunidade. Às vezes, no entanto, surpreendemos e espero que estejamos num desses momentos. Nossos partidos políticos, PSDB e PT, especialmente, deveriam se mirar nesse exemplo americano, para se preparar para as eleições de outubro próximo e para as próximas que virão. A redução do debate político à mera disputa de nomes ou posições no tabuleiro eleitoral não passa desapercebido ao eleitor. O excesso de esperteza traduzida em jogadas cada vez mais antecipadas podem, da mesma forma, cansar o eleitor e afastá-lo para mais longe ainda da política do que já estão. E a excessiva exposição, nos meios de comunicação, dos candidatáveis para essa e para as próximas eleições de 2010, acabará por implodi-los antes mesmo que venham a ser. Espero, portanto, que não fiquem se achando demais, como estão, pois acabarão se perdendo no meio da travessia antes mesmo que a caminhada se inicie. E, pior que perdidos, entrarão para história muito mal acompanhados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Respondi &lt;a href="http://web.mac.com/marpimenta/diplomacia_bossa_nova/diplomacia_bossa_nova/Entradas/2008/4/24_Elecciones_dos_EE.UU..html"&gt;Márcio&lt;/a&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de profunda reflexão para todos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Até de repente, quando for possível.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ilusração: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.normanrockwell.com/artwork/gallery_patriotic.htm"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Norman Rockwell&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-674591920114483139?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/674591920114483139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=674591920114483139&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/674591920114483139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/674591920114483139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/04/declarao-de-voto.html' title='Declaração de voto'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SBUzDVI-gKI/AAAAAAAAATs/Pai-ahHw1-E/s72-c/eleitores+americanos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-454749267300217238</id><published>2008-04-23T18:11:00.003-03:00</published><updated>2008-04-26T19:37:30.484-03:00</updated><title type='text'>7.5 de preocupação na escala richter</title><content type='html'>&lt;p&gt;Meninas, acho que deus desistiu mesmo da gente. Da primeira vez, achei que tivesse sido só uma distração. Depois ouvi mais uma vez, mais outra e agora de novo: a &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL422225-5598,00-TREMOR+FOI+O+MAIOR+DOS+ULTIMOS+DEZ+ANOS+DIZ+PESQUISADOR.html"&gt;terra tremeu&lt;/a&gt; em São Paulo, Rio de Janeiro e já nem sei mais onde não tremeu. Sinceramente, não estávamos preparadas para isso, estávamos? Crescemos num país tropical, abençoado por deus e bonito por natureza, lembram? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Claro que não levávamos muito a sério essa crendice, pois víamos com nossos olhos outros milhões de problemas esparramados para tudo quanto era canto do país. Mas lá no fundo da alma, lá bem no fundo mesmo, agradecíamos a deus, todas as manhãs, por não termos de enfrentar, além desses problemas, o mau humor da natureza, com seus vulcões cuspindo fogo, furacões varrendo tudo que viam pela frente, terremotos virando o mundo de cabeça pra baixo e outros destemperos mais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E agora? Será que ele desistiu de nos poupar? Se desistiu, o que será mais que virá, além de ciclones nos mares do Sul, terremotos e trombas d'água? Ou será que, como antes, deus não tem nada com isso. Pensando bem, acho que ele está mesmo fora dessa. Os especialistas que se virem para explicar o que está acontecendo. Esses senhores, aliás, poderiam deixar de por panos quentes, de dizer que foi um tremorzinho de nada, que essa história de o Brasil ser uma terra abençoada é mito e coisa de ignorante e tal e usar as mesmas letras para desvendar esse mistério, não é não? Tá certo que esse tom ameno é mais reconfortante, mas desconfio que até eles já estão ficando cismados com essa série de coincidências.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Olhem só, reconheço, e até anuncio, que não entendo nada de placas tectônicas, mas vi num mapa captado no google que a fronteira leste da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Placa_Sul-americana"&gt;placa sul-americana&lt;/a&gt;, provavelmente a responsável pelos tremores ocorridos na costa sul brasileira, faz limite divergente com a placa africana, ou seja, as duas se movem em direções e sentidos opostos. Quando uma placa se move para cá, a outra vai pra lá, entenderam? Se é assim, por que a terra tremeu só aqui, perto de nós, e não tremeu do outro lado também? É uma dúvida que me ocorreu. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas tenho outras mais. Fico matutando que esse tremor pode não ter sido provocado pelos movimentos naturais das placas tectônicas, movimentos que ocorrem a milhares e bilhares de anos. Tanto que já fomos África um dia, só desgarramos. Vocês sabem disso. Mas esses tremores agora são diferentes. Tem um tempo que já penso nesse risco que vínhamos correndo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pensem bem, meninas. Imaginem uma torta em camadas: biscoito champagne, creme amarelo, gelatina de framboesa, salada de frutas e chantili ou suspiro. Não se preocupem com os ingredientes, foi só para ilustrar, jamais faria toda essa mistura. Mas imaginem essa torta sendo servida e um digníssimo qualquer aceitando. Só que o espertinho quer apenas o creminho amarelo. Você vai lá, cutuca de um lado, cutuca de outro e, com jeito, tira o creme amarelo para o digníssimo. O que vai acontecer com a torta? Vai despencar. Ou não vai?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E o que é que a Petrobrás vem fazendo, cada vez com maior afinco, na &lt;a href="http://www.anp.gov.br/brasil-rounds/round7/round7/mapas/Santos_r7_A3.pdf"&gt;Bacia de Santos&lt;/a&gt;, naquela área toda que se estende do Sul do Espírito Santo e desce até o Sul do país? Ela está tirando o creminho amarelo da torta, está criando um vazio de nada entre as diversas camadas da crosta terrestre. Ou não está? E se está, o que podemos esperar que vai acontecer? Em algum momento, a camada superior vai despencar, como na torta, e assim uma a uma todas as que estiverem acima do vazio deixado pela Petrobrás, até chegar aquela onde tocamos com nossos pés. Concordam? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois é. Alguns vão dizer que sabiam que isso não daria certo de jeito nenhum. Outros, mais otimistas, vão garantir que agora é que tudo vai começar a dar certo. É o progresso chegando, gente! São as passadas gigantes do desenvolvimento, fazendo a terra toda tremer. Ou não são? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ah, nem! Ai ai, viu? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma restinho de semana só no balanço da rede, debaixo de uma mangueira, no meio do quintal ou na varandinha 3 x 3, no sétimo andar de um prédio, no centro da cidade. Mas no balanço da rede. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-454749267300217238?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/454749267300217238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=454749267300217238&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/454749267300217238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/454749267300217238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/04/75-de-preocupao-na-escala-richter.html' title='7.5 de preocupação na escala richter'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-1009321107351950473</id><published>2008-04-22T20:32:00.004-03:00</published><updated>2008-04-22T22:05:49.414-03:00</updated><title type='text'>Uma declaração possível</title><content type='html'>Muita calma nessa hora. Papéis não têm asas nem pernas. Não podem sair por aí se escondendo, escapando por frestas de janela e desaparecendo no meio do nada. Mesmo que a gente se esqueça de onde exatamente os colocamos, mais cedo ou mais tarde, os encontraremos lá, onde já não sabíamos mais que estavam, mas de onde nunca saíram. As vezes aparecem nos lugares mais improváveis, onde jamais os guardaríamos. Mas é que, de quando em vez, acontece também de não guardarmos os papéis na hora em que os recebemos. Abrimos o livro que está nas nossas mãos e os depositamos ali, ingenuamente, acreditando que, depois, lembraremos de arquivá-los numa pasta. Doce ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é quando inventamos lugares alternativos. Um envelope, dentro de uma pasta qualquer, junto com outros papéis, de outras espécies e de diferentes ordens, no fundo de uma gaveta, debaixo de uma porção de outras coisinhas que vamos juntando ao longo do ano, como uma rolha de champagne, uma canetinha roxa, uma miniatura da igrejinha da Pampulha, um livreto de propaganda da Elvira Matilde, álbuns de fotos já bem antigas, estojos de lata de cores variadas e mais badulaques e badulaques. Aí vira um filme de horror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se está dentro de um livro, temos uma chance de sairmos vitoriosos. Basta nos lembrarmos das obras que lemos durante aquele ano e folheá-las rapidamente. Fatalmente esses livros estarão à vista, na fileira da frente da estante, encaixados sobre os outros livros ou na mesinha de cabeceira ao lado da nossa cama. Aí é só escolher um e começar. Num instante, o papel que procuramos salta da história e cai nas nossas mãos. Mas escondido sobre os livros na estante, no meio de recortes de jornais, de textos impressos que guardamos para ler um dia, entre bloquinhos com anotações de palestras que jamais conseguiremos recuperar, a perspectiva é quase desanimadora. É mais uma tarefa insana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, muita calma nessa hora. Muita calma e foco. É fundamental não perdermos o objetivo de nossas buscas. Ao saírmos procurando os papéis que estão em lugar incerto, porém seguros, temos uma tendência forte de querer fazer aquela faxina que adiamos desde o final do ano anterior. Abraçamos um monte de papéis velhos e empoeirados e jogamos em cima da mesa, dispostos a jogar tudo no lixo. Mas o primeiro recorte de jornal já é um risco alto de desvio. Ler a primeira linha da matéria é a certeza de que iniciaremos uma longa viagem. As anotações de palestras são piores ainda. São um amontoado de palavras soltas, pedaços de frases, rabiscos que têm o dom de acionar nossas lembranças de ouvido. Aí ficamos tentados a reconstituir aquelas falas e podemos ficar até a madrugada inteira com aquele caderninho na mão, o olhar perdido e a cabeça a léguas de distância do nosso objetivo. Um perigo. Não façam isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percam o foco. Concentrem-se nos papéis que procuram e fechem os olhos para todas as demais tentações. É claro que tudo isso poderia ser evitado, se a pasta que separamos no início do ano para arquivar os papéis do imposto de renda funcionasse. Deveria, porque esse é um procedimento muito simples, mas funciona só mais ou menos e, portanto, não funciona. Então, nessa hora, muita calma e sensatez. O que está a mão, é o que de fato é possível declarar. O que não foi encontrado, perdido está. É melhor esquecer, confiar de que os descontos que não faremos por conta da nossa estupidez irão gerar uma sobra de caixa para o Estado, que irá aplicá-la em programas de grande relevância social, beneficiando toda a população. É um jogo do contente, mas, paciência. Agora mãos a obra que o tempo urge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana cheia de doces e alegres declarações para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-1009321107351950473?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/1009321107351950473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=1009321107351950473&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1009321107351950473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1009321107351950473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/04/uma-declarao-possvel.html' title='Uma declaração possível'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-6806804195709253170</id><published>2008-04-16T19:05:00.004-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:43.277-02:00</updated><title type='text'>A sobra das sobras</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SAaIgUQ8iTI/AAAAAAAAATc/reVYKQ08gtw/s1600-h/lixo+espacial+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189985709368052018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SAaIgUQ8iTI/AAAAAAAAATc/reVYKQ08gtw/s320/lixo+espacial+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os gauleses é que tinham razão. O risco que mais nos ameaça é mesmo do céu despencar sobre nossas cabeças. Vocês viram, meninas? A Agência Espacial Européia (ESA) mapeou, com imagens geradas no computador, a extensão do problema que irá nos atormentar daqui pra frente. A conclusão é dramática: já estamos totalmente cercados pelo lixo espacial. Os cientistas calculam que existam mais de 12 mil objetos flutuando na órbita da terra que ainda não foram identificados, a maioria composta de satélites mortos, pedaços de foguetes e materiais sobre os quais não se tem nenhum controle.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com base nesse trabalho e em dados da NASA, a União dos Cientistas Responsáveis (UCR) estima que o número de unidades de lixo espacial seja até bem maior, de aproximadamente 150 milhões de objetos com menos de um centímetro de diâmetro que estão por aí, rodando sobre nossas cabeças. Por isso meninas, não se iludam mais. Quando olharem para cima e verem um objeto encandecente cortando o céu, não percam tempo fazendo pedidos. A chance de ser uma estrela cadente é cada vez menor. O mais provável mesmo é que seja uma placa enferrujada de um foguete ou coisa parecida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;E o que me preocupa não é só a ameaça do lixo espacial. Temo, claro, que alguma parte desses resíduos sólidos, herança da Guerra nas Estrelas e da corrida espacial que ainda hoje fascina o homem, caia sobre minha cabeça. Mas temo, da mesma forma, terminar os nossos dias nesse planeta soterrada pelo lixo que produzimos irresponsavelmente todos os dias, sem nos darmos conta de que está cada vez mais difícil encontrar um buraco para enterrar essa joça.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Só para se ter uma idéia da dimensão deste risco, um &lt;a href="http://www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/art_18/lixourbano.html"&gt;estudo&lt;/a&gt; realizado há alguns anos pelo Ministério da Saúde revela que o Brasil produz uma montanha de mais de 80 mil toneladas de lixo por dia, das quais somente a metade é coletada. Da parte que é coletada, cerca de 34% vai para os lixões a céu aberto ou aterros sanitários e 66% termina em beiras de rios e áreas alagáveis levada pelas águas de chuva. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O economista Marçal Rogério Rizzo, em &lt;a href="http://www.blogger.com/.%20(http://www.artigos.com/artigos/economia/lixo-urbano-e-economia-338/artigo/"&gt;artigo&lt;/a&gt; publicado num jornal de Araçatuba, calcula que no mundo se descarta 1 milhão de sacos plásticos por minuto. Essa deve ser a contribuição da turma que não resiste a um supermercado. Ele conta também que cada brasileiro descarta, em média, mais de 1 quilo de lixo por dia. Essa é a nossa contribuição, pois desconfio que, no meio rural, essa média deve ser quase irrisória.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rizzo observa ainda que se considerarmos somente o lixo que a cidade de São Paulo deposita nos aterros em uma semana, essa escória do nosso sofisticado consumo é suficiente para encher um Estádio do Maracanã no Rio de Janeiro, o maior estádio de futebol do mundo. O Aterro Bandeirantes, o maior aterro em área da América Latina, localizado em São Paulo mesmo, recebe 5 mil toneladas de lixo por dia e isso é só a metade do lixo que a cidade produz. Sacaram o nosso destino?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o estudo do Ministério da Saúde que citei acima, a falta de soluções adequadas para destinação e tratamento do lixo que produzimos é responsável, entre inúmeros transtornos, por boa parte das doenças da população brasileira. Calcula-se que 65% das internações em hospitais populares decorrem de doenças transmissíveis pela manipulação ou ingestão de águas pluviais e fluviais, contaminadas pelo lixo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E não fiquem pensando que em Belo Horizonte, nossa ilha de paz, nossa casa, doce casa, é diferente, porque não é. Nós produzimos algo em torno de 3 mil e 800 toneladas por dia de lixo. Tem de tudo que vocês possam imaginar: papel, embalagem de iogurte, folhetos de propaganda, pedaços de brinquedos, restos de comida, garrafas pet e assim por diante. E esse monte de traquitana é depositado no aterro sanitário, que fica às margens da BR – 040. Até que somos modernos, mas não se alegrem muito. Esse aterro, é verdade meninas, está com sua capacidade já esgotada. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Prefeitura está tentando resolver esse problema tem tempos, mas ainda não chegou a uma solução final. Belo Horizonte não tem mais nenhuma área disponível para abrigar um novo aterro e nenhum dos nossos municípios vizinhos querem ter a honra de abrigá-lo. E eles têm lá suas razões, não é não? Cada um que cuide do seu lixo, ora essa!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso me preocupo. Minha vizinha, por exemplo, já não está mais dando conta do seu lixo. Todo dia de manhã, inclusive aos domingos, que não tem coleta de lixo, a danada desce a rua, sorrateiramente, e deposita parte da sua produção na lixeira que plantamos em frente a nossa casa. Vê se pode? Quando me animar, vou ficar de tocaia e flagrar essa folgada no ato. Ainda não sei o que vou dizer a ela, mas quero muito ouvir o que ela terá para me dizer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E aí, quando nós também já não dermos mais conta do nosso lixo, imagino que iremos amontoá-lo pelos cantos da rua, formando imensas montanhas de restos da nossa cultura consumista, até que chegará um dia que esse mundo de supérfluos e descartáveis irá desabar sobre nossas cabeças! Deus nos perdoe e nos livre disso, hem?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um resto de semana de consumo bem comportado e combate sistemático às embalagens.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Inté.&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Da ESA/France Presse, captada no Google&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-6806804195709253170?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/6806804195709253170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=6806804195709253170&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6806804195709253170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6806804195709253170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/04/sobra-das-sobras.html' title='A sobra das sobras'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SAaIgUQ8iTI/AAAAAAAAATc/reVYKQ08gtw/s72-c/lixo+espacial+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-4241624832064659267</id><published>2008-04-15T22:40:00.003-03:00</published><updated>2008-04-17T12:38:07.331-03:00</updated><title type='text'>Virando o disco</title><content type='html'>&lt;p&gt;Meus meninos estão mudando. Acho que estão crescendo. Agora brigam por um espaço no sofá só para assistir os jornais da noite e, quando entramos no carro, nos horários de ida e volta à escola, já toleram ouvir o noticiário em vez das enfadonhas, aborrecidas e repetitivas seqüências musicais das infinitas fms jovens que se multiplicam nas ondas do rádio. Estão mudando por livre e espontânea pressão da escola mas também pela curiosidade insaciável, própria da idade em que estão. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não vou dizer que se impressionaram com a versão midiática da realidade, porque não seria verdade, mas estão espantados com a estreiteza de mundo que cabe dentro do noticiário. É muito pouco de quase nada e esse pouco se repete o dia inteiro, às vezes dias seguidos, semanas e até meses, sem que nada, sem que nenhuma novidade relevante tenha surgido nesse meio tempo para justificar a permanência de tal fato no noticiário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vou dar um exemplo: o caso Izabela Nardoni, que caiu do sexto andar de um prédio, no último dia 29 de março, e morreu. Não vou entrar no mérito do conteúdo dessa notícia, que já rendeu 18 dias de noticiário vazio. Também não vou questionar o fato deste acontecimento, um drama familiar, ter ganhado as páginas de jornais. Sabemos que a violência dentro de casa é muito mais comum do que deveria ser e precisa mesmo estar incluída na agenda pública para ser discutida por todos nós.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas aí é que está. Os relatos da trágica história de Izabela Nardoni não conseguem, nem a pau, escapar do particular para o coletivo e tornam-se meros &lt;em&gt;reality shows&lt;/em&gt;, como já disse uma &lt;a href="http://ondepublicar.blogspot.com/2008/04/isabella-nardoni-vira-reality-show.html"&gt;amiga&lt;/a&gt;. São relatos que não contribuem em nada para a nossa melhor compreensão da realidade. Mas isso, parece, já não interessa mais. A mídia repete a mesma história todos os dias, exaustivamente, sem nenhum elemento novo, além de meras insinuações e suposições, expondo pessoas, inocentes ou culpadas, não importa, ao nosso julgamento absolutamente desinformado e precário. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Meus meninos estão entendendo que é essa condição que produz a banalização da notícia. Ou será banalização da vida? Seja lá o que for, as conseqüências dessa distorção do noticiário são complicadas. Enquanto repete a mesma história, a mídia tem, por exemplo, uma boa desculpa para não incluir outras notícias, até de grande relevância, mas que, para a mídia, é melhor que fiquem de fora da agenda pública.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto repete trinta e seis mil vezes a mesma notícia, sem nenhuma reflexão que nos permita melhorar o nosso entendimento da realidade, a mídia nos tira a capacidade de nos indignarmos com o horror ou gravidade que essas histórias contém. Tudo torna-se normal ou inevitável, sei lá. Nada mais nos mobiliza. E amanhã, se um sujeito qualquer, por uma razão ou outra, perder a cabeça, não se sentirá inibido, por exemplo, em defenestrar o filho mais próximo para aliviar o seu sofrimento. &lt;i&gt;Isso acontece&lt;/i&gt; - ele poderá pensar e, sem se deter mais, partirá imediatamente para a ação.&lt;/p&gt;Enquanto repete outras trinta e seis mil vezes a mesma história, a mídia tenta nos convencer que esse fragmento da realidade, essa parte inacabada de uma história, é a história toda, é o todo da realidade e não sua versão construída e manipulada. E se nossa história não cabe nessa versão é porque também não cabemos nesse mundo e se não cabemos nesse mundo, devemos nos recolher a nossa insignificância e nos voltarmos apenas para o nosso mundinho particular e ali ficarmos olhando a vida pela janela, sem nos metermos em nenhuma grande confusão. Não é assim que nos querem? Meros consumidores de informação e eternamente incapazes de transformá-las em conhecimento? Esses meninos estão ficando muito espertos. Acho que a mídia não vai dar conta deles. Tomara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana com o controle na mão, para zapear em outros mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-4241624832064659267?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/4241624832064659267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=4241624832064659267&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4241624832064659267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/4241624832064659267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/04/virando-o-disco.html' title='Virando o disco'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-6756043685321602555</id><published>2008-04-05T09:28:00.009-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:43.628-02:00</updated><title type='text'>O que será?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R_d886H82bI/AAAAAAAAASc/XrWlhlJXudc/s1600-h/amilcar+de+castro+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185750881777015218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R_d886H82bI/AAAAAAAAASc/XrWlhlJXudc/s320/amilcar+de+castro+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem alguma coisa no meio do caminho. Tem uma pedra ou tem um muro? Tem uma serra ou um portal para o universo paralelo da imaginação? Tem uma cidade de concreto ou tem um bloco de ferro plantado no meio do gramado? Tem um obstáculo ou um caminho para mundos desconhecidos? É arte ou partes da cidade? É silêncio ou grito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fico pensando que pode ser um pouco de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje cedo, fui andar na Praça da Liberdade e trombei com as obras de &lt;a href="http://www.amilcardecastro.com.br/#"&gt;Amílcar de Castro&lt;/a&gt;. A arte é sempre um problema. Não para o artista, claro, mas para quem olha. Para quem passa e pára e aprecia. Gosto ou não gosto? Me diz alguma coisa ou não me diz nada? Os críticos, entendidos, gostam ou não gostam? O que eles, os críticos, sabem que não sei? Por que gostam e eu não gosto? Ou porque não gostam e eu gosto? O que o artista está querendo me dizer? Ou o que estava angustiando o artista que ele quis por pra fora, porque não aguentava mais?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhar uma obra de arte é sempre uma experiência absurdamente cansativa para a mim, apesar de sempre prazerosa. Às vezes, raramente, é até divertida, porque me permite um instante lúdico, me remete à infância e me traz boas lembranças, quase sempre. Já tive esse momento algumas vezes. Mas, no mais, me exige mesmo é um esforço sofrido. Fico olhando e tentando fazer conexões. Tento ligar o que estou vendo com tudo o que já vi, que já li, que já senti. Tento reter tudo na minha mente, criando uma rede de significados. Tento, ferrenhamente, descobrir como nossas histórias se cruzam. Tendo, de todo jeito, dar à obra um sentido particular que a inclua na minha vida de forma definitiva. E, muitas vezes, é um esforço inútil. Outras, não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As obras de Amílcar de Castro, da mesma forma, me exigem um grande esforço. Portanto, não passei impune por elas, na minha caminhada pela praça. Mas, desta vez, dispendi um esforço alegre. Como hoje é sábado e amanhã é domingo e, neste final de semana, não tenho nada para fazer, nada que seja obrigado, nada que &lt;em&gt;tem de&lt;/em&gt; e ponto final, me deixei só ir andando e olhando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185750890366949842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R_d89aH82dI/AAAAAAAAASs/a-nTF-qqbvk/s320/amilcar+de+castro+007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As formas geométricamente perfeitas, traçando relevos absurdamente retilíneos, me permitem um novo olhar sobre o horizonte da cidade. As cores, do ferro ou da terra, me advertem. Não nasci na beira do mar nem nasci no meio da floresta. Nasci das minas, ainda que gerais. Como todos que aqui estamos, tenho minério no sangue. Minha alma é composta de ferro e vento. Meus olhos miram para o dentro e para o fundo das minas. E, do alto das montanhas, olha para cima e para o longe da cidade. Para as gerais. Passado e futuro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185750898956884450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R_d896H82eI/AAAAAAAAAS0/MVfVn1Y43Uk/s320/amilcar+de+castro+003.jpg" border="0" /&gt;O vazio, das formas de Amilcar de Castro, não é obsessão, como em &lt;a href="http://fw.art.br/"&gt;Weissmann&lt;/a&gt; , é transparência, é um fresta para além das minas. É onde as gerais se manifesta. E é mais. É a transcendência do olhar que mira o alto, de cima das montanhas. É a possibilidade da descoberta de novos universos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei se essa era a intenção do artista, mas esses foram os sentidos que dei a suas obras, sozinha ou a partir de tudo que já vi, já li ou já senti. E seja como for, como disse uma vez o próprio Amilcar de Castro e que, acho, vale para ele e para nós que olhamos suas obras, &lt;em&gt;toda experiência em arte é uma experimentar-se, é a experiência de si mesmo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As esculturas de Amílcar de Castro também me ajudam a criar links. Olhei para elas e não tive como não me lembrar de &lt;a href="http://fw.art.br/"&gt;Weissmann &lt;/a&gt;e foi uma boa lembrança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um fim de semana repleto de links com boas lembranças para todos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inté&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: Minhas, de uma caminhada na praça&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;PS: Amanhã tem apresentação da Big Band na Praça JK e, para quem quiser conhecer mais algumas obras de Amílcar de Castro, tem uma exposição na Casa Fiat de Cultura, no Belvedere. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-6756043685321602555?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/6756043685321602555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=6756043685321602555&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6756043685321602555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6756043685321602555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/04/o-que-ser.html' title='O que será?'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R_d886H82bI/AAAAAAAAASc/XrWlhlJXudc/s72-c/amilcar+de+castro+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-1719106133365154765</id><published>2008-04-03T21:43:00.010-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:43.801-02:00</updated><title type='text'>Reaload</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R_WIt6H82aI/AAAAAAAAASU/rtlErqtrzTw/s1600-h/Imagem+059.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185200868265089442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R_WIt6H82aI/AAAAAAAAASU/rtlErqtrzTw/s320/Imagem+059.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa vida é um trem mesmo. Toda hora tem um subindo, outro descendo. Quem está de dentro pode fazer muito pouco, além de olhar o movimento nas estações por onde passa. Quem está de fora, entrando ou saindo, desconfio que também não possa fazer grandes coisas, além de seguir o seu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje alguém desceu do trem. Não pude nem olhar. Fiquei enrolada nos compromissos do dia, um atrás do outro, e quando dei por tudo, o trem já estava andando de novo. Mas enquanto tocava a vida, ia me lembrando do João, que me fazia lembrar da Heloísa, que me lembrava o Marco e o Tilden e o Edson, que me lembravam a Ângela, a Mércia e depois o Jura e depois o Cristovão, o Ronaldo que, não sei por que, me lembrava a Beth. E voltava no João e, na seqüência, cuja lógica desconheço, me lembrava do Ricardo e da Mana e do Agnaldo e do Valdo e assim por diante, até voltar no João outra vez. A tarde inteira rodei nessa ciranda, enquanto tricotava as tarefas do dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O trem da minha vida deu uma ré radical. Fui voltando, voltando e passando uma por uma por todas as estações que já havia deixado pra trás. Do último dia em que conversamos pelo telefone. E foi a um bom tempo atrás. Da última vez que estivemos juntos na redação. Nunca pensei que daria conta de lembrar disso, de tanto tempo que faz. Do último dia que o vi, de longe, com Heloísa e Rodriguinho, passeando na praça. Isso nem se fala. Rodriguinho já é homem. Mas lembrei de tudo. Até voltar no penúltimo sábado, quando tive a última notícia do João.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelo menos agora ele está livre. Pode voar como os passarinhos. Que era só isso que ele mais queria na vida. Bate as asas, João! E olhe por nós!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma sexta em flashback para todos. Recordar também é viver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inté&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Minha, de um domingo no sítio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-1719106133365154765?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/1719106133365154765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=1719106133365154765&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1719106133365154765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1719106133365154765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/04/reaload.html' title='Reaload'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R_WIt6H82aI/AAAAAAAAASU/rtlErqtrzTw/s72-c/Imagem+059.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-5305153005844082154</id><published>2008-03-30T16:32:00.009-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:44.928-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Livre sonhar</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R_AXgqH82WI/AAAAAAAAARo/GtROq5S-H2c/s1600-h/Foto+019.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183669020934330722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R_AXgqH82WI/AAAAAAAAARo/GtROq5S-H2c/s320/Foto+019.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se os pensamentos viraram macaquinhos, pulando de galho em galho, sem a menor chance de pousar em terra firme, ainda que apenas por alguns minutos, é melhor então não contrariá-los. Vou deixá-los à vontade para praticarem seus malabarismos. Uma hora se cansarão e, se tiver sorte, conseguirei agarrar algum deles para debulhá-lo grão por grão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto os ventos não mudam, deixemos que a música nos conduza pela vida. Foi o que fiz neste domingo. Fui ouvir a música da Big Band, na Praça da Liberdade. O mentor desse grupo e maestro, arranjador e entusiasta é o Nestor. No próximo domingo tem mais, ou na Praça da Liberdade ou na Praça JK. Acho que não vou perder, mesmo que meus pensamentos queiram, por fim, descansar em algum canto. Agora, eles é que esperem, demoraram muito. Meus sonhos agora estão ocupados com a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aperitivo, para vocês avaliarem e concordarem comigo: imperdível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pDkh3rtt5Qc&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pDkh3rtt5Qc&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana no ritmo da música para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto e filme: nossos, nessa manhã ensolarada de domingo, na Praça da Liberdade. Nestor e sua Big Band&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-5305153005844082154?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/5305153005844082154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=5305153005844082154&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5305153005844082154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5305153005844082154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/03/livre-sonhar.html' title='Livre sonhar'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R_AXgqH82WI/AAAAAAAAARo/GtROq5S-H2c/s72-c/Foto+019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-8035035358319963965</id><published>2008-03-30T01:29:00.007-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:45.188-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Livre pensar</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R-8c7KH82LI/AAAAAAAAAQQ/kfqZSbsuKbc/s1600-h/Mar%C3%A7o+2008+Bauru+112.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183393498782292146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R-8c7KH82LI/AAAAAAAAAQQ/kfqZSbsuKbc/s320/Mar%C3%A7o+2008+Bauru+112.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Árvores brancas do bosque de Inhotim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O vento venta lá fora. Venta em todas as direções. Varre todas as idéias, antes que virem pensamento. Os móveis estalam de vez em quando, como se estivessem vivos, cuspindo fora os segredos que descansavam em suas entranhas. As folhas escapam dos galhos e voam livremente rua abaixo, para algum lugar onde não sei qual será.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Se já não fosse domingo, se os fantasmas não estivessem soltos, batendo portas, arrastando latas, virando cadeiras no jardim e se insinuando pelas frestas da janela, assobiando músicas macabras, sairia para a rua só para sentir esse vento batendo no meu rosto. Sairia e deixaria que a ventania me levasse para onde for só para ver onde ia dar. Como as folhas que escapam dos galhos e se deixam levar para algum lugar onde não sei qual será.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Um fim de semana rodopiando nos ventos, partindo e chegando em todos os lugares.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Inté &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Minha, direto de Inhotim&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-8035035358319963965?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/8035035358319963965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=8035035358319963965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8035035358319963965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8035035358319963965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/03/livre-pensar.html' title='Livre pensar'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R-8c7KH82LI/AAAAAAAAAQQ/kfqZSbsuKbc/s72-c/Mar%C3%A7o+2008+Bauru+112.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-3758627535426317865</id><published>2008-03-17T23:36:00.002-03:00</published><updated>2008-03-21T10:21:19.881-03:00</updated><title type='text'>Crise de confiança</title><content type='html'>Todo mundo sabe disso. Até eu. Mas fui testar. Às vezes o mundo muda. Não foi o caso desta vez, mas foi o que pensei. Este mês, meus neninos, já quase rapazes, mas ainda crianças, deixaram de me entregar a boleta da escola. Resultado, ficaram vencidas. Isso têm vários inconvenientes. Além da multa que terei de pagar no mês que vem, não posso mais quitá-las no meu banco, mas só naquele autorizado pela escola.&lt;br /&gt;Já sabia disso e não me estressei. Fui ao banco indicado e sabem o que aconteceu? Exatamente. O que todos nós já sabemos: bancos não aceitam cheques de outros bancos como forma de pagamento de algum compromisso. Só dinheiro vivo. A não ser que você seja cliente do dito banco. Fico impressionada como isso ainda pode acontecer nos dias de hoje. Ou, talvez, eles tenham razão. Talvez os bancos não mereçam mesmo a confiança que depositamos neles. Mas fingimos que não, que são confiáveis. Fingimos que não estão duvidando de nós ou da própria instituição bancária quando recusam nossos cheques e não achamos desrespeito ter de voltar lá no dia seguinte, com o dinheiro contado, para pagar o que devemos.Afinal, não há nada de pessoal nessa recusa, é só uma questão técnica. Claro. Claro. Que digam os bancos centrais..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiem, será uma boa semana para todos nós. Bem curtinha para não corrermos o risco de não se cumprir o anunciado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-3758627535426317865?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/3758627535426317865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=3758627535426317865&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3758627535426317865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3758627535426317865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/03/crise-de-confiana.html' title='Crise de confiança'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-1887118057680144246</id><published>2008-03-15T22:08:00.002-03:00</published><updated>2008-03-15T22:44:21.506-03:00</updated><title type='text'>Você sabia...</title><content type='html'>Que nos anos 60, nos Estados Unidos, alguém que estivesse dando uma entrevista para um canal de TV tinha exatamente 1 minuto e 30 segundos para dar o seu recado? E que em meados dos anos 80 não tinha mais do que 8 segundos? Que os norte americanos ficaram tão chocados com essa constatação que as redes de televisão tiveram de ampliar esse tempo para 20 segundos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos: explique a crise do mercado financeiro internacional em 20 segundos. Explique o impasse para aprovação das pesquisas em célula tronco em 20 segundos. Explique porque o céu é azul em 20 segundos. Por que a terra treme, as ondas vão e voltam, o sol se põe todos os dias, mas depois volta, no outro dia, logo bem cedo. Em 20 segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fim de semana em 20 segundos para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-1887118057680144246?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/1887118057680144246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=1887118057680144246&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1887118057680144246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/1887118057680144246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/03/voc-sabia.html' title='Você sabia...'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-3127793350430445632</id><published>2008-03-13T21:57:00.003-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:45.304-02:00</updated><title type='text'>Dim dom dim</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R9nPy45-T3I/AAAAAAAAAPQ/b6yb_-OyjU8/s1600-h/MarÃ§o+2008+025.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177397719815049074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R9nPy45-T3I/AAAAAAAAAPQ/b6yb_-OyjU8/s320/Mar%C3%A7o+2008+025.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; As conversas batiam asas e subiam &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;para os céus como balões coloridos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O som do violão tem o mesmo tom dos dias em que ficava na esquina, jogando conversa fora e rindo das bobagens que inventávamos. A vida era riso só. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;foto: Minha, numa manhã de terça-feira do mês de março&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-3127793350430445632?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/3127793350430445632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=3127793350430445632&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3127793350430445632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3127793350430445632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/03/dim-dom-dim.html' title='Dim dom dim'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R9nPy45-T3I/AAAAAAAAAPQ/b6yb_-OyjU8/s72-c/Mar%C3%A7o+2008+025.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-8519311153603271699</id><published>2008-03-11T23:21:00.007-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:45.461-02:00</updated><title type='text'>Gira, gira, gira</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R9dFbo5-T1I/AAAAAAAAAPA/CExfQwid0Yo/s1600-h/Fevereiro+2008+082.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176682637825036114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R9dFbo5-T1I/AAAAAAAAAPA/CExfQwid0Yo/s320/Fevereiro+2008+082.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fora de foco &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Que situação, hem? Frei Beto é quem tinha razão. Ninguém tem dinheiro para programas sociais na África, para projetos ambientais nos países pobres, projetos de educação e saúde para populações carentes e outras iniciativas afins. Se alguém ainda ousar pedir, ouvirá só o que já esperava: &lt;em&gt;esses problemas não se resolvem com caridade, mas com investimentos na economia. Depois o mercado fará um novo arranjo para essas populações.&lt;/em&gt; Mas olha que situação. Basta o mercado financeiro tremer que começa a jorrar bilhões de dólares de tudo quanto é torneira que existe nesse mundo. Os &lt;a href="http://economia.uol.com.br/ultnot/2008/03/11/ult4294u1120.jhtm"&gt;bancos centrais &lt;/a&gt;das grandes economias se unem rapidamente e o dinheiro público, que não existia, aparece subitamente para segurar a onda do capital financeiro, coitado, tão desprotegido nesse mundo cão. Uma vergonha. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_Smith"&gt;Adam Smith&lt;/a&gt; deve estar tremendo no túmulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma coisa é certa: se alguém ainda duvidava da gravidade desta crise, agora tem a certeza de que o chão poderá nos escapar a qualquer momento. Venhamos e convenhamos, não é uma quebradeirazinha mixureba qualquer que vai mobilizar tantos bancos centrais de uma vez só, como aconteceu hoje. O rombo no mercado financeiro internacional deve ser bem maior do que supõe a nossa vã filosofia e a culpa, provavelmente, será dos infelizes dos proprietários norte-americanos. A bolha do mercado imobiliário nos Estados Unidos foi a cabeça d'água que rolou rio abaixo, arrastando tudo que via pela frente e, pelo visto, arrastou não só o que via como o que não via também. São poucos, mas poderosos, os que devem ter a dimensão exata desse desastre ou não iriam formar, com tanta presteza, essa corrente pra frente. Só espero que ninguém nos venha pedir ouro para o bem do mercado financeiro internacional. Caridade, já aprendemos, não funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que desconfio certa: o império não vai jogar a toalha sem espernear. Sabe bem que quando cai não cai sozinho, leva todo mundo junto. E é com isso que ele joga. Sabe também que ninguém é besta de ir para o fundo do buraco sem resistir bravamente. E é assim que começam a barganhar. Um cede de um lado, o outro cede um pouco também e vão reassumindo o controle do andar da carruagem da história. Se é verdade que, mais cedo ou mais tarde, o império irá descer ladeira abaixo, pelo menos que vá devagar. Olha o dólar. Já virou moeda de troca nessa ciranda. Vinha caindo em relação ao euro de forma absolutamente disciplinada desde 2006. Por várias razões. Mas sejam essas razões quais forem, terão agora de se recolher. Foi esse recado que os bancos centrais europeus mandaram para o mundo. Desconfio que iremos obedecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfio também que, diferente do que possa parecer, o mundo não mudou nada. É o mesmo jogo que está sendo jogado. Com o mesmo objetivo a ser alcançado os mesmos interesses a serem preservados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semaninha de fortes emoções para todos.&lt;br /&gt;Inté&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha. Numa noite de chuva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-8519311153603271699?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/8519311153603271699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=8519311153603271699&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8519311153603271699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8519311153603271699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/03/gira-gira-gira.html' title='Gira, gira, gira'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R9dFbo5-T1I/AAAAAAAAAPA/CExfQwid0Yo/s72-c/Fevereiro+2008+082.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-5145237203721485301</id><published>2008-03-06T23:15:00.004-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:45.620-02:00</updated><title type='text'>Decoreba</title><content type='html'>Tarcísio Meira, Glória Menezes, Marcos Frota e Afonso Ávila. O que esses nomes têm em comum? Absolutamente nada, a não ser o fato dos quatro terem me escapado da lembrança justamente na hora em que iria citá-los em diferentes conversas. Mas depois de algum esforço consegui recuperá-los por inteiro, portanto, sem problema. Como disse uma amiga, esses lapsos acontecem. Estou concordando cada vez mais. Afora o desconforto de não deixar a conversa fluir, esses esquecimentos não chegam a me perturbar, só me causam pânico quando se inicia uma nova conversa, ou seja, pelo menos umas cinqüenta vezes por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sinceramente, não me incomodo de esquecer uma palavra ou outra. Sempre encontro um sinônimo ou uma definição que as substituem até com mais poesia. Mas nome próprio, título de filme, de livro e similares é realmente um mico que não tem tamanho. E é na hora em que a conversa está engrenando é que dá o branco. Aí, pronto. A conversa dispersa e fica você lá, brincando de &lt;em&gt;Qual é a palavra?&lt;/em&gt;. Lembra do anúncio que a Fernanda Montenegro gravou? Já me esqueci qual era o produto ou serviço que ela anunciava, mas o roteiro é o mesmo do jogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O fulano, que trabalhou naquele filme.&lt;br /&gt;- Qual filme?&lt;br /&gt;- Aquele que tinha aquela atriz de cabelos curtinhos, que morria no final.&lt;br /&gt;- Qual? Não estou situando.&lt;br /&gt;- Ele era casado com aquela mulher que armou um barraco uma vez num bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí vai boa parte da noite. Depois ninguém se lembra mais de por que estávamos falando sobre o fulano e mudamos de assunto e começa tudo de novo. Um horror. Acho que a culpa é da tecnologia. Antes dela, exercitava a minha memória com muito mais freqüência. Guardava de cabeça números de telefone, endereços de amigos e de amigos dos meus amigos, datas de aniversário, tabuada, fórmulas matemáticas, conjugação de verbos e mais infinitas listas: os dez filmes que mais gostei; os dez livros que leria mais de uma vez, mais de duas, mais de três; dez atores irrepreensíveis; dez diretores que mudaram a história do cinema e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje por que precisaria ocupar a minha cabeça com essas informações. O celular me dá na hora o número que preciso discar e ainda faz conta, tira foto, filma, toca música e o escambau. As comunidades virtuais, como o Orkut, me avisam a data de aniversário dos amigos e, se esqueci o nome de alguma celebridade, &lt;a href="http://www.google.com.br/"&gt;Google &lt;/a&gt;nela. O único problema é quando estou longe de um computador. Mas até isso já está sendo resolvido. Um amigo me enviou outro dia uma notícia sobre o lançamento dos &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.pinktentacle.com/2008/03/cyber-goggles-high-tech-memory-aid/"&gt;cyber googles&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, uns óculos cibernéticos, que estão sendo desenvolvidos por pesquisadores da Universidade de Tókio. Eles são capazes de gravar em vídeo tudo que o usuário vê ao longo do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174820510011711202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R9Cn1iOnXuI/AAAAAAAAAOg/h3BBSEJjo4M/s320/cyber+googles.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a matéria, o &lt;em&gt;cyber googles&lt;/em&gt;, se é que existem mesmo, têm um programa de reconhecimento de imagens ultraveloz, que analisa, nomeia e cataloga os objetos que aparecem nos registros. Assim, ao longo do dia, se você precisar se lembrar de alguma coisa, basta pesquisar as imagens arquivadas. Bacana. Quando estiverem sendo comercializados serão muito úteis. Para os meus filhos, talvez. Para eles sim, tenho certeza de que sim. Aliás, como diz meu consultor para assuntos aleatórios, esse é o mundo deles. Não tem Che, Fidel, direita, esquerda, guerrilheiros, fronteiras e outras invenções do mundo moderno, que só não foram ainda deletadas, porque nós insistimos em mantê-las vivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus meninos não fazem questão. Outro dia, o meu mais novo, respondendo ao desafio que lançamos para ele, sobre como resolver o problema da desigualdade social, foi curto e criativo. Citou outros óculos, que estão sendo desenvolvidos por não me lembro quem, e que nos dão, em três dimensões e com vista de diferentes ângulos, a reprodução hiper real de todo e qualquer objeto que quisermos. Poderemos todos morar em casas simples, apenas com o absolutamente necessário; ter uma vida radicalmente monástica; e, ainda assim, realizarmos todos os nossos desejos de consumo, de uma Ferrari do ano a um &lt;em&gt;magret&lt;/em&gt; de pato. Bateu uma vontade, é só por os óculos e teremos tudo o que quisermos, experimentando as mesmas as sensações de quem, de fato, um dia teve essa chance. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é para eles. Nós, mesmo tendo ainda muito chão pela frente, não sei se faremos a travessia. Então, o jeito é voltar a exercitar a memória, com o mesmo empenho que dedicamos, diariamente, aos 45 minutos de academia. Só não faço palavras cruzadas. Não faço mesmo. E, sabendo disso, uma amiga me deu outra sugestão: decorar poesias. Pelo menos duas por mês. Para iniciar esse programa, ela até já me passou um poeminha do Mário Quintana, bem simples e pequenininho. Fácil mesmo de decorar, olha só:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os degraus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não desças os degraus do sonho&lt;br /&gt;Para não despertar os monstros.&lt;br /&gt;Não subas aos sótãos - onde&lt;br /&gt;Os deuses, por trás das suas máscaras,&lt;br /&gt;Ocultam o próprio enigma.&lt;br /&gt;Não desças, não subas, fica.&lt;br /&gt;O mistério está é na tua vida!&lt;br /&gt;E é um sonho louco este nosso mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de vencer essa primeira etapa será preciso, no entanto, ir sofisticando, complexizando, se não o exercício perde seu efeito. Então, vamos lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de decoreba para todos. Valerá a pena. Se for para decorar belos poemas, como esse que ganhei de uma amiga, que ganhou de uma amiga, tenho certeza de que valerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté outro dia.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: pesquei na internet&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-5145237203721485301?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/5145237203721485301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=5145237203721485301&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5145237203721485301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5145237203721485301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/03/decoreba.html' title='Decoreba'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R9Cn1iOnXuI/AAAAAAAAAOg/h3BBSEJjo4M/s72-c/cyber+googles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-9114279645644324613</id><published>2008-03-03T23:20:00.003-03:00</published><updated>2008-03-03T23:44:32.002-03:00</updated><title type='text'>Ai que preguiça</title><content type='html'>Estou com uma leve sensação de que estamos patinhando na linha do tempo. Ao invés de darmos um salto para o futuro, estamos nos atolando cada vez mais fundo no buraco da história. Não nos damos nem ao trabalho de puxar novos fios para tentar desembaralhar essa confusão. Fisgamos as mesmas linhas já tencionadas e mal resolvidas no passado, esperando que agora os nós sejam desfeitos como num passe de mágica. Vamos sonhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que seja implicância. Pode ser que seja mesmo necessário chafurdar nessa lama toda para descobrir novos caminhos, mas talvez não. Se tentássemos olhar o mundo de outras janelas, poderia ser possível vermos partes novas desse todo, que imaginávamos já completo. Poderia ser possível aventurarmos novos enredos para velhas tramas. Mas a história também vicia e buscamos os mesmos óculos tortos de sempre, de lentes já embaçadas de tanto ver, para tentar compreender o que já se tornou absolutamente incompreensível. Estamos tão enredados no fio da história que não ousamos sequer olhar para o lado, temendo o estranhamento que isso poderia provocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nem sei mais sobre o que estava pensando, mas acho que era sobre Cuba, sobre a Rússia, sobre essa nossa pobre América Latina, condenada ao desinteresse do mundo e atolada até o pescoço na miséria da sua própria sorte. Mas por isso mesmo, por passarmos despercebidos por todos, poderíamos bem estar agora atravessando o portal do tempo novo. Mas nada. Chafurdamos também. Não demos conta de inventar um outro mundo possível e estamos nos engalfinhando uns contra os outros, igual a todos no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria Macunaíma, ai que preguiça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de intermináveis &lt;em&gt;déjà vus&lt;/em&gt; para todos, se é isso mesmo que queremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté não sei quando, porque não estou tendo tempo pra nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-9114279645644324613?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/9114279645644324613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=9114279645644324613&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/9114279645644324613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/9114279645644324613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/03/ai-que-preguia.html' title='Ai que preguiça'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-2827881373330651872</id><published>2008-02-20T00:02:00.007-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:45.967-02:00</updated><title type='text'>Que seja o que será</title><content type='html'>É impressionante! Foi Fidel anunciar sua renúncia e o mercado já saiu por aí todo saltitante, dando gritinhos de alegria. Oh céus! E nem disfarçou seu entusiasmo. Só pensava na possibilidade que terá agora de invadir mais uma praia, derrubando uma das últimas porteiras desse mundão globalizado. Os neoliberais de plantão passaram o dia alardeando, triunfantes, o desfecho óbvio dessa história de quase cinqüenta anos. Para eles, Cuba, inevitavelmente e finalmente, terá de abrir sua economia para o resto do mundo. Oh quão desinformado somos! Mas quem se importa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi tudo bem calada. Sei muito bem que sei muito pouco da história de Cuba. Mas ainda assim, com toda a minha ignorância, fiquei pasma o dia inteiro. Como assim? Cuba terá de abrir o seu mercado? É isso mesmo que fiquei ouvindo? Mas foi Fidel quem fechou a porteira ou ela foi fechada de fora para dentro? Quem sangrou a economia cubana durante 46 anos? Foi o governo de resistência de Fidel ou o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos? Não estou entendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual ditadura da América do Sul sofreu qualquer tipo de embargo como esse, apenas por alguns meses, que seja? Não me lembro. E qual democracia da América do Sul apresentou desempenho semelhante ao de Cuba no&lt;em&gt; ranking&lt;/em&gt; de Desenvolvimento Humano? Google! Argentina, Chile e Costa Rica conseguiram uma posição melhor, mas nunca sofreram um embargo econômico da dimensão daquele imposto a essa ilha menor do que Sergipe. E quantas das nossas democracias nascentes não chegaram nem perto?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168897018066075922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R7ucc7JngRI/AAAAAAAAAOI/4jRevYdlLdo/s320/fidel-y-discurso-abierta.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Não estou tentando justificar as restrições políticas impostas por Fidel ao povo cubano. Estou tentando ficar calada. Mas é preciso algumas doses a mais de isenção para conseguirmos ao menos nos informar sobre o que é de fato. Desconfio que não seja muito razoável comparar o regime de Fidel aos regimes ditatoriais que vigoraram nos países da América do Sul nos anos 60/70/80. Fidel é uma liderança popular, tem o apoio da maioria cubana. Implantou políticas públicas eficientes na área social, principalmente de educação e saúde. Dificilmente o povo cubano abrirá mão desses direitos para ver florescer no seu país o comércio do ensino e de planos de saúde. &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168897262879211810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R7ucrLJngSI/AAAAAAAAAOQ/FNg4F1Mu3sQ/s320/che_guevara_fidel_castro.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Desconfio também que a retomada do desenvolvimento econômico não é uma decisão que dependa exclusivamente de políticas internas. Pelo contrário. A suspensão do embargo econômico é fundamental para garantir o arranque inicial. Mas, por enquanto, essa possibilidade já foi descartada. Isso, apesar da Assembléia Geral das Nações Unidas já ter condenado esse bloqueio econômico por pelo menos16 vezes, desde que ele foi adotado, em fevereiro de 1962. &lt;/p&gt;Li na&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Embargo_dos_Estados_Unidos_a_Cuba"&gt; Wikipédia &lt;/a&gt;que, no ano passado, a Assembléia Geral da Nações Unidas, "determinada a encorajar o estrito cumprimento dos objetivos e princípios consagrados pela Carta das Nações Unidas" (...) e "reafirmando, dentre outros princípios, a igual soberania das nações, a não-intervenção e a não interferência em seus assuntos internos "(..), condenou, pela 16º vez consecutiva, o embargo imposto a &lt;a title="Cuba" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cuba"&gt;Cuba&lt;/a&gt; pelos &lt;a title="Estados Unidos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos"&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt;, por 184 votos a quatro. Votaram a favor da manutenção do embargo apenas os próprios &lt;a title="Estados Unidos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos"&gt;Estados Unidos&lt;/a&gt;, apoiados por &lt;a title="Israel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Israel"&gt;Israel&lt;/a&gt;, &lt;a title="Palau" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Palau"&gt;Palau&lt;/a&gt; e &lt;a title="Ilhas Marshall" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhas_Marshall"&gt;Ilhas Marshall&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa última Resolução da &lt;a title="ONU" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ONU"&gt;ONU&lt;/a&gt;, aprovada dia 30 de outubro de 2007, pedia o fim do embargo econômico, comercial e financeiro contra Cuba "o mais rápido possível". Segundo a &lt;a title="BBC" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BBC"&gt;BBC&lt;/a&gt; "todos os que se manifestaram na Assembléia Geral denunciaram o embargo americano, por considerá-lo desumano e um vestígio da Guerra Fria". A Resolução da &lt;a title="ONU" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ONU"&gt;ONU&lt;/a&gt; foi aprovada uma semana após o presidente &lt;a title="George Bush" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Bush"&gt;George Bush&lt;/a&gt; ter declarado que "o embargo contra Cuba será mantido enquanto o regime comunista estiver no poder na ilha". Essa Resolução da Assembléia Geral da ONU, no entanto, não tem força legal para ser imposta contra seus infratores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim caminha a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tiver um tempinho, vou procurar meu amigo cubano para me informar melhor. Se tiver só mais um tempinho, vou ver se me animo a ler mais um pouco sobre a história de Cuba e entender melhor o que está se passando. Desisti de encontrar isso nos jornais e no noticiário das rádios e tevês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana embalada pela voz de Pablo Milanez. Se possível, cantando Mi Unicórnio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté, que já é tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: Pesquei na internet&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-2827881373330651872?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/2827881373330651872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=2827881373330651872&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2827881373330651872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2827881373330651872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/02/que-seja-o-que-ser.html' title='Que seja o que será'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R7ucc7JngRI/AAAAAAAAAOI/4jRevYdlLdo/s72-c/fidel-y-discurso-abierta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-6620951902389422084</id><published>2008-02-15T23:53:00.004-02:00</published><updated>2008-11-13T09:19:46.345-02:00</updated><title type='text'>Dá pra ser ou tá difícil?</title><content type='html'>Pra quem gosta, sexta-feira não tem talvez, é dia de circular. Numa outra como esta, meus rapazes, que não posso mais chamá-los de meninos, vieram me pedir um dinheirinho para esticar em algum lugar depois dos compromissos escolares. Não achei muita graça. Sabia que uma hora isso ia acontecer, mas preferiria vê-los debaixo de nossas asas, participando dos lanchinhos especiais da sexta e depois de uma sessão cineminha no sofá da sala, com pipoca e guaraná. Acho que isso nunca mais. Ou só de vez em quando, se não tiverem nada de mais ou menos melhor para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que seria inevitável, tirei duas notas de 10 reais da carteira e dei uma pra cada um. A reação foi instantânea e uníssona:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que isso mãe! Perdeu a noção!&lt;br /&gt;- Uai, como assim? Dez reais é muito dinheiro, são dez notas de 1 real, hem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais velho, mais ponderado, mais sensato, mais diplomata, suspirou fundo e abriu negociação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, a não ser que vocês queiram sair no meio da noite, na hora que for, para nos buscar onde estivermos, 10 reais não dá nem pra sair, quanto mais pra voltar pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que era pouco, mas por que haveriam de querer muito? Por acaso estariam pensando em sentar numa mesa no Favorita e pedir a carta de vinhos ou um prato personalizado? Dez reais já é mais do que suficiente para hidratar. Mais do que dá para pedir uma coca e se distrair até a hora de ir embora. Ou não? Mas considerando que esperava vê-los de volta em casa o quanto antes, abri a carteira novamente e tirei duas de 20. O mais novo deu-se por satisfeito, afinal, iríamos mesmo buscá-lo na hora que fosse, porque ele não tem idade para ficar zanzando pela cidade no escuro da noite. Mas o mais velho nem estendeu a mão para garantir ao menos a saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, com 20 reais eu vou, mas não dá pra voltar e nem pra ir a lugar nenhum. Manera, né!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que dá mais do que para ir. Dá para ir de ônibus e voltar de táxi, se quiser. Já fiz isso muito quando tinha a idade dele. Está certo que meus amigos e os lugares que me interessavam estavam todos por perto. Hoje, parece, tudo que é bom é longe. Mas se 20 não dá, quanto é que é o suficiente? Será que esses meninos não aprenderam na escola a conta de dividir? Será que não sabem compartilhar a conta? Será que não sabem viver com o bastante que tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí mãe, sai um cinquentinha ou não sai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinquentinha! Olha só quem não tem noção. Com cinquentinha eu faço um sacolão para a semana inteira e ainda me dão um troco. Com cinquentinha, abasteço o carro para rodar de segunda a sexta pra baixo e pra cima e ainda sobram alguns litros para passear no final de semana, se não for muito longe. Com cinquentinha, compro três sandálias coloridas na Feira de Artesanato da Afonso Pena e, com o troco, se procurar bem, compro um brinco de prata com design bem original. Com cinquentinha, posso ir na Savassi e comprar dois livros garimpados na estante de literatura que não vou me arrepender.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R7ZDQ7JngPI/AAAAAAAAAN4/GW46pVNHO6I/s1600-h/dez07jan08+142.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167391580489220338" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 184px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px" height="298" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R7ZDQ7JngPI/AAAAAAAAAN4/GW46pVNHO6I/s320/dez07jan08+142.jpg" width="221" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, no apagar das minhas férias encroadas, fui com uma amiga na Savassi para fazer um teste. Um teste não, uma pesquisa. O que conseguiríamos comprar na Savassi com cinquentinha? A pesquisa fracassou, porque era quarta-feira de cinzas e a maioria das lojas emendaram o feriado. Mas, ainda assim, com cinquentinha, conseguiríamos comprar um oratório de caixa de fósforo da Serjô (18 reais), uma tulipa linda (4,50) na La Tésse, uma meia anti-derrapante (12 reais) na Boto Brasil e uma camisola de algodão deliciosa (19 reais), numa loja que me esqueci o nome. Ficaríamos devendo três reais e cinqüenta centavos, mas acho que daria para negociar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos, se desse na telha, comprar um par de congas preto da &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R7ZHzrJngQI/AAAAAAAAAOA/novnQAWAjlY/s1600-h/dez07jan08+181.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167396575536185602" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="162" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R7ZHzrJngQI/AAAAAAAAAOA/novnQAWAjlY/s200/dez07jan08+181.jpg" width="201" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Boto Brasil por 40 reais e duas tulipas. Ou um anel na Via Láctea (44 reais) e uma tulipa. Ou um vasinho de rosas brancas (38 reais) da La Tésse e uma meia antiderrapante para andarmos dentro de casa nas noites mais frias. Enfim, com boa parte do comércio fechado, ainda assim faríamos uma grande festa com cinquentinha. Grande é um exagero, tudo bem, mas, com cinquentinha, passaríamos uma tarde bem divertida e voltaríamos para casa com alguns agrados que nos fariam felizes por muitos e muitos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava fazendo novas contas, quando o meu mais velho retrucou outra vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem mãe, já sei, já sei, tem muita gente que vive o mês inteiro com cinquentinha. Com cinquentinha salvaria a vida de muitas criancinhas abandonadas por esse Brasil afora, poderia agasalhar meia dúzia de velhinhas no asilo Dom Bosco, comprar material escolar para os meninos carentes do Lar São Benedito. O que mais, mãe? Poderia mudar o mundo, né? Mas hoje não, mãe, é sexta-feira. Hoje só quero dar uma saidinha. Dá pra ser ou tá difícil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra todos, um fim de semana pra ser, pois, como diz meu pai, mais vale um gosto do que cem vinténs!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buenas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-6620951902389422084?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/6620951902389422084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=6620951902389422084&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6620951902389422084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6620951902389422084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/02/d-pra-ser-ou-t-difcil.html' title='Dá pra ser ou tá difícil?'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R7ZDQ7JngPI/AAAAAAAAAN4/GW46pVNHO6I/s72-c/dez07jan08+142.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-5550264729741981757</id><published>2008-02-11T22:46:00.000-02:00</published><updated>2008-02-11T23:11:08.403-02:00</updated><title type='text'>O dono do pedaço</title><content type='html'>Bem que queria, mas vai ficar só na vontade. Como desde sempre, teremos de nos contentar em apenas acompanhar de longe as eleições para a presidência dos Estados Unidos. É uma injustiça, porque, seja quem for o candidato escolhido, suas decisões irão influir na vida de todos nós. Mas um dia chegaremos lá. Isso se antes não der de acontecer do poder do império desmoronar. E esse cenário não está muito distante assim. O mais provável, então, é que ficaremos sempre só na vontade mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se não podemos votar, pelos menos já podemos dar pitaco sobre a acirrada disputa entre Hillary e Obama e todos os demais, no &lt;em&gt;round&lt;/em&gt; final das eleições americanas. Pelo menos é isso que entendi do &lt;a href="http://herdeirodocaos.wordpress.com/2008/02/09/voices-without-votes/"&gt;post&lt;/a&gt; que o Yuri publicou no seu blog. Nunca lamentei tanto não ter me esforçado um pouco mais para aprender inglês na época em que todo mundo aprendeu. Agora é tarde demais, estou ocupada com outros afazeres. Segundo Yuri, a Global Voices, em parceria com a Reuters está propondo um diálogo global sobre as eleições nos Estados Unidos. O projeto se chama Vozes sem Votos (&lt;a href="http://www.voiceswithoutvotes.org/"&gt;Voices Without Votes&lt;/a&gt;), e vai mobilizar os não-eleitores de todo o mundo, passando pelo Oriente Médio, Ásia, África, América do Sul e Europa Oriental, inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ficar de fora outra vez. Essas restrições tiraram muito do meu entusiasmo para acompanhar as eleições americanas. Estou preferindo me recolher às leituras de Mia Couto, Patrícia Reis, Agualusa e assim por diante. E está bom desse jeito. Mas fico pesarosa de não poder dar uma mãozinha a Hillary, porque ela está num sufoco danado. Desconfio, que sua candidatura vai amarelar. Os americanos ainda não estão preparados para eleger uma mulher. Essa é a verdade, por mais paradoxal que possa parecer. Podem até nos surpreender no minuto final, mas fico cismada que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico tentada, mas não sou besta a esse ponto. Não vou dizer que a sociedade americana é machista, porque não é. Ou, pelo menos não na mesma intensidade das nossas abaixo do Equador. Mas seu perfil é fortemente masculino. Desconfio que eles se vêem como a sociedade provedora do mundo, protetora de todas as famílias de todas as raças, que se encontram sob a ameaça de cruéis dominadores. Pensam ser responsáveis pela guarda, preservação e controle de toda a riqueza do planeta, referência para todos quanto aos valores sublimes da vida. E, principalmente, não se acanham de assumir o papel de donos do destino de todos nós. Enfim, se vêem como se fossem o homem da casa. Como nos velhos tempos de Malboro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois mandatos de bush, aquele, só serviram para fortalecer ainda mais essa fantasia. Como se não bastasse uma visão masculina do papel que desempenham no mundo, bush desencadeou um processo radical de militarização da sociedade americana fora dos campos de batalha, mas, principalmente, nas coisas miúdas da vida. Posso estar redondamente equivocada, mas é assim que percebo o crescimento de Obama e o desamparo de Hillary nas últimas semanas, mesmo estando ainda à frente do seu parceiro de partido. Temo que os americanos não estejam se deixando levar apenas pelo poder de convencimento de Obama que, dizem, tem um discurso extremamente arrebatador. Nem fazem uma escolha entre o melhor e o pior. Estão apenas reafirmando sua natureza masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou dizer também que Hillary seria a única garantia de uma mudança no jeito americano de governar o mundo. Não necessariamente. Margareth, a Tatcher, é o exemplo de que não basta ser mulher, para ter esse jeito especial de governar. Nem sempre. Mas Hillary traz essa possibilidade, que não vejo em Obama. Pelo contrário, vejo nele, cada vez mais, menos dessa possibilidade. Espero estar enganada. Mas do fundo da minha ignorância e da precariedade de informações que faço questão de manter, com a preciosa ajuda da nossa mídia tupiniquim, é assim que percebo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana com muitos quereres e novos fazeres para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté, quando for possível. Sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-5550264729741981757?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/5550264729741981757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=5550264729741981757&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5550264729741981757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5550264729741981757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/02/o-dono-do-pedao.html' title='O dono do pedaço'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-7625676224899183301</id><published>2008-01-31T12:04:00.000-02:00</published><updated>2008-02-02T21:22:44.127-02:00</updated><title type='text'>Aventuras virtuais</title><content type='html'>Choveu. E choveu mais e continua querendo chover. Meus planos foram todos por água abaixo. Outra vez. Acho que minhas férias encroaram de vez. Mas não me rendo às evidências. Na falta de um roteiro promissor no mundo da vida, resolvi viajar pelo universo virtual. Navegar por mares nunca dantes navegados, conhecer novos sítios, como dizem os portugueses, novas personagens. Mudar de assunto, trocar a música, descobrir novas plagas, novas paisagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha de sair por algum lugar. Poderia ser por qualquer uma das janelas que mantenho abertas nesta praça. Escolhi uma por acaso. Depois percebi que, dependendo de por onde você sai, os caminhos te levam por trilhas temáticas e de alcance limitado. Parece que dão voltas em torno de uma grande aldeia, mas uma só aldeia, habitada por várias tribos, mas de costumes e interesses muito próximos. Cheguei a pensar que, se insistisse um pouco, acabaria chegando de volta ao ponto de onde saí. Pode ser, mas me cansei antes disso e voltei para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei da tela do computador, da cadeira, do teclado, mas não da viagem. Foi uma aventura prazerosa e descobri muitas praças interessantes que pretendo, uma hora, quando der, voltar para visitar com mais calma. Comecei a minha caminhada pelo blog do Márcio, uma praça que já conheço bem: &lt;a href="http://www.pimentanosolhos.net/"&gt;Pimenta nos olhos&lt;/a&gt;. O Márcio é baiano, acho que é, na blogosfera essa informação não chega a ser relevante. É economista, formado pela Universidade de Salvador e se dedica às pesquisas acadêmicas e projetos voluntários. Atualmente está fazendo o doutorado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Santiago do Chile, sobre desenvolvimento local e regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.pimentanosolhos.net/"&gt;Pimenta nos Olhos &lt;/a&gt;não trata só de economia, embora também aborde temas dessa natureza. Márcio escreve sobre política, cultura, principalmente música, sobre o cotidiano e agora dá notícias do Chile e de toda a América Latina. Sempre passo por lá para ler as últimas e postar algum comentário rápido, já que sempre navego com pressa. O Márcio promete mudanças para 2008. Vamos aguardar. Do &lt;a href="http://www.pimentanosolhos.net/"&gt;Pimenta nos Olhos &lt;/a&gt;escolhi outra janela para escapar: &lt;a href="http://catatau.blogsome.com/"&gt;Catatau&lt;/a&gt;. Foi por pura curiosidade. Faz tempo que acompanho os comentários de Catatau no blog do Márcio ou comentários do próprio Márcio, um fã de carteirinha do &lt;a href="http://catatau.blogsome.com/"&gt;Catatau&lt;/a&gt;, sobre essa praça. Nunca tive tempo de visitá-la. Por isso fui por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei exatamente se Catatau é alguém de fato ou uma personagem ou uma tribo. Acho que é uma personagem: acho que é homem. É formado em filodoxia na Universibar do Pernambuco. Não sabia o que era filodoxia e achei mais prudente me informar primeiro antes de sair por aí copiando coisas que desconhecemos. Só por essa oportunidade, já valeu a pena passar pelo &lt;a href="http://catatau.blogsome.com/"&gt;Catatau&lt;/a&gt;. Filodoxia, segundo o Houaiss, é a &lt;em&gt;atitude ou predileção daqueles que, atraídos pelas aparências sensíveis, amam a opinião, a crença infundada e irrefletida, em oposição ao procedimento filosófico, movido pelo amor ao conhecimento e à verdade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais: filodoxia, &lt;em&gt;diletantismo intelectual, que se compraz em levantar problemas filosóficos, sem pretender chegar a soluções rigorosas e verdadeiras&lt;/em&gt;. Em suma, conversa de bar. Gostei. E, como defini seu próprio criador, o blog é para isso mesmo: para conversas de botequim e tertúlias entre amigos. Como &lt;em&gt;tudo é miscelânio&lt;/em&gt;, o blog fala um pouco do tudo sobre tudo. O texto que gostei, no dia em que estive lá, já não está mais na tela, mas para quem quiser ler, basta clicar no título do artigo: &lt;a href="http://catatau.blogsome.com/2008/01/16/robert-fisk-e-o-jornalismo-imparcial/"&gt;Robert Fisk e o jornalismo imparcial&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei impressionada com a agilidade do Catatau em atualizar seu blog. É impressionante. Hoje voltei lá e já tem mais dois ou três artigo que ainda não li. O &lt;a href="http://catatau.blogsome.com/2008/01/31/o-brasil-as-estatisticas-e-a-amazonia/"&gt;último&lt;/a&gt; está ótimo, sobre estatísticas. Penso muito sobre essa fúria com que os jornalistas avançam sobre estatísticas tentando utilizá-las para dar credibilidade a suas notícias. Não percebem que os números são vazios, que empobrecem a realidade e as histórias de vida que ela contém. Se percebessem, voltariam a praticar o jornalismo reportagem para sustentar as teses que criam para nos explicar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do &lt;a href="http://catatau.blogsome.com/links/"&gt;Catatau&lt;/a&gt;, pulei para o &lt;a href="http://paralersemolhar.blogspot.com/"&gt;Ler sem Olhar&lt;/a&gt;. Escolhi pelo título. Achei-o curioso. Lembrou-me das situações de risco que enfrentava, quando inventava de andar de bicicleta pelas ruas do bairro: uma hora era sem as mãos no guidom, outra, com as pernas no ar, outra de olhos fechados. Era tudo pela emoção. Em &lt;a href="http://paralersemolhar.blogspot.com/"&gt;Ler sem Olhar&lt;/a&gt;, francamente, não consegui experimentar nenhum sentimento radical com os que vivi naquela época, mas o seu autor, Diego Viana, não sei se de São Paulo ou de Paris, posta em outra praça que me conquistou de cara: &lt;a href="http://breviario.org/calculorenal/"&gt;Cálculo Renal&lt;/a&gt;. Por isso só passei em &lt;a href="http://paralersemolhar.blogspot.com/"&gt;Ler sem Olhar&lt;/a&gt;. Outro dia volto lá com mais paciência e leio todos os textos que não li nesta viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://breviario.org/calculorenal/"&gt;Cálculo Renal &lt;/a&gt;é um coletivo. Reúne sete autores, mais ou menos freqüentes na blogosfera, que postam, se não me engano, de várias partes do Brasil, de Brasília ao Rio Grande do Sul. Sem sair de lá, escapei para o &lt;a href="http://www.breviario.org/cumulusnimbus"&gt;Cumulus Nimbus&lt;/a&gt;, de uma das colaboradores do &lt;a href="http://breviario.org/calculorenal/"&gt;Cálculo Renal&lt;/a&gt;: Manoela Afonso. Gostei de tudo no &lt;a href="http://www.breviario.org/cumulusnimbus"&gt;Cumulus Nimbus&lt;/a&gt;: do texto de apresentação, dos posts, das fotos, do jeito como a Manoela escreve e de como e de onde olha o mundo. Às vezes é engraçada, às vezes mais observadora, às vezes cruel. Gostei de ter lido &lt;a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/2007/06/08/a-ha/"&gt;ahá! A-ha&lt;/a&gt;. Me identifiquei com a citação que está lá, desde novembro de 2007:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;“A experiência, e não a verdade, é o que dá sentido à escritura. Digamos, com Foucault, que escrevemos para transformar o que sabemos e não para transmitir o já sabido. Se alguma coisa nos anima a escrever é a possibilidade de que esse ato de escritura, essa experiência em palavras, nos permita liberar-nos de certas verdades, de modo a deixarmos de ser o que somos para ser outra coisa, diferentes do que vimos sendo.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Jorge Larrosa e Walter Kahan - do livro ‘O mestre ignorante’, de Jacques Rancière&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Escolhemos esse mesmo trecho para ilustrar uma exposição que montamos no ano passado, com o objetivo de comemorar e inspirar uma reflexão sobre os 15 anos de atividade da instituição onde atuamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse ponto, a viagem começou a ficar mais árdua, mais difícil. Os caminhos ficaram mais tortuosos e, em alguns momentos, temi me perder na blogosfera sem ter como voltar para casa. Da &lt;a href="http://www.breviario.org/cumulusnimbus"&gt;Cumulus Nimbus&lt;/a&gt;, já sem muitas opções, entrei no &lt;a href="http://lemurbr.blogspot.com/"&gt;Le Mur&lt;/a&gt;. É também um coletivo, com quatro colaboradoras ou colaboradores, sei lá. O blog não tem muitas informações sobre os escrivanhadores. Também não sei de onde postam. Gostei do visual do blog, bem &lt;em&gt;clean&lt;/em&gt;. Gostei das imagens: fotos e desenhos. E gostei do texto &lt;a href="http://lemurbr.blogspot.com/2007/11/e-o-que-voc-faz-dos-seus-muros.html"&gt;&lt;em&gt;E o que você faz dos seus muros&lt;/em&gt;. &lt;/a&gt;Para chegar nele, quem se aventurar, tem de rolar a tela. Mas vale a pena. Não me demorei muito, mas talvez volte no &lt;a href="http://lemurbr.blogspot.com/"&gt;Le Mur &lt;/a&gt;um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do&lt;a href="http://lemurbr.blogspot.com/"&gt; Le Mur&lt;/a&gt;, pulei para o &lt;a href="http://marlyarte.blogspot.com/"&gt;ArteCultDesign&lt;/a&gt;. Fiquei surpresa. A mantenedora desse blog posta de Belo Horizonte. Coincidência. Ou não. O mundo é pequeno em qualquer lugar. A menina que aparece na foto da tela principal, acho, chama-se Marly e gostei da pergunta que vem logo abaixo: o que nos olha? Não consegui deixar de não ri. Quando somos crianças, imaginamos que é deus quem nos olha. Nos espreita de longe o tempo todo. Hoje penso que somos nós mesmos que estamos, o tempo todo, a nos olhar. A nos vigiar, nos controlar, nos avaliar, criticar, exigir, cobrar e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi do &lt;a href="http://marlyarte.blogspot.com/"&gt;ArteCultDesign&lt;/a&gt; que quase voltei para casa. Senti que dali para frente ia andar em pedregulhos, escalar paredões íngremes e atravessar corredeiras assassinas. De lá, só consegui escapar por uma trilha meio sinistra: &lt;a href="http://achamavioleta.blogspot.com/"&gt;Chama Violeta&lt;/a&gt;. Sem nenhum juízo de valor, mas com toda sinceridade, levei susto. O blog é violeta mesmo, com letras azuis, e é musical, Assim que termina de carregar, toca uma música dessas meio celestiais. Não é a minha praia. Definitivamente. Mas é um blog interessante e bem feito para quem gosta. Não li nada da &lt;a href="http://achamavioleta.blogspot.com/"&gt;Chama Violeta&lt;/a&gt;, mas acho que os posts merecem ser lidos. Um dia volto lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que eu mais temia aconteceu. Estava presa. Não tinha por onde escapar. Parecia que estava numa torre muito alta de algum castelo mal assombrado. Senti até um frio na barriga. Pasmem, a &lt;a href="http://achamavioleta.blogspot.com/"&gt;Chama Violeta&lt;/a&gt; não tem nenhuma janela para o mundo. Foi uma constatação bem desagradável. Mas antes de me desesperar resolvi entrar nos comentários e ver se de lá conseguia fugir para algum outro lugar. Deu certo. De lá pulei no &lt;a href="http://oceanus-oceanus.blogspot.com/"&gt;Oceanus&lt;/a&gt;. Não sei nada sobre o senhor ou senhora Oceanus, mas ali tem as melhores fotos sobre o mar que consegui ver nessa viagem. Demorei bastante no &lt;a href="http://oceanus-oceanus.blogspot.com/"&gt;Oceanus&lt;/a&gt;, só apreciando as fotografias. Vale a pena dar uma espiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do &lt;a href="http://oceanus-oceanus.blogspot.com/"&gt;Oceanus,&lt;/a&gt; fui para a &lt;a href="http://coresterra.blogspot.com/"&gt;Jardineira Aprendiz&lt;/a&gt;. Esse tema tem me interessado muito, porque, conforme havia me prometido no início do ano, estou cuidando melhor do meu jardim. Fiz até uma extravagância nessas férias e criei um espaço, na varanda da copa, para cultivar temperos e ervas. Foi muito gostoso fazer isso e ficou tudo muito bonito. Mas voltando à &lt;a href="http://coresterra.blogspot.com/"&gt;Jardineira Aprendiz&lt;/a&gt;, sei que é o blog de uma mulher e que posta de algum lugar em Portugal. O blog tem muitas fotos de flores, folhagens, árvores, todas, todas, maravilhosas. Foi um belo passeio. Me deixei ficar por ali muito tempo. Muito mais do que havia previsto. Quando dei por mim, já precisava voltar para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi aí que os problemas apareceram de verdade: como voltar? Descobri que os portugueses às vezes falam do Brasil, mas não abrem janelas para nossas praias. Passei pelo &lt;a href="http://o-murmurar-das-pedras.blogspot.com/"&gt;O murmurar das pedras&lt;/a&gt;, de Mofina Mendes, que tem um post sobre uma &lt;a href="http://o-murmurar-das-pedras.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#6057521113727760646"&gt;Orquestra de Legumes&lt;/a&gt; muito engraçada e curiosa. Sai pelo &lt;a href="http://questao-dos-universais.blogspot.com/"&gt;Funes, o memorioso&lt;/a&gt;, de um advogado do Porto e de lá fui para o &lt;a href="http://www.fadofalado.blogspot.com/"&gt;Fado Falado&lt;/a&gt;. Gostei dessa pracinha, com posts curtos e bem humorados. Fiquei feliz quando vi um texto especial dedicado ao nosso Garrincha. Ele merece, ele merece! Merece um post e outros mais. Quando pensei isso, já estava clicando em outro blog, &lt;a href="http://altodapenha.blogspot.com/"&gt;Do alto da Penha - Mira-se o mundo sem binóculos&lt;/a&gt;, também de Portugal. E olha que coincidência: lá também tinha um post dedicado ao Garrincha, com vídeo e tudo mais. Fiquei bem orgulhosa, mas cada vez mais aflita, porque nada de achar um caminho de volta para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sem muita paciência de pesquisar links sugeridos, comecei a clicar nervosamente no Próximo Blog, que fica na barra de ferramenta do Blogger. Sobrevoei muitos sítios, cada um mais esquisito do que o outro, em línguas mais estranhas do que outras. Por acaso, passei por um blog em português, de Portugal, claro. Não resisti e dei uma paradinha: &lt;a href="http://diario-grafico.blogspot.com/"&gt;Desenhador do Quotidiano&lt;/a&gt;. É muito bom, o autor tem uma libreta preta, não sei se moleskine, onde registra paisagens da cidade. Lamentei não ter passado por ele mais cedo, quando ainda me divertia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para o Próximo Blog e continuei clicando enfurecidamente. Nada! Nient! Rien! só blogs holandeses, húngaros, chineses ou japoneses sei lá e de outras línguas mais. Estava escurecendo, os meninos começando a reclamar pelo lanche, minha mãe já tinha ligado, o moço que vai consertar a secadora também. Precisava mesmo voltar para casa. Foi aí que vi, num desses blogs em língua indecifrável, um campo da Google pesquisa. Não tive dúvidas. Digitei rapidamente: espera, estou pensando e cheguei de volta em casa. Ufa! Da próxima vez terei mais cuidado com a carta de navegação. Mas é assim mesmo, vivendo e aprendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de novos e divertidos aprendizados para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté fevereiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-7625676224899183301?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/7625676224899183301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=7625676224899183301&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7625676224899183301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/7625676224899183301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/01/aventuras-virtuais.html' title='Aventuras virtuais'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-3050974637101524361</id><published>2008-01-27T01:35:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T09:19:47.241-02:00</updated><title type='text'>Das listas e da improvisação</title><content type='html'>Sou chegada numa listinha. Quando acordo, a primeira coisa que faço, até antes mesmo de me levantar, é passar mentalmente a lista de afazeres do dia. Quando estou caminhando, repasso as prioridades, inverto a ordem, incluo novas atividades, me desfaço de outras até encontrar um meio termo que me agrade. Quando chego no trabalho, abro a agenda e passo tudo para o papel. Também quando vou ao supermercado, não saio de casa sem antes fazer uma lista. Já fiz até lista para ir à locadora de vídeos, à farmácia, ao shopping e até, principalmente, para ir à papelaria, meu passeio predileto. Antes de viajar, claro, faço várias listas: das coisas que tenho de fazer antes de pegar a estrada, das roupas que tenho de levar, dos livros e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também adoro fazer e ajudar os outros a fazer lista de festa. Passar uma a uma todas as providências, depois ir cortando cada uma delas à medida que as tarefas vão sendo cumpridas. É o máximo. Mas não fico só nisso. Tenho também uma coleção de listas inúteis: lista dos cds que preciso ouvir uma hora, dos filmes que não posso deixar de ver, dos livros que estão me esperando na estante e outra daqueles que preciso comprar quando tiver uma chance, dos passeios que quero fazer, dos lugares onde não posso deixar de ir um dia. Já fiz lista das palavras que me agradam e daquelas horripilantes, que devo evitar a qualquer custo, lista de frases para sempre, de frases engraçadas e frases de filmes, pérolas ou imperdíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, admito, não levo minhas listas a sério. Poucas vezes termino o dia cumprindo todas as prioridades eleitas. Raramente consulto a lista do supermercado, prefiro passear pelos corredores e comprar o que me dá vontade. Às vezes isso é um problema, porque deixo de levar exatamente o que estava faltando e sou obrigada a voltar para refazer o dever. Mas não me importo. Também não levo a sério as minhas listas inúteis. Aliás, é por isso mesmo que as chamo de inúteis. Acabo sempre escutando as músicas que os meninos escolhem, vendo os filmes que outros estão afim de ver e lendo os livros que me dão. E isso também não me incomoda, porque acabam sendo boas escolhas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, estou com três livros na Lista de espera: Inês Pedrosa, Pamuk e Mia Couto. Até o final das férias pretendo ler pelo menos dois deles, de preferência numa varanda, com o vento batendo no rosto e o mar lá na frente, quebrando na areia e esparramando água até quase na calçada. Mas agora, agora mesmo, não tive vontade de ler nenhum deles. Preferi pegar outros que não estavam na lista, mas que me pareceram bem mais apetitosos para esse início de ano improvisado que estou passando. Tudo que havia planejado, furou. Mais uma lista que foi para o lixo. Sem mapa de navegação para me orientar, estou praticando a arte da improvisação. Acho que vou ficar boa nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto fico por aqui, distraindo o tempo, já li três livros. Eles têm algumas coisas em comum: os três são pequenos, quase de bolso. São de leitura rápida, não porque sejam pequenos, mas porque o texto flui e a história prende. Depois que começamos, não dá para interromper antes do fim. E os três têm uma programação visual que me agrada aos olhos. Isso para mim é fundamental num livro. Por exemplo, faz tempo que não leio livros da Record e só porque não me agradam aos olhos. Além das letras miúdas e entrelinhas apertadas, as capas são feias. Isso é uma grande bobagem, sei disso, mas como temos muitas ofertas, posso me dar a esse luxo. Hoje não sei como andam as edições da Record. Espero que tenham melhorado. Mas os três livros que li, são impecáveis. E as coincidências acabam por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.letraselivros.com.br/index.php?option=content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=568"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159997351429528578" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px" height="222" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R5v-QJXp3AI/AAAAAAAAAM4/-ujp66NMYwo/s320/Am%C3%B3s+Oz.jpg" width="128" border="0" /&gt;De repente, nas profundezas do bosque&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, de Amós Oz, foi presente de uma amiga. Conta a história de uma aldeia onde não existe mais nenhum bicho, nem aranha, nem formiga, nem barata, nem peixe, nem pássaro, nem leão, nem cavalo, nem nada. Só o homem, sozinho. Nessa estranha aldeia, nada mais deixa de existir e a vida continua como se nos bastássemos. É claro que isso não dá certo e, depois de um tempo, duas crianças se aventuram nas matas que rodeam a cidadezinha em busca dos animais desaparecidos. A história é o pretexto para Amós Oz falar da intolerância, da discriminação e outros males dos nossos dias. Mas, principalmente, desconfio que ele fala da perigosa ruptura que estamos nos empenhando, nos desfazendo do mundo das emoções para deixar prevalecer apenas o mundo da razão. Não sei se esse livro é o que melhor representa a obra de Amós Oz, mas gostei de conhecê-lo através dessa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.linguageral.com.br/site/titulodetalhe.asp?tituloid=59&amp;amp;sec=titulos"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159996552565611490" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R5v9hpXp2-I/AAAAAAAAAMo/uLhxI1PpFuo/s320/morder-te+o+cora%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;Morder-te o coração&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, da portuguesa Patrícia Reis, encontrei por acaso. Foi num sábado. Fui passear na Savassi com uma amiga, enquanto fazia hora para o almoço. Depois de visitar a nova loja do Ronaldo Fraga, que é mesmo digna de visitação, resolvemos entrar na Quixote só para ver as novidades. Não pretendíamos comprar nada, mas aí bati o olho num livro igual a esses que gosto: quase de bolso, com uma capa irresistível e um título que me agradou: &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.linguageral.com.br/site/titulodetalhe.asp?tituloid=21&amp;amp;sec=titulos"&gt;amor em segunda mão&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, da mesma Patrícia Reis. Folheei e já gostei. Bati o olho de novo e vi esse: &lt;em&gt;Morder-te coração&lt;/em&gt;. Trouxe os dois para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não li o primeiro, mas o segundo devorei de uma vez só. É uma história de amor ou de amores ou de desamores, de encontros e desencontros, de tentativas. Resumindo assim, não parece muito original, mas isso é irrelevante para quem sabe contar uma história. E Patrícia Reis sabe. Usa as palavras na dose certa, mistura poesia e cinema para dar ritmo à narrativa. Como se fosse um quebra-cabeça, desmonta sua história peça por peça e remonta com novos enredos até voltar à trama inicial. Se não fosse um livro, &lt;em&gt;Morder-te o coração&lt;/em&gt; seria a ventania que anuncia uma chuva. Vou deixá-lo na minha cabeceira para reler de novo alguns pedaços. Ou uma frase, como essa: &lt;em&gt;eu consigo saber como é tudo porque consigo imaginar&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u351862.shtml"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159996930522733554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 184px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" height="246" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R5v93pXp2_I/AAAAAAAAAMw/-lc6B_y0YJA/s320/arte+de+nao+fazer+nada.jpg" width="218" border="0" /&gt;A arte de não fazer nada&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, de Véronique Vienne, não é um livro de histórias, mas também oferece uma leitura prazerosa e cativante. Estava na estante desde o natal de 2006. Me dei de presente no auge da correria, mas não li. Nem precisava. Bastava vê-lo para me lembrar de que é sempre bom dar um tempo no meio da roda viva. Se fosse obediente já teria adotado esse conselho desde criança. Dona Benta também ensinava isso. No sítio do Pica-pau Amarelo, ela instituiu o Dia de Não Fazer Nada. Naquela época, pensei que era mais uma brincadeira para distrair as crianças e não levei a sério. Hoje prezo meus trinta minutos de férias diárias. E já em pleno e merecido descanso, estou tentando me especializar na arte do ócio. Não é nada fácil, com tantas gavetas para arrumar. Mas estou me disciplinando e me permitindo algumas horas do dia sem fazer absolutamente nada. Obrigada, Véronique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que burlei a minha Lista de espera. Também furei a lista de filmes que Ainda vou ver, mas essa já é outra história. Se der, volto aqui antes de viajar para contar como foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá, uma semana de improvisações para todos.&lt;br /&gt;Inté&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-3050974637101524361?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/3050974637101524361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=3050974637101524361&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3050974637101524361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3050974637101524361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/01/das-listas-e-da-improvisao.html' title='Das listas e da improvisação'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R5v-QJXp3AI/AAAAAAAAAM4/-ujp66NMYwo/s72-c/Am%C3%B3s+Oz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-8025969702145260460</id><published>2008-01-13T17:56:00.001-02:00</published><updated>2008-11-13T09:19:47.569-02:00</updated><title type='text'>Pé na estrada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R4p4vjokxfI/AAAAAAAAAMQ/OunQI8kFehc/s1600-h/historia_real.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155065481893561842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R4p4vjokxfI/AAAAAAAAAMQ/OunQI8kFehc/s320/historia_real.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estávamos preparados para assistir neste final de semana o filme de David Lynch, &lt;a href="http://www.cineinsite.com.br/filme/filme-fichatecnica.php?id_filme=33508"&gt;Império dos Sonhos&lt;/a&gt;. Arrumei a matula com um pouco de tudo: pipoca, água, bala de goma, água e menthos. Afinal, três horas de filme não é pouco tempo. Mas na hora de sair, cadê? Olhamos o jornal de cabo a rabo e o filme não estava mais em nenhuma das salas de cinema da cidade. Já tinham corrido com ele. Isso acontece demais comigo. Sempre vou deixando pra depois, pra outro dia, pra mais tarde e, quando assusto, perdi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na falta de um Lynch atual, recorremos ao vídeo para rever algum outro do passado que, da mesma forma, devo ter perdido quando estava rodando no circuito comercial. Foi uma sorte. Encontramos &lt;a href="http://www.adorocinema.com.br/filmes/historia-real/historia-real.asp"&gt;História Real&lt;/a&gt;, de 1999. É claro que ainda não tinha visto. Não me lembro o que estava fazendo em 1999, mas tenho certeza de que não tinha tempo sobrando para ir ao cinema nos finais de semana ou numa sexta à noite. O filme é um poema sobre a vida e, apesar de não representar o &lt;a href="http://www.cineplayers.com/perfil.php?id=11685"&gt;Lynch&lt;/a&gt; original, tem tudo dele, só que em doses mais doces do que ácidas, mas não menos reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://camarascura.wordpress.com/category/ficcao/historia-real/"&gt;História Real &lt;/a&gt;é um &lt;em&gt;road movie&lt;/em&gt; a 12 km por hora, como alguém já disse. É o relato da viagem de Alvim Straight, um homem de 73 anos, com algumas dificuldades próprias da idade, mas disposto a continuar sua aventura na terra até quando der. Ele atravessa quase 500 km de estrada, num cortador de grama, para rever seu irmão, vítima de um derrame. Os dois não se falavam há muito tempo, mas com a notícia, Alvim resolve esquecer o passado e reencontrá-lo. Faz a viagem sozinho e, no caminho, encontra pessoas e vive as mais diversas situações e complicações, mas sem nunca se afastar do seu plano de vôo original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155064481166181858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R4p31TokxeI/AAAAAAAAAMI/5lVc4s-3Ong/s320/alvim+historia.bmp" border="0" /&gt; Não é um melodrama. Poderia ter virado, mas não nas mãos de David Lynch. Alvim faz a sua viagem solitária, como todos nós estamos fazendo todos os dias, desde a hora em que nascemos até a hora em que, um dia, partiremos. Os amigos que faz durante o trajeto são como nossos companheiros de viagem, que encontramos no meio da vida. Nessa caminhada, Alvim fala da velhice, da amizade, do futuro, do passado, do presente. Vai digerindo tudo devagar, expurgando os maus momentos até tornar a alma mais leve, para se encontrar com o irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensei nada sobre &lt;a href="http://cineplayers.com/critica.php?id=451"&gt;História Real&lt;/a&gt;. Só vi e senti. E vou rever agora mais uma vez. Em 2008, quero um pouco do ritmo desse filme para a minha vida. Quero tudo mais lento e mais doce, para ter tempo de saborear. Se vocês tiverem a oportunidade de assistir ou de rever esse filme, não deixem ela escapar pelos dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana a 12 km por hora para todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagens: de divulgação, capturadas na internet&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-8025969702145260460?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/8025969702145260460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=8025969702145260460&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8025969702145260460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8025969702145260460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/01/p-na-estrada.html' title='Pé na estrada'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R4p4vjokxfI/AAAAAAAAAMQ/OunQI8kFehc/s72-c/historia_real.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-3096798021039068037</id><published>2008-01-08T17:21:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T09:19:47.882-02:00</updated><title type='text'>Moleskinemos nós!</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Mas a vida é a autoridade desordeira&lt;/em&gt;. - Mia Couto &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R4PTCjokxZI/AAAAAAAAALg/OkJU9ynMvfU/s1600-h/moleskine.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153194439520601490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R4PTCjokxZI/AAAAAAAAALg/OkJU9ynMvfU/s320/moleskine.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano passou e nem vi. Foi muito rápido. Entrou janeiro e de repente já era março, daí pulou pra maio e avançou até junho sem que nem me desse conta. Quando tirei os olhos da tela já era o segundo semestre. O ano começou a acabar. Pensei, agora é que o bicho vai pegar. E pegou. De agosto para outubro não deu nem para perceber e até chegar dezembro foi num piscar de olhos. Não vi os dias passando, nem os meses nem o ano. Estava ocupada cuidando da vida e me distraí das horas. Resultado: o ano terminou muito antes do trabalho chegar ao fim e agora estou tendo de estender 2007 por mais alguns dias e jogar minhas férias para o final de janeiro. Não cometo mais esse erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, também não fiz planos para o novo ano. Nem uma lista: nem de promessas nem de novos desafios. Vou ficar com as de sempre: parar de fumar, fazer uma ginástica, aprender inglês, cuidar melhor do jardim, passear mais, ler os livros que estão na minha lista de espera, ver os filmes de 2007 que ainda não vi, beber mais água, estender mais um pouco a conversa fiada com os meninos, no final da noite, testar novos cremes, para ver se não provocam nenhuma reação alérgica, não deixar acumular tarefas que terei mesmo de fazer, de um jeito ou de outro, tirar 15 minutos de férias por dia e uma prolongada pelo menos uma vez por semana, inventar um doce de frutas que não engorde tanto quanto brigadeiro e assim por diante. Mais uma coisa, vou tentar ler jornal de novo, quem sabe o mundo andou mudando e também não vi. Considero todos bons desafios para 2008, acho que não preciso correr atrás de novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescento apenas mais um. Em 2008, vou fazer, principalmente, um esforço redobrado para anotar todos os meus sonhos e minhas idéias na caderneta nova que ganhei de natal. Em 2007 fiz várias tentativas. Ganhei duas cadernetinhas que cabiam na palma da minha mão e anotei algumas coisas: uma palestra do Fernando Abrúcio sobre o Estado do Estado, uma aula sobre Comunicação e Sociabilidade, algumas frases que li nos jornais e anotações de um encontro sobre blogs. Além dessas duas cadernetinhas, comprei mais três: uma rosa, que ficou na minha mesinha de cabeceira e lá continua, em branco, porque nunca aconteceu de querer anotar nada nela. Outra ficou na minha bolsa e anotei pedaços de conversas e frases que perderam o sentido, porque ficaram fora de contexto. E a terceira ficou na minha mesa de trabalho: anotei reuniões, compromissos e informações que avaliava serem relevantes, mas todas com prazo de validade limitado. Venceram na passagem do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vou fazer diferente. Vou deixar na minha bolsa apenas a &lt;a href="http://www.moleskine.com/eng/default.htm"&gt;Moleskine&lt;/a&gt; que ganhei de presente da minha afilhada. Vou recolher todas as demais e deixar para rascunho, perto do telefone. À mão ficará apenas a minha &lt;a href="http://www.moleskine.com/eng/_interni/catalogo/Cat_int/catalogo_notebooks.htm"&gt;Moleskine&lt;/a&gt; pretinha. Ela é muito inspiradora. Não é uma caderneta qualquer. É a &lt;em&gt;libreta&lt;/em&gt; de notas que, nos últimos dois séculos, foi utilizada por artistas e intelectuais europeus para registrar seus insights e poder mais tarde retomá-los em suas criações. Van Gogh, Picasso, Hemingway, todos tinham uma &lt;a href="http://www.moleskine.co.uk/"&gt;Moleskine&lt;/a&gt; pretinha, igual a que ganhei, na sua bagagem de mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produzida originalmente em pequenas fábricas francesas, essa&lt;em&gt; libreta&lt;/em&gt; foi objeto de desejo de todos os grandes escritores, pintores e músicos da era moderna e era cobiçada também pela multidão de artistas anônimos, que freqüentava os bolsões de cultura espalhados pela Europa. Isso até 1986, quando desapareceu seu último fabricante, uma empresa familiar de Tours. Em 1998, para o júbilo de todas as almas sensíveis, uma pequena editora milanesa voltou a fabricar a verdadeira &lt;a href="http://moleskine-pt.jcraveiro.com/"&gt;Moleskine&lt;/a&gt; pretinha. Centenas delas já estão por aí, espalhadas pelo mundo, registrando as grandes aventuras da vida, as emoções mais sinceras e todos os sonhos em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe agora, a cada um de nós, por acaso possuidores desse pequeno e notável arquivo de papel, fazer por onde. Anotar pequenas idéias, que se não derem em nada, já terão dado em boas lembranças. Se derem, um dia poderão virar uma história genial, um romance tipo inesquecível ou uma teoria revolucionária sobre qualquer coisa. Anotar sentenças musicais, que distraidamente cantarolamos no meio da rua. Podem também não dar em nada ou dar em grandes sinfonias ou num samba de breque que desconcertará no túmulo até o velho Morengueira. Quem pode, deve ainda pincelar um traço, o esboço de um rosto, de um sorriso, de um olhar qualquer que passou pela rua e vimos e nunca mais veremos, mas que ficarão para sempre na &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/tags/moleskine/"&gt;Moleskine&lt;/a&gt; de algum artista anônimo que, sabiamente, deu um jeito de eternizá-los na sua &lt;em&gt;libreta&lt;/em&gt; preta, ainda com algumas páginas em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153194667153868194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R4PTPzokxaI/AAAAAAAAALo/R4O8PVdbe8k/s320/moleskine+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um 2008 cheio de boas idéias e bons motivos pedindo para serem registrados. E que ninguém faça como fiz em 2007. Antes que o ano passe e acabe sem nos darmos conta, tratem de semear pela vida todas essas idéias e motivos que anotarem em pedacinhos de papel, para que elas possam florescer e enfeitar essa nova temporada que agora está se iniciando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté mais ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Imagens&lt;/strong&gt;: Da série Moleskine de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/tiffany-z/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tiffany-Z&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-3096798021039068037?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/3096798021039068037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=3096798021039068037&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3096798021039068037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/3096798021039068037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2008/01/moleskine.html' title='Moleskinemos nós!'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R4PTCjokxZI/AAAAAAAAALg/OkJU9ynMvfU/s72-c/moleskine.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-2850787591096743597</id><published>2007-12-23T11:42:00.000-02:00</published><updated>2007-12-23T17:28:48.304-02:00</updated><title type='text'>A falta que a utopia nos faz</title><content type='html'>Consumi quase todo meu repertório de palavras neste final de ano. Mais grave, deixei escapar pela janela minhas idéias mais vagas sobre os assuntos mais diversos, para concentrá-las em meia dúzia de três ou quatro e assim dar conta do recado. Fiz quase igual D. Cappio, uma greve de sopa de letrinhas, e me dediquei exclusivamente àqueles pratos especialistas, com ingredientes exclusivos sobre um ou outro tema do mundo das idéias. Foi um grande sacrifício de final de ano. Acho que paguei todos os pecados que, inadvertidamente, cometi em 2007. Mas agora, como D. Cappio, encerrei o meu suplício. Estou de volta ao mundo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prova dos nove fora zero, acho que o resultado foi muito bom, melhor até do que esperava. O jejum de D. Cappio também não foi de todo em vão. Ainda que não tenha conseguido trazer de volta para a agenda democrática o tema da transposição do Rio São Francisco, a sua epopéia de 23 dias acionou o alarme de atenção para alguns probleminhas que ficaram buzinando ininterruptamente na minha cabeça, enquanto tinha de me concentrar em outras questões menores. D. Cappio se queixou ao bispo amigo de que Lula foi “muito insensível” durante o seu jejum e que o STF foi “subserviente” ao Executivo. Sob certo ponto de vista, pode até ser, mas fico pensando se o problema não seria anterior a essas reações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início, uma coisa que me intrigou foi a insensibilidade da própria sociedade. Quando ouvi a notícia de que o bispo de Barra reiniciaria uma greve de fome em protesto contra as obras de transposição do rio e só voltaria a se alimentar quando o projeto estivesse engavetado, não me comovi. Sinceramente, não. Fiquei foi um pouco confusa e desconfiada. Lá vem o bispo de novo. O que será que ele sabe sobre esse projeto que nós não damos conta de saber? É claro que qualquer desvio de rio tem um impacto sobre o ambiente natural, mas é uma obra, guardada as devidas proporções, até banal. Qualquer Zé Mané faz um desvio aqui e outro ali para buscar água e poder cuidar do seu roçado. Isso desde muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O São Francisco não é um córrego qualquer, evidentemente uma transposição das suas águas teria um impacto maior e, se o rio já está ameaçado, esse impacto teria conseqüências mais graves. Mas as tecnologias para controle dos efeitos perversos também não seriam mais eficientes hoje do que já foram em tempos passados? Ou não? Ou será pior? Será que não estariam sendo avaliados os impactos de uma obra desse porte num ambiente natural em transformação mais acelerada, em função das mudanças climáticas do planeta? Será que é nisso que o bispo estaria pensando? Será que é isso que ele sabe que nós não sabemos? Ou será que o uso dessa água é que não agrada ao bispo? Será mesmo que ela irá atender apenas os grandes produtores rurais e não a população pobre da região? Será que teríamos alternativas menos agressivas, mais baratas e mais eficientes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei confusa, mas achei o assunto muito complicado para meter a minha colher de pau. Tem outras donas marias e zé manés que também pensam assim. Quando esse tema é jogado na mesa, muita gente desconversa. É, pois é. Não sei não, eu acho que é uma obra que pode dar certo. Ou não. Como é que é mesmo que isso será feito? É dinheiro que não acaba mais, hem? Enfim, comentários absolutamente descompremetidos. Então, quando D. Cappio chamou para si a luta em defesa do rio e contra o transposição, muita gente ficou é aliviada. Ele deve saber o que está fazendo. Mas o protesto solitário de um homem é muito pouco para uma sociedade de massa, de multidões, de megamovimentos, para uma sociedade que se diz democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que o protesto de D. Cappio, para ser bem sucedido, deveria ter reunido milhares de pessoas a sua volta, com velas acesas, rezas, discursos inflamados e outras encenações ótimas para gerar imagens para televisão. Não é isso. Mas um movimento de mobilização social, para começar a dar certo, precisa ter um propósito comum, sob uma interpretação e um sentido também compartilhados, como nos ensina &lt;a href="http://www.cdisaopaulo.org.br/index_html/biblioteca/mobilizacao_social_Bernardo_Toro.pdf"&gt;Bernardo Toro&lt;/a&gt;. Um propósito claro, compreensível por todos, de forma a que cada um se reconheça no movimento, se sinta responsável pelo problema e capaz de resolvê-lo com a sua participação. O engajamento num movimento dessa natureza é um ato de liberdade, de escolha, de vontade. É fruto da decisão de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí surge o primeiro grande problema. O ato de fé de D. Cappio não contribuiu para esclarecer todas as dimensões desse projeto. Seu protesto não conseguiu mobilizar, pelo menos na proporção que precisaria, a vontade da sociedade brasileira de, no mínimo, discutir esse tema. E não conseguiu justamente porque faltava e ainda falta informação, entendimento, clareza sobre o que significa a transposição de um rio do porte do São Francisco, de uma obra da extensão dessa que está prevista, para que cada um de nós pudéssemos nos posicionar com segurança e decidir se iríamos ou não apóia-la. A greve de D.Cappio poderia até ter sido uma oportunidade para que todas essas dúvidas fossem esclarecidas, de forma clara e transparente, mas não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí surge o segundo grande problema. Uma democracia pressupõe participação. Numa democracia quase ideal, imaginamos que todos os grandes temas de interesse público deveriam ser postos em debate para que a sociedade, como um todo ou quase todo, pudesse conhecer os diversos aspectos da questão, opinar e se posicionar sobre cada um deles, diretamente, através de plebiscitos, referendos ou qualquer outro instrumento, ou através dos canais de participação popular, já adotados pelo parlamento brasileiro em várias casas legislativas. É claro que essa não é uma participação descomprometida, desinformada, construída no achismo de uma mesa de bar. Precisa ser uma participação qualificada, mas, não exclusiva dos especialistas. Precisa ser informada, comprometida e intencional. Precisa reunir o conhecimento disperso nas mãos de cada um dos segmentos envolvidos ou afetados pela decisão, numa grande síntese, que resultaria em posicionamentos diversos, mas todos e cada um plenamente consciente dos seus fundamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí é que mora o perigo. A obra de transposição do rio São Francisco está sendo tratada meramente como uma obra de engenharia. Uma decisão técnica e não política, como deveria ser. Ora, uma obra de engenharia desse porte não é como levantar uma laje, que qualquer um em qualquer canto do Brasil se mete a fazer e, na maioria das vezes, dá certo. É um projeto altamente sofisticado, para especialistas doutores e não para nós, essa ralezada desinstruída que somos. Ou, mais delicadamente, essa não é uma discussão para nós, leigos no assunto. Mas será que é isso mesmo? Será que nossas decisões não são, em última instância, sempre decisões políticas? Embasadas, em parte sim, por conhecimentos técnicos, especialistas, mas também conhecimentos práticos, da vida, frutos de nossas experiências particulares? E será que não é possível traduzir esse conhecimento mais técnico em desenhos de fácil entendimento por nós, nós que não somos letrados em cálculos da engenharia civil? Será que não existem outros aspectos fundamentais desse projeto, que dizem respeito a todos nós, que precisariam ser também conhecidos e discutidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso definitivamente não é possível, doravante, qualquer tema de grande interesse público que deveria ser discutido por todos, poderá ser, da mesma forma, decidido em gabinetes, por especialistas doutores. Não poderá? E sempre se justificará pela alta complexidade do tema e pela incapacidade da sociedade de acompanhar o debate. Não é um bom argumento? E quanto mais desinformados estamos, maior ainda será a assimetria informacional a que estaremos submetidos daqui pra frente, pois vivemos numa sociedade complexa, que gera problemas da mesma ordem de grandeza e qualidade, altamente complexas. Então, se não rompermos com esse vício, de supervalorizar o conhecimento especializado e subestimar o conhecimento popular, estaremos eternamente condenados à democracia monárquica do mundo contemporâneo. Aquela democracia desejada, de todos e para todos, será apenas uma idéia, mais ou menos boa, mas sempre para poucos e nunca para todos. Ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de volta ao verbo livre, leve e solto.&lt;br /&gt;Mas antes disso, tenham paciência, não me venham querer polemizar justamente na ceia de Natal. Deixem isso para depois.&lt;br /&gt;Um Natal em paz com todos, principalmente junto aqueles que são especiais para cada um de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-2850787591096743597?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/2850787591096743597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=2850787591096743597&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2850787591096743597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2850787591096743597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/12/falta-que-utopia-nos-faz.html' title='A falta que a utopia nos faz'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-9197994217934483102</id><published>2007-12-09T08:52:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T09:19:48.138-02:00</updated><title type='text'>O que é isso Papai Noel?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R1vxuJrhCiI/AAAAAAAAALA/GgMLlob8x24/s1600-h/virtrines+urbanas+009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141969174748269090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R1vxuJrhCiI/AAAAAAAAALA/GgMLlob8x24/s320/virtrines+urbanas+009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uau! Será que Papai Noel perdeu o pique?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Francamente Zero Um, isso é hora de desanimar? Olhe para nós. Tem alguém aqui com cara de quem vai amarelar, de quem vai andar com os pés pra trás, como se fosse um caipora? Tem Zero Um? Olhe para os lados. Tem alguém pedindo pra sair? Tem alguém pedindo para ficar no banco de reservas? Pedindo para que o esqueçam? Tem Zero Um? Me responda, tem? Não tem Zero Um, tá todo mundo ralando, correndo atrás, suando a camisa, querendo mais, pagando pra ver, pegando no pesado, dando até a última gota de sangue. Tá todo mundo no mesmo barco e todo mundo na luta. Então, qual é Papai Noel? Vais me dizer que és um fanfarrão? Que esse tempo todo estava só de brincadeirinha. Tenha paciência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que está difícil, não é novidade nenhuma. Fim de ano é assim mesmo, já era para o senhor ter se acostumado, não é não? O trabalho dobra, o tempo corre mais depressa, o dia parece que fica mais curto e tudo se torna um pouco mais custoso, mas todo mundo vai levando com jeitinho, porque sabe que, no final, tudo dará certo e o ano, mais uma vez, acabará em festa. Procede, essa rotina também cansa. Todo ano tudo igual, num mundo em que as mudanças acontecem num piscar de olhos. Essa mesmice é um porre. Às vezes é preciso agir de forma diferente, quebrar a seqüência dessa lógica irracional e restabelecer o caos benigno da imprevisibilidade. Concordamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem Zero Um, vamos liberá-lo neste ano. Pode pegar pesado!Não meça palavras, não contenha os gestos, não se intimide, não tenha piedade de ninguém, não se compadeça, haja como se fosse um destemperado, um velho intolerante, irritadiço e aborrecido e nós haveremos de entendê-lo. Ah!, sim, também não quer ser compreendido. Também não o compreenderemos. Será exatamente como o senhor quiser, desde que, da sua parte, também cumpra os combinados. Não venha depois querer pôr panos quentes. Fale o que tem pra dizer na lata. Vestiremos as carapuças que nos couberem. Vamos lá, Papai Noel. Reaja! Pode soltar os cachorros, subir nas tamancas e rodar a baiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também acho que nossos governantes, por mais difícil mesmo que seja a missão deles, não estão fazendo por onde. Claro, bush é o melhor exemplo deles. Nem a velha estratégia do isolamento colou. Olha que ninguém suporta, por mais de cinco minutos, ser solenemente ignorado. bush está sozinho na berlinda faz tempo e nada. Nada o tira da sua inércia maligna. Pois então, Kioto! A Austrália, mesmo recebendo o prêmio Fóssil do Dia, anunciou a sua adesão ao Protocolo, deixando os Estados Unidos fora da festa. Até a China se comprometeu com projetos e metas, mesmo estando ainda liberada desses compromissos e bush nada. Concordamos: está na hora de subtrair o natal de bush. Nada de festas e celebrações. Só o frio gelado de uma masmorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz sentido. Eles também merecem ficar no gelo por um tempo. Todos: os dirigentes que tomaram e mantém essa decisão e cada um dos soldados do 2° Batalhão de Construção e Engenharia (BEC) do Exército brasileiro, mobilizados nas obras de transposição do Rio São Francisco em andamento no sertão pernambucano. São uns insensatos. Estão passando o carro na frente dos bois. E como pensam que o danado irá andar? Não é só Dom Luiz Flávio Cappio, já a 12 dias sem se alimentar, num jejum absoluto. Não é só ele que entende ser necessário, primeiro, implantar as obras de revitalização do rio. Todos nós, que já estivemos na nascente do Velho Chico e percorremos alguns trechos da sua longa travessia, sabemos disso. Então procede mais uma vez: vão todos para o calabouço do seu coração. Vão passar essa temporada de final de ano a pão e água. E nem poderão reclamar, pois, de fato, estarão até muito bem. Melhor que o destemido Dom Cappio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista é grande, tô sabendo, mas seu coração também não é pequeno. Então vai, desembucha logo, que o espaço aqui é que não é lá essas coisas. Solta a língua Papai Noel, se não o Capitão Nascimento aparece e vai querer levá-lo pro saco. Acha que estou brincando? O homem é mau pra danar. Não é só estilo, como o senhor está fazendo, ele sabe ser cruel até o fundo da alma, embora seja humano como todos nós. Certíssimo, vamos por na geladeira também todos os cartolas, técnicos e jogadores de futebol dos times brasileiros. Já estava passando da hora mesmo. Olha o que o Corintians fez com aquela torcida estupenda! Isso é maldade de terceiro grau. Vou evitar falar dos timinhos mineiros pra não gerar controvérsia. Vou relevar. Mas vão todos pra masmorra também. Combinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais? Precisa de um tempo? Já tá cansadinho, Zero Um? Qual é Papai Noel? Ah! precisa descansar na cadeirinha de balanço! É? Quer que traga a cestinha de tricô também, é? Que beleza! Daqui a pouco vai pedir pra sair, não é Zero Um? Que feio! Coragem Papai Noel! Abra o verbo, todo mundo está esperando. Alguém tem que falar. Pode deixar que vamos aguentar o tranco. Quem sabe depois de um Natal à míngua tomaremos juízo e revisaremos a nossa carta de navegação? Sempre tem uma luzinha no fim do túnel. Eu creio. Então tudo bem, vai nessa Papai Noel. Retomaremos a lista em outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana cara a cara com o espelho. Vamos todos fazer o &lt;em&gt;mea culpa&lt;/em&gt;. Vamos dar uma maõzinho pro velhinho. Ele merece, não merece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: minha. É de outubro. Estava guardada para essa data!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-9197994217934483102?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/9197994217934483102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=9197994217934483102&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/9197994217934483102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/9197994217934483102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/12/o-que-isso-papai-noel.html' title='O que é isso Papai Noel?'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R1vxuJrhCiI/AAAAAAAAALA/GgMLlob8x24/s72-c/virtrines+urbanas+009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-6880931372893168865</id><published>2007-12-03T00:26:00.000-02:00</published><updated>2007-12-09T08:52:21.661-02:00</updated><title type='text'>Viva a diferença!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Meninas, finalmente o padrão barbie de beleza está sendo desbancado. A lourinha de olhos azuis terá de rebolar para não cair no ostracismo. Tudo bem que o ideal de magreza, das medidas milimetricamente proporcionais e do rosto equilibradamente simétrico ainda resistem como referência de beleza no mundo, mas a matriz que deu origem a esses padrões multiplicou-se, diversificou-se. Alguma coisa está mudando.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois da vitória da japonesa &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Miss_Universo_2007"&gt;Riyo Mori &lt;/a&gt;na 56ª edição do concurso de Miss Universo, em maio de &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:metricconverter productid="2007, a" st="on"&gt;2007, a&lt;/st1:metricconverter&gt; chinesinha &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL200655-5602,00.html"&gt;Zhang Zilin&lt;/a&gt; foi eleita no sábado, dia 1º de dezembro, a Miss Mundo 2007. A representante de Angola, Micaela Reis, ficou em segundo lugar e a do México, Carolina Móran, &lt;st1:personname productid="em terceiro. Se" st="on"&gt;em terceiro. Se&lt;/st1:personname&gt; vocês estão pensando que isso é bobagem, futilidade, olhem só: o concurso foi acompanhado por quase 2 bilhões de pessoas em nada mais e nada menos do que 200 países. É pouca coisa?&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Está certo, sempre desconfiamos do resultado de concursos dessa natureza. Mesmo sem ter certeza e sem saber exatamente como, sempre achamos que teve alguma maracutaia. Mas o fato é que, com ou sem maracutaia, nos últimos concursos, a mulher oriental detonou os padrões ocidentais de beleza. Não é à toa que essa moda da chapinha pegou e, parece, deve ter vindo para ficar. Toda mulher quer ter os cabelos lisinhos, lambidos até a ponta, como o das japonesas e chinesas. Eu acho até bonito, mas considero, sinceramente, uma besteira querer copiá-las. Acho que a vitória de Riyo Mori e Zhang Zilin deveria nos ensinar outra lição.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em vez de ficarmos nessa sofreguidão, tentando a todo custo nos encaixar dentro do novo modelo, nos submetendo mais uma vez a apenas um e único padrão de beleza, deveríamos aceitar de uma vez por todas que somos diferentes. Minha avó já dizia isso. Gostava de todas as netas e achava todas elas lindas: são belezas diferentes, concluía. Fico pensando que o sucesso de Riyo e Zhang também diz isso. É um sinal de que finalmente a globalização está tomando um rumo novo, estamos mais tolerantes com as diferenças e reconhecendo a riqueza da nossa diversidade. Pelo menos no que diz respeito aos padrões de beleza. Já é alguma coisa, não é não? Ou vão dizer que isso não é bacana?&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A globalização fugiu do controle do mercado. Não é uma boa nova? Até agorinha mesmo, nesse processo, prevalecia apenas a sua lógica. Olhem se não era? O mercado tentava nos impor a idéia de que a globalização nos tornava todos iguais: consumidores! Quanto mais fôssemos iguais, mais viáveis tornávamos os sistemas de produção e comercialização de mercadorias no shopping center planetário. Assim, o mercado ganhava economia de escala na produção e ampliava seu varejão até qualquer biboca no fim do mundo. Enganaram-nos por um algum tempo, mas mentira tem perna curta. E se essa lógica funciona mais ou menos para o mercado, é só até aí mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na política, ela é um desastre. É só olharmos para o &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL200953-5602,00-ATAQUES+DEIXAM+CINCO+MORTOS+E+CINCO+FERIDOS+NO+IRAQUE.html"&gt;Iraque&lt;/a&gt;. Quem ainda acredita que um dia teremos ali uma democracia igual às democracias mambembes do ocidente? E nem precisamos ir muito longe. A &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,RS0-5597,00.html?filtro=&amp;amp;offset=1&amp;amp;formatos=&amp;amp;formato=&amp;amp;ordenacao=&amp;amp;query=Venezuela&amp;amp;dataA=dd%2Fmm%2Faaaa&amp;amp;dataB=dd%2Fmm%2Faaaa&amp;amp;mes=11&amp;amp;ano=2007&amp;amp;mes2=11&amp;amp;ano2=2007"&gt;Venezuela&lt;/a&gt;, aqui do lado. Por que ela nos incomoda tanto? É por que Chávez está rompendo com a lógica do mercado, rompendo com a globalização pasteurizada que este nos impôs e tentando escrever uma história diferente? Nem sei se isso é uma boa ou se é uma canoa furada, não é essa a questão, mas o fato é que ele está mesmo tentando fazer diferente e isso ainda incomoda, apesar de já aceitarmos belezas diferentes.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Então, dá-lhe burduna. Não sou favorável à reeleição. Acredito, na minha ingenuidade, que todos os candidatos devem participar da disputa com iguais recursos e a reeleição sempre beneficia um em relação aos demais. Então, não concordo. Mas acho que eles lá, que são venezuelanos, que se entendam. Incomoda-me muito mais, isso sim, a pauta dos jornais brasileiros, que reduziram a &lt;a href="http://www.vtv.gob.ve/VTV(reload)/_promociones/Proyecto%20de%20Reforma%20_Corregida%20art%2011,67,328_.pdf"&gt;reforma constitucional da Venezuela&lt;/a&gt; a uma reforma eleitoral. Não vi nenhum jornal discutir, por exemplo, a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais. Posso ter comido mosca, mas não vi.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Também não vi ninguém discutir quais os fundamentos da economia socialista, que Chávez propõe nessa reforma constitucional como meta de Estado. Qual a repercussão de uma mudança desse porte sobre o funcionamento da economia venezuelana como ela está hoje? Não vi ninguém discutir isso e nem sobre a proposta de uma nova organização do Estado, baseada no poder popular, por meio das comunas e dos conselhos comunitários entre outras instâncias. O que isso significará? Como essa nova organização se relacionará com o sistema de poder anteriores? O Parlamento sobreviverá? Os partidos? O Poder Judiciário será afetado?&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;As edições da Folha de São Paulo deste final de semana abordaram alguns desses temas, mas como tivemos um amplo debate sobre a proposta da reeleição sem limite, seria interessante aprofundarmos também sobre esses outros pontos. Ou não? Por exemplo, a reforma constitucional propõe a criação de novas formas de propriedade. Serão cinco: pública, social, coletiva, mista e privada. Qual o impacto dessa mudança? Que repercussão ela terá nas relações econômicas? E a reforma agrária, que está proposta com a desapropriação dos latifúndios? E a reforma militar? Ela traz ameaça para os países vizinhos?&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim, Chávez tem um jeito diferente de fazer as coisas. Às vezes faz melhor, outras vezes nem tanto; às vezes faz a coisa certa, às vezes não sei dizer; às vezes inova, outras vezes só repete o que já foi feito e não deu tão certo assim, mas vai fazendo. E fico pensando se, antes de nos arrepiarmos diante do diferente, se não seria mais razoável conhecermos melhor que história diferente é essa. Quem sabe velhos padrões estão sendo derrubados e novas possibilidades estão se abrindo para todos nós? Quem sabe, como Riyo Mori e Zhang Zilin estão nos ensinando, existem maneiras diferentes de ser, nem melhores, nem piores, só diferentes, mas que podem ampliar nossos horizontes? Quem sabe?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma semana diferente para todos, aberta à diversidade do mundo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Inté.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;PS: Quando publiquei esse post, o resultado do referendo na Venezuela ainda não tinha sido divulgado. A sociedade venezuelana demonstrou que é a protagonista da sua história e fez as escolhas que considerou mais conveniente. Foi melhor assim. Foi bacana, não foi?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-6880931372893168865?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/6880931372893168865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=6880931372893168865&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6880931372893168865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6880931372893168865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/12/viva-diferena.html' title='Viva a diferença!'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-5890239590523269245</id><published>2007-11-21T23:37:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T09:19:48.353-02:00</updated><title type='text'>BlogCamp MG</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R0Wk35KYOmI/AAAAAAAAAKQ/pOd7_oe61mE/s1600-h/blog+foto+109.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135692230230030946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R0Wk35KYOmI/AAAAAAAAAKQ/pOd7_oe61mE/s320/blog+foto+109.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Numa desconferência, o debate é livre e rolou solto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Que o tempo é qualquer coisa de pouco que temos na vida, todos nós já concordamos. Por isso mesmo me intriga como tanta gente se dispõe a utilizar sua reserva escassa, de um bem tão nobre, numa atividade que, a princípio, não tem nenhum significado. Fico doida para saber por que insistimos em passar por aqui e a dedicar um bocado das poucas horas livres que ainda temos escrevendo um amontoado de palavras que nem sabemos se serão lidas ou se serão capturadas por uma corrente de vento e se perderão por aí para sempre.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi para matar essa curiosidade que espantei a preguiça e fui lá pro alto da Afonso Pena, no último sábado, conferir o &lt;a href="http://barcamp.blaz.com.br/node/81"&gt;BlogCamp MG&lt;/a&gt;. O domingo deixei para descansar. Mas no sábado queria ouvir e discutir com quem quisesse as razões que nos motivam a essa prática insana e irracional. Não consegui resolver minha angústia, o que não quer dizer que não tenha sido bom participar do encontro. Percebi, por exemplo, que ninguém estava lá muito preocupado com essa questão. Talvez por ela não ser mesmo muito relevante. Percebi que estávamos todos muito felizes e realizados por fazermos parte deste pequeno universo virtual. O encontro presencial foi o grande momento de reconhecimento dessa nossa (in)existência. Deu concretude à insolidez das palavras que inventamos e plantamos nesse espaço, na esperança de que um dia dêem frutos. Ou não.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R0WnI5KYOpI/AAAAAAAAAKo/tiySOsYrlE0/s1600-h/blog+foto+118.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135694721311062674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R0WnI5KYOpI/AAAAAAAAAKo/tiySOsYrlE0/s320/blog+foto+118.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A foto ficou a média luz, mas ninguém cochilou durante os debates. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quase, mas não me espantei nem me irritei com as discussões, que duraram toda a manhã e tarde do sábado, sobre a monetização dos blogs e sobre os &lt;a href="http://dinheirama.com/blog/category/nossa-opiniao/"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;posts&lt;/span&gt; patrocinados&lt;/a&gt;. Como disse o Jorge, essa é uma tendência, não quer dizer que seja um padrão. Existem outras possibilidades na blogosfera que estão sendo exploradas com o mesmo afinco. E seria ingenuidade mesmo acreditar que esse espaço estaria imune ao poder de sedução do mercado. Hoje, tudo tem seu preço. Até amigos já são ofertados no varejão da vida, por R$ &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:metricconverter st="on" productid="80,00 a"&gt;80,00 a&lt;/st1:metricconverter&gt; hora. Isso, para os menos exigentes. Quem quiser um amigo com estilo vai ter de desembolsar um pouco mais. Então, porque não precificar também os espaços em branco dos blogs? São escolhas. Cada um que faça a sua, com todo respeito.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Fiquei pensando ainda que esse pequeno universo da blogosfera nem é mais tão pequeno assim. Nele cabem mesmo todas as tendências. Estava relendo um estudo da portuguesa Catarina Rodrigues sobre&lt;a href="http://www.labcom.ubi.pt/livroslabcom/pdfs/rodrigues-catarina-blogs-fragmentacao-espaco-publico.pdf"&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Blogs e a fragmentação do espaço público&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que me ajudou a lembrar a dimensão desse mundico. Em 2006, quer dizer, há muito tempo atrás, já eram criados 50 mil novos blogs por dia em todo o mundo. Já éramos quase 28 milhões de pessoas gastando parte de seu precioso tempo nesta ciranda de idéias. E em cada cinco meses, a blogosfera duplica. Se essa previsão procede, já somos hoje mais de 100 milhões. Fiz a conta certa?&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Não foi uma boa idéia relembrar esses números, porque volta a minha angústia de querer saber o que estamos fazendo aqui. Catarina também estava aflita para descobrir esse mistério. No seu estudo, entre outras questões maiores, pesquisou essa também. Naquela época, em &lt;st1:metricconverter st="on" productid="2006, a"&gt;2006, a&lt;/st1:metricconverter&gt; criação de um blog estava associada principalmente à necessidade de expressão individual, ao registro de informações e à partilha de idéias. Não acho que essa tendência tenha se esvaziado. Nem aquela que via nesse meio uma possibilidade de intervenção cívica ou de prestação de um serviço. Mas, de fato, hoje temos uma variedade bem maior de tribos, todas soltas dentro da blogosfera.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Os blogs corporativos, os blogs de jornalistas vinculados às grandes mídias, os blogs de celebridades, os blogs vitrines para venda de produtos, os blogs especialistas, os blogs musicais, os blogs portais, os blogs baixaria, que me recuso a vê-los e assim por diante. Se quiserem saber mais quantos, é só visitar o &lt;a href="http://herdeirodocaos.wordpress.com/2007/11/22/o-consumo-da-informacao-e-as-novas-tecnologias/"&gt;Herdeiro do Caos&lt;/a&gt;. Yuri publicou um post sobre o encontro que teve na Bahia que traz mais detalhes dessas tendências. Mas seja quantas tribos forem, cada uma se apodera desse espaço como bem lhe convém e não poderia ser diferente, pois a liberdade é uma das virtudes do espaço virtual. O desafio, portanto, não é mais o de criar um blog, mas o de sobreviver na blogosfera. E aí a discussão é outra.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais do que a persistência ou a capacidade de transformar em dinheiro os espaços vazios de um post, os autores de blogs enfrentam um desafio maior. Temos de dar conta de produzir conteúdos consistentes, para conquistar credibilidade junto aos nossos leitores e aos internautas desavisados que, sem querer, tropeçam nas nossas páginas e distraidamente colhem algumas palavras que estão ali plantadas. Criar conteúdos consistentes exige um trabalho árduo, do cão, que nem sempre estamos dispostos a empreender. Às vezes, preferimos, como eu, só divagar, planar sobre o mundo das idéias, sem maiores comprometimentos. Talvez, isso não seja suficiente para dar longa vida a um blog. Paciência. Seremos como a CPMF, eternamente provisórios.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Um restinho de semana na concretude dos fatos.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Até de repente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: minhas. Dá para perceber, né? E ainda deu pau na máquina.&lt;br /&gt;Ela está juntando fotos que fiz com outras que nunca fiz.&lt;br /&gt;Reparem a primeira foto. Cruzes! Parece coisa do cão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-5890239590523269245?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/5890239590523269245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=5890239590523269245&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5890239590523269245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5890239590523269245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/11/blogcampmg.html' title='BlogCamp MG'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/R0Wk35KYOmI/AAAAAAAAAKQ/pOd7_oe61mE/s72-c/blog+foto+109.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-2404233480167874509</id><published>2007-11-17T00:42:00.000-02:00</published><updated>2007-11-17T10:05:44.536-02:00</updated><title type='text'>Reis sem coroa</title><content type='html'>Perdi alguma coisa no meio do caminho. Mas ando distraída mesmo e muito mais ocupada do que deveria ou gostaria com as tarefas rotineiras. Por isso perdi o lançamento do informe anual do Índice de Desenvolvimento Democrático da América Latina, edição de 2007, no início do mês passado. Nessa, passei por debaixo da mesa. Mas ainda está em tempo, pois se pouca coisa mudou em um ano, o que dirá em poucos dias. O &lt;a href="http://www.idd-lat.org/Edicion%202007.htm"&gt;IDD-Lat &lt;/a&gt;é calculado desde 2002 pela &lt;a href="http://www.polilat.com/"&gt;Polilat.com&lt;/a&gt;, um portal sobre política na América Latina, e pela &lt;a href="http://www.adenauer.org.br/index.asp"&gt;Fundação Konrad Adenauer&lt;/a&gt;. Os pesquisadores avaliam a evolução do comportamento da sociedade, dos dirigentes e das instituições democráticas em 18 países do continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula vai se espantar, se também ainda não viu. Este ano, o índice geral da região não teve um desempenho que poderíamos chamar de exemplar. Cresceu, mas muito timidamente. Apontou uma variação de apenas 1%, sustentada principalmente pela melhora do indicador de gênero, que passou de 16,9% para 20,2% de participação das mulheres nos níveis de decisão política. Talvez esta seja a única novidade da temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de países com alto desenvolvimento democrático permaneceu o mesmo dos últimos cinco anos. É o nosso G3: Chile, Costa Rica, coração civil e Uruguai. Além deles, só outros três superam a média regional do IDD-Lat: Panamá, Argentina e México. E olha que a média da região não chega a ser um grande desafio: está em meros 5%. Por isso, mesmo superando esse percentual, Panamá, Argentina e México são considerados países com desenvolvimento democrático médio, como nós, Honduras e Colômbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os demais países, que representam metade do universo pesquisado, estão todos no grupo de baixo desenvolvimento democrático: Peru, El Salvador, Paraguai, Guatemala, Bolívia, Equador, República Dominicana, Venezuela e Nicarágua. Tudo mais ou menos igual a sempre. O trem da história anda devagar mesmo. Não foi isso, portanto, que preocupou os pesquisadores das duas organizações. Não foi o pífio desempenho da região, mas o avanço irrisório, nos últimos anos, do Índice de Qualidade Institucional e Eficiência Política medido nos 18 países e uma das principais dimensões do IDD-Lat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que isso significa? Significa que o modelo presidencialista adotado pelos países da região está super dimensionado. Existe uma concentração de atribuições e poder muito grande em torno da figura presidencial e, por conseqüência, um enfraquecimento descabido das demais instituições democráticas, como o Parlamento, especialmente. Essa é uma tendência que vem se agravando ao longo dos últimos anos, com o apoio das elites dirigentes e da sociedade. Lula e Chávez agradecem, mas não só eles, todos os demais presidentes dos 18 países pesquisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos eles, além de chefes de Estado, são chefes de governo: promulgam leis, dirigem a política interna e externa de seus países, nomeiam seus ministros e assessores sem interferência de outros poderes do Estado, entre outras tarefas rotineiras não listadas pelos pesquisadores, que são muito educados e preferiram não mexer no caldeirão. Mas o fato é que quanto mais avançam nessas atribuições, menor fica o espaço para a atuação do Parlamento e da Justiça, criando um vazio institucional extremamente perigoso para a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;ranking&lt;/span&gt; dos países com maiores atribuições presidenciais é encabeçado pela Venezuela, claro, e mais Argentina, Brasil e Colômbia, mas é uma tendência, como aponta o informe anual do IDD-Lat, que tem se aprofundado em toda a região. Não é de se estranhar, portanto, que um número cada vez maior de países da região está discutindo ou já sancionando normas que tratam de prolongar mandatos ou facilitar o instituto da reeleição. Essa tendência está transformando as democracias da América Latina em monarquias sem rei. Roberto Romano já havia chamado atenção para esse fenômeno. Um dia retomo essa palestra que ele fez em Belo Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os pesquisadores do IDD-Lat preferem nomear essa tendência de ultrapresidencialismo e eles advertem que esse sistema alimenta um tipo de democracia débil e de menor legitimidade, posto que nele não são respeitadas as atribuições constitucionais de cada uma das instâncias que compõem o corpo institucional de um Estado e nem se esforça para estimular a participação política popular. Os pesquisadores advertem que é imprescindível recuperar a livre confrontação das idéias que surge no âmbito da liberdade, cujo espaço natural numa democracia é o Parlamento. Foram eles que disseram. Vale a pena ler a íntegra deste informe do IDD-Lat. E, aproveitando o embalo, passar os olhos também no &lt;a href="http://www.latinobarometro.org/"&gt;Latinobarómetro&lt;/a&gt;, divulgado ontem no Chile. O estudo abrange também 18 países da região e traz um retrato da percepção de democracia, Estado, economia e instituições das populações latinoamericanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das conclusões do Latinobarómetro deste ano é a de que está havendo na região um ligeiro encolhimento do apoio à democracia e um crescimento na confiança no Estado para a resolução de todos os problemas da sociedade. Como vêem, os dois estudos se completam. Boa leitura. Deliciem-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um final de semana em plena liberdade, sem a companhia de reis e príncipes para nos atormentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-2404233480167874509?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/2404233480167874509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=2404233480167874509&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2404233480167874509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/2404233480167874509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/11/reis-sem-coroa.html' title='Reis sem coroa'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-5990864455734556995</id><published>2007-11-12T23:34:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T09:19:48.539-02:00</updated><title type='text'>Rumo ao nada</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/RzkEpl8NdmI/AAAAAAAAAKA/WIrPAyTYeQQ/s1600-h/CÃ³pia+de+16+09+07+-+exposiÃ§Ã£o+053.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132138362971190882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/RzkEpl8NdmI/AAAAAAAAAKA/WIrPAyTYeQQ/s320/C%C3%B3pia+de+16+09+07+-+exposi%C3%A7%C3%A3o+053.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Do lixo da cidade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Choveu. Se chover um pouco mais é até possível que voltemos a agir como pessoas normais. Vamos ver. Mas enquanto isso é apenas uma possibilidade, tento escapar do mormaço sufocante das ruas, me escondendo nos ambientes refrigerados da cidade. Numa livraria, por exemplo. Passei o final da tarde de sábado dentro de uma delas. Poderia ter me deixado vagar distraidamente entre as prateleiras, lendo uma ou outra orelha de livro ou folheando suas páginas para adivinhar as histórias conhecendo apenas a primeira e última frase de cada uma delas. É um bom exercício para treinar a imaginação ou a nossa capacidade de dedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não. Tinha um objetivo: estava atrás do último livro do trágico e profético &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/James_E._Lovelock"&gt;James Lovelock &lt;/a&gt;. Precisava desesperadamente ler &lt;a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=34722"&gt;&lt;em&gt;A Vingança de Gaia&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;, neste último final de semana, para tentar recobrar a minha capacidade de simplesmente pensar. Mas é como digo, as pessoas andam desvairadas, agindo sem plena consciência. O livreiro me olhou profundamente, coçou a cabeça e um pouco impaciente, disse-me que sim, tinha visto esse livro em algum lugar. Mas em vez de procurá-lo, foi direto ao terminal do computador, teclou algumas letras e retornou lamentando: acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo não passava por uma situação dessas. Primeiro, porque não tenho tido mesmo muito tempo para ficar lendo todos os livros que estão sendo lançados no Brasil. Uma barbaridade, a cada semana. Depois, porque ando também sem paciência para ler os livros que todo mundo já está lendo. Prefiro ouvir as versões que me contam. Desconfio que são até mais divertidas que o próprio livro. Mas isso nunca vou saber com certeza. A não ser que, mais tarde, me disponha a ler esses livros que me citam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, com isso, não tenho me dado ao trabalho de sair procurando títulos nas estantes empoeiradas das livrarias. Não procurando-os, não preciso encontrá-los nem corro o risco de também não achá-los. Não é que parei de comprar livros. Quando vem aquela vontade incontrolável de ler um livro novo, de folhear suas páginas, de sentir aquele cheirinho bom de papel e de tinta quase fresca, entro numa livraria e faço uma primeira seleção só pela capa. Depois leio as frases: a primeira e a última. E, finalmente, passo os olhos na orelha. Se me parece bom, compro. É assim mesmo que ando fazendo. Mas naquele sábado eu tinha um objetivo e nunca pensei que fosse assim tão difícil de ser alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia até insistir com o livreiro, mas ele estava tão desolado, tão absolutamente entregue à sua apatia, que resolvi não incomodá-lo. O calor tira do sério qualquer pessoa. Até um livreiro apaixonado. Assim, voltei pra casa também desanimada e sem cumprir minha missão. Procurei me contentar com o artigo do &lt;a href="http://www.ecologizar.com.br/ecologizar05.html"&gt;Maurício Andrés &lt;/a&gt;- &lt;em&gt;A Arte de sair de cena&lt;/em&gt; - publicado no Estado de Minas do mesmo sábado, no qual comenta exatamente o livro de Lovelock. Não conheço Maurício Andrés, embora o reconheça na rua. Mas admiro-o pela sua persistência, mais do que pela sua coerência. Lápelosidos dos anos 80, quando a moda era militar nas esquerdas, agitar as massas, cuspindo palavras de ordem insanas, ele já se preocupava com a sobrevivência do nosso planeta. Cobrava-nos um jeito novo de nos relacionarmos com o mundo, com a natureza, com as pessoas. Defendia ardorosamente a plena desurbanização. Isso é o que eu me lembro. E ainda que o achávamos muito estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas&lt;em&gt; A Vingança de Gaia&lt;/em&gt; está aí para não deixá-lo falar em vão e sozinho. Lovelock já não acredita mais que o aquecimento global seja um fenômeno reversível, mas para reduzir seu impacto, propõe substituirmos o desenvolvimento pela retirada sustentável, por uma mudança de direção. Sugere medidas semelhantes àquelas que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), está propondo essa semana, em &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1591520-EI8278,00.html"&gt;Bancoc&lt;/a&gt;, Tailândia. Mas vai mais além. Não chega a radicalizar, como aqueles que defendem uma saída de cena voluntária, com a auto-extinção da espécie humana, por meio de uma política de “filho zero”, mas avança mais que o relatório do IPCC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lovelock nos desafia a acabar com as guerras como forma de resolução de conflitos, para reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Concordo. Acho muito estranho mesmo não termos ainda um estudo sério sobre o impacto de ações belicosas sobre o meio ambiente. Um estudo sobre o Iraque, por exemplo. O IPCC deveria fazer isso. Mas Lovelock quer mais, quer a neutralização do carbono de atividades específicas, como festas, eventos, encontros. Outra vez, estou plenamente de acordo. Megaeventos, então, é uma fonte terrível e altamente poluidora. Sou favorável a considerarmos mais de vinte pessoas juntas multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Lovelock radicaliza mesmo é quando propõe uma redução drástica do turismo consumista: diminuição dos vôos internacionais, do transporte terrestre, serviços e comércio. Chega desse delírio ambulante da globalização! Agora é cada macaco no seu galho e ponto final. E conclui propondo o banimento puro e simples de todas as atividades não-essenciais, supérfluas ou desnecessárias que produzam impactos climáticos e ambientais. Aí é que eu quero ver! Na nossa cultura, viramos especialistas na produção do dispensável. Quanto menos necessário e mais descartável, mais desejamos. Mas é isso ou acabaremos diante do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada Maurício Andrés, e vou continuar procurando &lt;em&gt;A Vingança de Gaia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana na mais doce simplicidade voluntária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando der.&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Foto: minha. Do alto da Raja)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-5990864455734556995?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/5990864455734556995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=5990864455734556995&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5990864455734556995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5990864455734556995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/11/arte-de-sair-de-cena.html' title='Rumo ao nada'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/RzkEpl8NdmI/AAAAAAAAAKA/WIrPAyTYeQQ/s72-c/C%C3%B3pia+de+16+09+07+-+exposi%C3%A7%C3%A3o+053.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-6464211352572842211</id><published>2007-11-03T22:52:00.000-02:00</published><updated>2007-11-05T12:31:44.412-02:00</updated><title type='text'>Mexidão</title><content type='html'>Uma coisa é certa: o calor nos torna um pouco mais estúpidos do que já somos normalmente. É quase impossível pensar em altas temperaturas. Parece que as palavras se derretem nas extremidades e não se encaixam mais umas nas outras. As idéias não vingam. Perdem fôlego e se escoram no primeiro obstáculo que encontram. Não há tragédia nesse mundo nem um fato excepcional que as anime a respirar fundo e a prosseguir na caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece até preguiça, mas não é. É o calor, que entranha pela nossa pele e vai se espalhando pelo corpo até alcançar os poucos pensamentos que ainda nos restam. Eles até tentam escapar, mas vão ficando pesados e mal se arrastam do lugar aonde estão. Não fluem, não tecem mais uma história e vão se dissolvendo no quente do nosso corpo até que não sobra mais nada. No calor, ficamos vazios de idéias e só pensamos em sombra e água fresca. Obcecadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos abúlicos, indiferentes ao mundo. E a culpa é do bush, aquele que poderia mas não quis assinar o Tratado de Kioto. Até sei que não é bem assim, mas estou atolada no meio da onda de calor que baixou na cidade e é inútil querer pensar qualquer outra razão só um pouco mais complicada. Essa é a melhor que me ocorre e tem a vantagem que já vem pronta e temperada. Não carece de mais indignação. Qualquer outra, exigiria de nós um esforço mental impossível de dispendermos, desde que os termômetros travaram nos 30° C e nos deixaram assim, num estado de absoluta apatia e prostração, difíceis de serem vencidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora bateu um vento na janela. Talvez chova ou não. Mas bateu um vento lá fora e balançou as folhas da árvore. Soprou de novo e espalhou pelo chão as folhas de papel que estavam sobre a mesa. Bateu mais forte e esparramou as idéias que vinha juntando para escrever alguma coisa por aqui. Não sobrou nada. Mas refrescou. Se estivesse mais animada, escreveria no atacado. Falaria da Copa de 2014. Desejamos tanto e agora já não nos importamos mais. A Copa não vai resolver nossos problemas, alerta a imprensa. E deveria? Não seria só uma festa mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaria ainda dos 41 bilhões de dólares que o FED, o banco central americano, precisou injetar no mercado financeiro só para acalmar os investidores que continuam estressados com a crise imobiliária americana. 41 bilhões de dólares só para a roda da fortuna continuar girando. E nós precisando de minguados 2 bilhões de dólares para receber a Copa de 2014. Não virão? Aposto que sim, mesmo que nossos jogadores já não sejam mais nossos, mesmo que a nossa seleção já não seja mais brasileira e tenha virado internacional, mas aposto que virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaria até da crise do gás, se tivesse acompanhado as discussões. Mesmo não tendo, ainda assim me arriscaria, porque não é de hoje que ela está anunciada, só fingiámos que não estava. E da mesma forma o aumento da energia elétrica. Desde a invasão do Iraque sabíamos que o mundo teria de passar por uma mudança da sua matriz energética, incorporando e ampliando a participação de fontes alternativas e investindo em novas tecnologias. Muito mais do que isso, teríamos de rever o nosso próprio padrão de consumo de energia, reduzindo-o a patamares compatíveis com a sobrevivência do planeta. E aí é que está. Mas essa discussão é muito complicada e é impossível pensá-la no calor do veranico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até de Chávez falaria. Seu projeto de reforma constitucional foi aprovado com apenas sete votos contrários, todos da sua própria base, já que a oposição venezuelana boicotou a eleição legislativa de 2005 e está sem voz no parlamento. Conseguiu emplacar a possibilidade de reeleição indefinida para presidente e endurecer a regulamentação do estado de exceção. Mas as mudanças dependem ainda do resultado de um plebiscito. É ingenuidade acreditar que Chávez não será mais uma vez vitorioso, mas se o projeto de nação que ele está propondo ao povo venezuelano é indesejado, o plebiscito é o instrumento certo para derrotá-lo. Eles que se entendam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no atacado falaria ainda de Cristina Kirchner, que assumirá a presidência da Argentina tão logo termine o mandato de seu marido. Não acho que as mulheres tenham um jeito de governar melhor do que o dos homens. Somos diferentes sim, mas não melhores. Thatcher é a prova disso, entre outras. Mas, ainda assim, torço para que Cristina e Michelle Bachelet aproveitem a chance que estão tendo para fazer diferente, para governar com mais compaixão e espírito menos belicoso, mais preocupadas em cuidar do que conquistar o mundo. Eu torço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o vento já passou e espalhou a chuva que não veio. O calor não cedeu nem um tiquinho de um grau e pensar, nessas condições, é até perigoso. Melhor deixar pra depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um domingo chuvoso para todos nós, nem que seja só para refrescar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buenas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-6464211352572842211?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/6464211352572842211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=6464211352572842211&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6464211352572842211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6464211352572842211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/11/mexido.html' title='Mexidão'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-829328704834415514</id><published>2007-10-27T11:15:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T09:19:48.732-02:00</updated><title type='text'>Carrossel voador</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/RyNradZ84XI/AAAAAAAAAJo/3w_lLpBhKKU/s1600-h/virtrines+urbanas+115.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126058903192002930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/RyNradZ84XI/AAAAAAAAAJo/3w_lLpBhKKU/s320/virtrines+urbanas+115.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Vitória de Samotrácia na Praça da Liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(minha)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;A vida é um trem. São mais de 6 bilhões de locomotivas partindo em todas as direções. Às vezes elas se cruzam. Às vezes não. Às vezes páram em alguma estação. Alguns caem fora, outros embarcam, outros mudam de vagão, outros voltam. Mas a vida é um trem que segue sempre em frente. Acreditava nisso. Hoje tenho dúvidas. A vida está me parecendo mais um carrossel, que fica dando voltas, girando, girando, quase indo, mas quando parece que vai, volta sempre para o mesmo lugar. Girando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes tenho essa impressão. Estou ali, mergulhada num momento presente qualquer e, de repente, me vem sensações absolutamente estranhas àquela situação, mas que me remetem a experiências passadas que insistem em permanecer vivas, como se retornassem desde sempre, no giro de um carrossel. É como se o tempo não existisse mesmo. O presente é só o passado revisitado. Reescrito mil vezes, se preciso for. O futuro é o passado idealizado, utopia pura. Não existe futuro na roda de um carrossel. Só um mesmo movimento no mesmo lugar. Girando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é muito comum. A bem da verdade, é muito raro mas, às vezes, a força centrípeta, que nos aprisiona a um eixo de rotação e nos faz girar como um carrossel, se liberta da influência de seus vetores e nos lança no espaço. Por alguns segundos ficamos soltos no alto e olhamos a vida com se tivéssemos na mão uma possante lente panorâmica. Segundos. Um instante mínimo, mas o suficiente para termos a exata dimensão da vida e fazermos novas escolhas, as mesmas, que sejam, mas ainda assim novas, pois que revisitadas. Segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Girar na roda de um carrossel e deixar a vida nos levar num eterno movimento circular em torno de uma mesma história. Mil vezes, reinventar o passado, até que dele surja um novo enredo. Ou vagar pelo espaço, espalhando lampejos de luz do olhar que lançamos sobre o mundo. Sobrevoar novos mares, semeando dúvidas na certeza dos timoneiros. Navegar em águas desconhecidas, como Vitória de Samotrácia, e colher lendas inéditas que inspirem novos jeitos de viver. E voar de novo, como Vitória de Samotrácia. Voar tão rapidamente, tão velozmente, que o vento nascido do bater de nossas asas corte todos os caminhos, espalhando-os em mil direções, fazendo surgir mil novas versões de todas as milhares de histórias que já vivemos. Segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de volta à órbita original, mil vezes renovadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-829328704834415514?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/829328704834415514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=829328704834415514&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/829328704834415514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/829328704834415514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/10/carrossel-voador.html' title='Carrossel voador'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/RyNradZ84XI/AAAAAAAAAJo/3w_lLpBhKKU/s72-c/virtrines+urbanas+115.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-735145169583867753</id><published>2007-10-23T23:54:00.000-02:00</published><updated>2007-10-24T00:22:38.205-02:00</updated><title type='text'>A vaca foi pro brejo</title><content type='html'>Depois que a Mattel, maior fabricante de brinquedos do mundo, anunciou um &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u319885.shtml"&gt;recall de 18,6 milhões  &lt;/a&gt;de produtos, incluindo os acessórios da tenebrosa Barbie, do ingênuo Batman e das pequetitas Polly, todos transformados em armas mortais para destruir criancinhas indefesas, achei que nada mais pior do que isso poderia acontecer nesse mundo. Mas tenho de reconhecer: padeço de falta de criatividade, por isso não evoluo na vida. A imaginação da nossa classe empresarial, essa sim, não tem limites.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vocês viram, meninas? Em vez de adicionar vitaminas, mais cálcio, ferro e outros ingredientes que ajudariam a turbinar o crescimento dos pimpolhos, deram de acrescentar ao leitinho de nossas crianças, &lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2007/10/22/315721725.asp"&gt;soda cáustica e água oxigenada&lt;/a&gt;! Se estão pensando que vão resolver o problema da superpopulação do planeta provocando um infanticídio em série, podem tirar a &lt;a href="http://www2.uol.com.br/millor/conpozis/018.htm"&gt;vaquinha&lt;/a&gt; do sol. Doravante, estaremos sempre alertas!&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olhem só, meninas, vocês devem se lembrar disso. Na nossa época, quando queriam adulterar o leite e fazer a produção render um pouco mais, o máximo que se permitiam era adicionar um pouquinho de água mineral não gaseificada. Tudo bem, os mais relaxados, utilizavam água filtrada, mas depois sofriam horrores com dor na consciência. Tá certo, não era bem assim. Já não prestavam desde antes: acrescentavam qualquer coisa que fosse líquida e nem cuidavam da higiene da vaquinha, quando era chegada a hora da ordenha. E deixavam o leite azedando em latões enferrujados, expostos à visita de toda sorte de insetos e outros animais estranhos. Eca, &lt;a href="http://www.equilibriumonline.com.br/dicas.asp?codigo=75"&gt;odeio leite&lt;/a&gt;!&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas vocês hão de concordar comigo: agora eles exageraram.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A tal da &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u338822.shtml"&gt;Casmil&lt;/a&gt; está sendo acusada de adicionar ao nosso leite de cada dia uma coisa chamada peróxido de hidrogênio, vulgarmente conhecida como água oxigenada. Segundo os entendidos, essa é a famosa operação limpeza, pois a água oxigenada ajuda a disfarçar as más condições sanitárias de conservação e transporte da produção, enganando os compradores. Mas isso não é nada comparado aos efeitos dessa substância quando ingerida pelas crianças: além das dores no estômago e do risco que correm de morrer, os pequeninos já nascem com o cabelo parafinado e pedindo ao papi uma prancha de surf. É um pesadelo!&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei exatamente quais são os efeitos da &lt;a href="http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/462001-462500/462066/462066_1.html"&gt;soda cáustica&lt;/a&gt;, quando ingerida por uma criança, mas posso imaginar. Já vi embalagens desse produto no supermercado e todas elas vêm com uma caveira mal rabiscada, estampada no rótulo, que provoca até arrepios só de passarmos por perto. Presumo que, se ingerida, essa substância vai descer estômago adentro derretendo tudo que encontrar pela frente. Não vamos nos enganar, é isso mesmo que deve acontecer. Mas o estranho disso tudo, é o silêncio das cooperativas. Só a Parmalat veio a público dizer que é inocente. Mas quem ainda leva a Parmalat a sério? Acho que nem os bichinhos de pelúcia, quanto mais nossas criançinhas.&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma amiga me disse que, a partir de agora, só vai comprar leite &lt;st1:personname productid="em pó. Santa" st="on"&gt;em pó. Santa&lt;/st1:personname&gt; ingenuidade, amiga. Faz pouco mais de três anos, a Polícia Federal prendeu uma quadrilha que agia exatamente da mesma forma, mas utilizando como base o leite &lt;st1:personname productid="em pó. Cogitei" st="on"&gt;em pó. Cogitei&lt;/st1:personname&gt; o leite de soja, mas não passou no teste dos meus meninos. Eles já experimentaram e reprovaram no primeiro gole. E acho que eles têm toda razão, embora discorde deles, quando sugerem para o desjejum matinal um copo de coca-cola gelada com batata sorriso. Uma vez, vimos no &lt;a href="http://educar.sc.usp.br/youcan/"&gt;Mundo de Beckman&lt;/a&gt;  o estrago que a coca faz num dente de leite ou num definitivo mesmo: em poucos dias, restam apenas uns caquinhos no fundo do copo. Um horror!&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que sei é que nossas crianças estão ficando cercadas. Estou desconfiada de que elas estão sendo vítimas de um complô. Mas essa turma ainda não conhece a nossa fúria indomável quando temos de sair em defesa de nossas crias. Acho que teremos de dar uma demonstração ou então que deus faça melhor.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um alegre despertar para todos, regado a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ch%C3%A1"&gt;chá&lt;/a&gt; de hortelã, acompanhado de torradinhas cobertas de geléia de damasco. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-735145169583867753?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/735145169583867753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=735145169583867753&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/735145169583867753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/735145169583867753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/10/vaca-foi-pro-brejo.html' title='A vaca foi pro brejo'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-6903426669218618748</id><published>2007-10-21T23:23:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T09:19:49.283-02:00</updated><title type='text'>Sala de cinema</title><content type='html'>O &lt;a href="http://www.pimentanosolhos.net/"&gt;Márcio&lt;/a&gt; nos fez um convite: escolher cinco filmes que nos impressionaram ao longo da vida. Topei. Lá vai o primeiro:    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vi um filme uma vez que mudou a minha vida. É claro que há muito exagero nisso, mas posso dizer, com muita tranqüilidade, que é um filme que, constantemente, volta a tona e me inspira a buscar novas lentes, de diferentes cores, para olhar o mundo. Foi também o primeiro filme que vi e que me causou espanto. Me deixou perplexa pela sua beleza, originalidade e ousadia, pois era um filme que quase não tinha história e pouquíssimos diálogos. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Isso foi a tanto tempo, que já me esqueci o nome do filme, do diretor e de qualquer outra referência que pudesse me ajudar a reencontrá-lo. A única coisa que me lembro é que não era um longa metragem, mas um curta. Olha que coisa moderna! E que não era americano. Para ser absolutamente sincera, quando vi esse filme, não tinha a menor preocupação de me informar sobre todas essas coisas. Queria só ver a história. Se não estou muito equivocada, nessa época, estava na que hoje equivaleria à quinta ou sexta série. Mas esse foi o filme que me ensinou a admirar o cinema como uma arte maior. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom, a história é muito simples: um menino que, por alguma razão que não me lembro, resolve dar a volta ao mundo. Junto com dois ou três amigos, discutem uma forma de viabilizar esse projeto. E esse menino observa que o sol, quando nasce e até que se ponha, dá uma volta na terra. Se seguissem o sol durante um dia conseguiriam cumprir a missão. E todos concordam que é um bom plano. Essa é a história. O filme é o relato da viagem dos meninos. Claro que o máximo que eles conseguem é passear de um ponto a outro da cidade, mas é um filme de uma delicadeza indescritível e de uma beleza absurda. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um detalhe do filme, que nunca me esqueci: durante a travessia, os meninos paravam em alguns pontos da cidade para marcar no mapa a posição em que se encontravam. E, para isso, precisavam olhar em direção ao sol. Para não correrem o risco de ficarem cegos, usavam cacos de vidro coloridos para olhar o sol e, como era divertido, usavam-nos também para olhar a cidade. Então, esse é o primeiro da minha lista de cinco.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os outros não foram tão importantes assim, mas me impressionaram muito e até hoje me emocionam:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxv-EZ6SCtI/AAAAAAAAAIw/rZEb1IiJpH0/s1600-h/hiroshima_mon_amour_05.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxv-EZ6SCtI/AAAAAAAAAIw/rZEb1IiJpH0/s320/hiroshima_mon_amour_05.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123968352692341458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://www.cinereporter.com.br/scripts/monta_noticia.asp?nid=1575"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hiroshima, meu amor&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://www.cinefrance.com.br/cinemateca/cinema/diretores/?diretor=4"&gt;Alain Resnais&lt;/a&gt; e roteiro de Marguerite Duras. O filme é de 1959, mas só fui vê-lo, evidentemente, bem mais tarde, lá pelos idos dos anos 80. È um filme triste, mas extremamente bonito. A fotografia é impressionantemente delicada. Não me lembro bem da história, mas o que guardei dela foi essa lembrança meio vaga das duas personagens centrais, uma atriz francesa e um arquiteto japonês, buscando incessantemente um sentido qualquer: para Hiroshima; para a vida de cada um; para o relacionamento dos dois e assim por diante. Resumiria o filme assim, numa palavra: busca. Bom, pelo menos foi isso que ficou para mim.&lt;br /&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxv_EZ6SCvI/AAAAAAAAAJA/1vQIdCeNNns/s1600-h/webl1201.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxv_EZ6SCvI/AAAAAAAAAJA/1vQIdCeNNns/s320/webl1201.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123969452203969266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/apocalypse-now/apocalypse-now.htm"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apocalipse now&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/diretores/francis-ford-coppola/corpo.asp#materias"&gt;Francis Ford Coppola&lt;/a&gt;. Um filme de 1979, uma obra prima. A interpretação que Marlon Brando faz do coronel Kurtz é fantástica; a cena dos helicópteros descendo numa praia do Camboja, ao som da Cavalgada das Valquírias, de Wagner, enquanto em terra os soldados aproveitavam para fazer surf, é também chocante. Afora essas e muitas outras, o filme me impressionou pela sua fotografia e pela sua música, que juntas dão o clima de horror, loucura, sonho e pesadelo que caracterizam essa obra de Coppola.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxv-eZ6SCuI/AAAAAAAAAI4/ZsKe4iWyVXA/s1600-h/blade2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxv-eZ6SCuI/AAAAAAAAAI4/ZsKe4iWyVXA/s320/blade2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123968799368940258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/blade-runner/blade-runner.asp"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blade Runner&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ridley_Scott"&gt;Ridley Scott&lt;/a&gt;. É um filme de 1982, mas continua atual até os dias de hoje, afinal, continuamos buscando, em vão, o significado da vida. A fotografia é maravilhosamente trágica, a música belíssima e os atores esplêndidos. Já vi Blade Runner tantas vezes que até já perdi a conta. Sempre que posso, revejo-o.&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxv__J6SCxI/AAAAAAAAAJQ/5r5rLvGsQ2E/s1600-h/pulp_fiction01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxv__J6SCxI/AAAAAAAAAJQ/5r5rLvGsQ2E/s320/pulp_fiction01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123970461521283858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/pulp-fiction/pulp-fiction.asp"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pulp Fiction&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quentin_Tarantino"&gt;Quentin Tarantino&lt;/a&gt;. Esse é um filme mais recente, para não dizer que fiquei só na seção nostalgia. Mas, ainda assim, fazendo as contas direitinho, esse filme já está quase debutando. Que coisa, hem? Pulp Fiction me impressionou, primeiro, pela sua narrativa. É como se a história fosse um quebra-cabeça que estivesse sendo montado ali, na nossa frente. Vemos algumas peças sobre a mesa que vão e voltam e, aos poucos, vamos juntando-as até formar uma história. A atuação de John Travolta e Samuel L. Jackson são impressionantes, principalmente de Samuel Jackson. A música também é maravilhosa. Tenho o cd e escuto sempre.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Além desses, todos os de Bergman e de Felline e muitos outros e muito mais. Mas me pediram cinco e foram os cinco que mais rapidamente subiram à superfície.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para todos, uma semana de boas histórias, bem enquadradas e com trilhas sonoras fantásticas .&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até quando for possível.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-6903426669218618748?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/6903426669218618748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=6903426669218618748&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6903426669218618748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/6903426669218618748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/10/sala-de-cinema.html' title='Sala de cinema'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxv-EZ6SCtI/AAAAAAAAAIw/rZEb1IiJpH0/s72-c/hiroshima_mon_amour_05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-5606965235388750030</id><published>2007-10-18T21:09:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T09:19:49.416-02:00</updated><title type='text'>Oh quão dessemelhantes somos!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxfo0J6SCrI/AAAAAAAAAIg/BSi_RDMtB4I/s1600-h/todos+iguais.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122819083868441266" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxfo0J6SCrI/AAAAAAAAAIg/BSi_RDMtB4I/s320/todos+iguais.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Aniversário da Marina&lt;br /&gt;(Minha)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dizem que de perto todos nós somos meio loucos. Não discordo, mas diria de um outro jeito. De perto, todos nós somos diferentes. Mesmo que insistam em nos fazer parecer todos iguais, o &lt;em&gt;como&lt;/em&gt; de nossas histórias, diria Lisbela, nos torna únicos e, em qualquer situação, insubstituíveis. Mas para os estatísticos, nossos enredos privados não têm nenhuma relevância, viram meros pontos percentuais na composição de perfis representativos da população, para as mais diversas finalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos identificadas não pela nossa biografia, mas pela condição em que estamos no mundo. Mulheres, na faixa de 50 a 54 anos, com um nível de escolaridade acima do desejável, trabalhadoras, renda média ou um pouco mais que isso, casadas, mães de uma prole sob controle, eleitoras, consumidoras, leitoras medianas, ainda que bem acima da média nacional e assim por diante. Viramos quase uma mesma dentro dos grupos nos quais somos incluídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos vagamente definidas pelas pesquisas de opinião, quando nosso perfil se encaixa nas escolhas que uma mostra limitada da população se dispõe a revelar sobre os mais diversos temas. Não importa se o que nos oferecem é uma variedade absolutamente restrita de opções, nos classificam como favoráveis, desfavoráveis ou indiferentes a determinada situação ou objeto. Não importa se não conseguem captar as nuances do nosso pensamento, nos enquadram em grupos genéricos e afirmam tudo que não dissemos e nos fazem mais iguais ainda, ignorando solenemente todas as nossas diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, quando acontece de nos encontrarmos num canto qualquer do país, quando acontece de nos sentarmos à mesa desarmadas e sem defesa, olhamo-nos desconfiadas e não nos reconhecemos. Desfiamos nossas histórias inéditas e tecemos opiniões originais sobre tudo que vemos e nada coincide com o diabo do perfil no qual fomos incluídas. Nos estranhamos e cismamos que existe uma porção qualquer de loucura em tudo que falamos ou escutamos. Mas não é isso. Não há sombra de loucura nas vivências que experimentamos. Só há particularidades. Exatamente aquelas que nos diferenciam e nos tornam uma cada qual e não a mesma junto com todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estava pensando nisso, quando vi bush, aquele que não teve coragem de assinar o Tratado de Kioto, bater boca com Vladimir Putin e advertir os demais governantes do mundo sob o risco de enfrentarmos uma terceira guerra mundial, caso o Irã venha a dominar a tecnologia de fabricação de armas nucleares. Vi ainda Recep Tayyip Erdogan comemorar a decisão do Parlamento turco, autorizando uma ofensiva militar daquele país contra curdos que mantêm bases de treinamento no Iraque. Vi Hillary, Condoleezza, Chávez, Sarkozy e outros menos vips.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito, minha tentação primeira foi a de achá-los todos iguais, mas se cada um é cada qual posso pelo menos dizer que todos repetem, desde sempre, o mesmo velho discurso rançoso dos poderes imperiais e, nessa repetição, acabam se tornando muito parecidos, ainda que dessemelhantes. Olham o mundo da mesma empoeirada janela de vidros embaçados. É uma pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de descobertas para todos. Novas palavras, novos significados, novos ares, novas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-5606965235388750030?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/5606965235388750030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=5606965235388750030&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5606965235388750030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/5606965235388750030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/10/oh-quo-dessemelhante-somos.html' title='Oh quão dessemelhantes somos!'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/Rxfo0J6SCrI/AAAAAAAAAIg/BSi_RDMtB4I/s72-c/todos+iguais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-8594434909956731041</id><published>2007-10-07T20:31:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:49.537-02:00</updated><title type='text'>Deveria</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/RwltjJ6SCpI/AAAAAAAAAIQ/J_xLQFrEj9Q/s1600-h/virtrines+urbanas+032.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118742902206499474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/RwltjJ6SCpI/AAAAAAAAAIQ/J_xLQFrEj9Q/s320/virtrines+urbanas+032.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: mal feita, mas fui eu mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana deveria ter vindo aqui mais cedo e mais vezes para plantar algumas bandeiras, mas estava ocupada construindo idéias. Juntando palavras, colando umas nas outras até formar um conjunto harmonioso de linhas retas, uma página depois da outra, numa construção lógica e precisamente correta. Deveria ter vindo, mas não vim. Abandonei os birmaneses à sua própria sorte. Sei que não deveria ter feito isso, pois os birmaneses são quase crianças ainda e carecem de mãe, como todos nós. Sua população é formada em mais de um terço por meninos e meninas com menos de 15 anos. Crianças, na maioria desassistidas, como de resto toda a população. Myanmar é ainda o país mais pobre da região asiática e vive sob a burduna de um regime militar fortemente beligerante, apesar da oposição ter um movimento absolutamente pacífico. Foi mal &lt;a href="http://ko-htike.blogspot.com/"&gt;Ko-Hitke&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso serve de consolo, não abandonei só os birmaneses. Deixei mais gente sozinha não meio da caminhada. Deveria ter vindo aqui, para segurar a bandeira da &lt;a href="http://www.quemmandaevoce.org.br/"&gt;Mobilização Nacional por Democracia e Transparência nas Concessões de TV e Rádio &lt;/a&gt;. Mas também não vim. Deixei a caravana passar e larguei minha bandeira no primeiro site que encontrei, só para carregar pedras e flores no mundo da vida. Isso acontece, podem ter certeza. Não vim, mas também não deletei essa causa. Gastei algum tempo maquinando sobre as redes de rádio e TV comunitárias, que acredito serão mais capazes de democratizar o processo da comunicação dos que as mídias de massa. E também elas carecem de mãe, pois estão da mesma forma abandonadas, aguardando uma política mais coerente que viabilize sua organização. Foi mal outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria ter vindo aqui ainda para rodar a baiana com o presidente esquerdista do Equador, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0210200706.htm"&gt;Rafael Correa&lt;/a&gt;, que defendeu o fechamento do Congresso daquele país, alegando que é muito difícil governar com os parlamentares que lá estão, escolhidos pelo voto direto, da mesma forma que Correa, nas eleições passadas. Não acho que seja fácil, como aqui também não é. Mas essa é a regra do jogo, se rompermos com os combinados no meio da partida, corremos o risco de embarcar numa canoa furada e cair bem no meio de um rio de águas turvas e agitadas. É desastre na certa. Nesse caso sou boba mesmo. Ainda acredito que é no parlamento que nossas vontades se encontram e é lá também que, por meio da palavra e das idéias, dialogamos com nossos contrários até encontrarmos uma negociação possível. Tenho pra mim que o parlamento é a alma da democracia, sem ele viramos zumbis atormentados, vagando na escuridão da ignorância e da tirania. Deveria ter vindo, com certeza, mas perdi o trem da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra bandeira que escapuliu das minhas mãos, enquanto debulhava novas palavras no dicionário, foi a do movimento em defesa da floresta amazônica. Mesmo vendo o fogo se alastrar mundo afora, mesmo sentindo o calor nos sufocar e percebendo claramente as mudanças do clima, a cada nova estação, deixei cair essa bandeira e nem olhei pra trás, pra tentar recuperá-la. Deveria ter vindo aqui dar o meu apoio ao &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0410200701.htm"&gt;Pacto pela Valorização da Floresta&lt;/a&gt; e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia. Mas também não vim. Faltou &lt;em&gt;animus,&lt;/em&gt; no final da noite, depois da correria da semana inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa próxima não será diferente. Vou dar um logoff geral para não ficar tentada a divagar nas ondas do meu pensamento. Nem vamos para o litoral. Vamos é embrenhar pelo interior paulista a dentro, mergulhar na vida real e sair de nariz tampado, mas muito melhores do que antes, com certeza. Outro dia, quando der, volto para plantar bandeiras, quem sabe elas florescem nessa primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana com aroma de laranjeira para todos.&lt;br /&gt;Inté.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15427704-8594434909956731041?l=soestoupensando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://soestoupensando.blogspot.com/feeds/8594434909956731041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15427704&amp;postID=8594434909956731041&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8594434909956731041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15427704/posts/default/8594434909956731041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soestoupensando.blogspot.com/2007/10/deveria.html' title='Deveria'/><author><name>patricia duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09400761544293435396</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/SWAdiEp71fI/AAAAAAAAA3U/0buqS4duB3U/S220/Outubro+2008+016.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/RwltjJ6SCpI/AAAAAAAAAIQ/J_xLQFrEj9Q/s72-c/virtrines+urbanas+032.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15427704.post-4682618602469514851</id><published>2007-10-01T00:26:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T09:19:49.684-02:00</updated><title type='text'>Tá na hora</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4nGsVTIgdnI/RwBq-zpVOZI/AAAAAAAAAIA/pPvgmZf0KvQ/s1600-h/01+
